Raio:

Notícias

43ce375961.jpeg

O estudo “Necessidades e Qualidade de Vida em Doentes com Mieloma Múltiplo e seus Cuidadores” foi realizado junto de pessoas em tratamento no Hospital de Braga, Centro Hospitalar do Porto e Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho, sendo que, entretanto, este projeto está a replicar-se no centro hospitalar de Coimbra, bem como no IPO de Lisboa.

O mieloma múltiplo é uma doença maligna do sangue, que se desenvolve a partir de células linfoides maduras denominadas plasmócitos (um tipo de glóbulos brancos) que têm origem na medula óssea.

Em declarações à agência Lusa, a coordenadora do projeto, Maria da Graça Pereira, apontou que “a não satisfação das necessidades de saúde emocional dos doentes com mieloma múltiplo associaram-se a uma pior qualidade de vida em todos os domínios avaliados: sintomas da doença, efeitos secundários, imagem corporal e perspetiva de futuro”.

Foram estudadas 70 pessoas com mieloma múltiplo com uma média de 68 anos, sendo a maioria do sexo feminino, com o diagnóstico feito em média há 68 meses (cinco/sete anos). 42% encontravam-se empregados e os restantes desempregados ou reformados. Também participaram ainda 50 cuidadores de pessoas com mieloma múltiplo, 70% dos quais eram do sexo feminino.

Maria da Graça Pereira destacou que mais de 40% dos doentes referiu ter necessidades ao nível de informação, seguindo-se as necessidades emocionais e financeiras “também com uma expressão significativa”.

“Por sua vez, as necessidades não satisfeitas relativas ao acesso ao tratamento médico associaram-se a uma pior qualidade de vida relativa à perspetiva de futuro”, acrescentou a também investigadora da Universidade do Minho, apontando “são necessários apoios psicossociais, apoios por parte da comunidade e políticas que possam financeiramente ajudar os doentes”.

Quanto aos cuidadores – 40% eram filhos do doente, 39% cônjuges e 21% outros familiares – a responsável frisou que são pessoas que “necessitam de estar bem para cuidar porque são cuidadores informais que não receberam formação para lidar com situações de doença crónica”.

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

15cca51cff.jpeg

O Ministério da Saúde reconheceu que a proposta para acabar com os atestados médicos de curta duração é construtiva e que está a ser avaliada pelo Governo, mas avisou que seria sempre necessário encontrar formas de evitar abusos, pulgou a agência Lusa.

“Do ponto de vista conceptual não temos oposição à medida. Há países onde já acontece”, afirmou o secretário de Estado Adjunto e da Saúde.

Fernando Araújo comentava uma proposta do bastonário da Ordem dos Médicos para deixar de tornar obrigatórios os atestados médicos de curta duração, até três dias. Fernando Araújo entende a sugestão da Ordem dos Médicos como construtiva, indicando que “vale a pena avaliar e discutir”.

Alertou, porém, para a necessidade de uma medida deste género ter de ser monitorizada e de se encontrar um mecanismo que limite o seu uso abusivo. A este propósito, lembrou que noutros países que adotaram este sistema há um número limitado de dias por ano em que o trabalhador pode faltar por doença sem ter de entregar atestado médico.

“Em Portugal temos um problema, que é o número de dias excessivo de baixa com incapacidade temporária, que é elevado na área pública. Diria que a proposta é construtiva, que vale a pena avaliar e discutir, há espaço para debate. Desde que se encontre resposta para evitar uso excessivo e abusivo”, declarou Fernando Araújo.

O secretário de Estado entende que esta medida não traria um grande alívio às urgências, mas admite que pudesse retirar peso de doentes nos cuidados de saúde primários, abrindo espaço para quem realmente precisa de consultas.

O bastonário dos Médicos, Miguel Guimarães, entende que os atestados médicos de curta duração “não deviam ser necessários”, bastando ao trabalhador responsabilizar-se pela sua situação. Para evitar abusos, a legislação laboral podia ser adaptada de forma a impedir a repetição consecutiva de justificações de doença sem atestado médico.

“O que acontece quando se vai ao médico pedir um atestado porque se estava com uma dor de cabeça ou indisposição? O médico vai passar o atestado, não tem grande alternativa. Estamos a falar de uma coisa de curta duração e que nem dá tempo para [o médico] investigar qualquer doença que possa existir”, exemplificou Miguel Guimarães.

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

dcd511405c.jpeg

Uma equipa de investigadores descobriu que afinal na doença de Alzheimer se verifica uma diminuição reduzida nos marcadores neuronais e sinápticos.

A Alzheimer é classificada como sendo uma doença degenerativa, o que significa que é acompanhada por uma perda de neurónios e das terminações nervosas, ou sinapses. O presente estudo poderá tornar esta noção obsoleta.

Para o estudo que foi conduzido por uma equipa de investigadores liderada por Salah El Mestikawy, da Universidade de Saúde Mental Douglas, Canadá, e por Stéphanie Daumas, da Universidade Pierre e Marie Curie, França, foram analisados 171 pacientes com vários estádios da doença de Alzheimer.

“Para grande surpresa nossa, ao estudarmos o destino de oito marcadores neuronais e sinápticos nos córtex pré-frontais dos nossos participantes, apenas observámos mínimas perdas neuronais e sinápticas”, comentou Salah El Mestikawy.

A investigadora conclui que “o nosso estudo sugere assim que ao contrário do que se acreditava, a perda neuronal e sináptica é relativamente limitada na doença de Alzheimer. Esta é uma mudança radical no que se pensa”.

Os investigadores procuraram ainda correlacionar estas perdas sinápticas mínimas com o nível de demência dos participantes. Os resultados demonstraram que o declínio nos biomarcadores sinápticos exercia pouco impacto sobre as competências cognitivas dos participantes.

O estudo sugere, de forma implícita, que a demência está associada à disfunção sináptica em vez do desaparecimento das sinapses no córtex dos pacientes com Alzheimer. A identificação desta disfunção poderá conduzir ao desenvolvimento de tratamentos eficazes para a doença.

“Até à data, as intervenções terapêuticas têm sido orientadas para desacelerar a destruição sináptica. Com base no nosso estudo, vamos ter que mudar a nossa abordagem terapêutica”, rematou Salah El Mestikawy.

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

628e1f9db2.jpeg

Um novo estudo apurou que quase um quarto dos pacientes diagnosticados com doença cardíaca isquémica acabam por morrer ou serem hospitalizados no espaço de seis meses.

“A doença arterial coronária é a causa principal de morte no mundo inteiro; ainda assim alguns pacientes parecem perdidos no sistema após a sua visita inicial ao hospital ou clínica de consulta externa”, avançou Michel Kamadja, autor principal do estudo, da Universidade Pierre e Marie Curie e do Hospital Pitié-Salpêtrière, Paris, França.

Para o estudo, uma equipa de investigadores acompanhou 2.420 pacientes de 100 hospitais e clínicas de consulta externa em 10 países europeus. Os pacientes apresentavam doença coronária estável ou doença arterial coronária, que são bastante comuns.

Foram registados os fatores de risco e tratamentos no início do estudo. Seis meses mais tarde foram registados os tratamentos e resultados.

Os investigadores tiveram acesso a dados de seguimento de 2.203 pacientes. Foi verificado que no período de seis meses 522 (ou 24%) dos pacientes tinham sido re-hospitalizados ou morrido, sendo a maioria das causas de origem cardiovascular. Os fatores associados de forma significativa com a morte dos pacientes foram a idade avançada, historial de revascularização periférica, doença renal crónica e doença obstrutiva pulmonar crónica.

Foi também verificado que a taxa de prescrição de inibidores da enzima de conversão da angiotensina, de bloqueadores beta e de aspirina era inferior seis meses após a do início do estudo. O autor principal do estudo admite que esta redução possa ser devida a uma falha de referenciação dos pacientes para um cardiologista ou médico de clínica geral e as prescrições não serem repetidas.

As taxas de morte e re-hospitalização eram, no entanto, significativamente inferiores nos países do sul da Europa, o que os investigadores esperavam e consideram ser devido à alimentação e estilo de vida.

Perante os resultados, Michel Kamadja concluiu que alguns dos pacientes “não estão a receber a medicação preventiva recomendada que poderia melhorar o seu estado. São necessários mais esforços para assegurar que esses pacientes continuam a ser monitorizados e tratados após saírem do hospital ou de uma consulta externa”.

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

7d6a1a64e8.png

Requisitos para Centros de Tratamento de Hipertens√£o Arterial Pulmonar e de Trombo-Endartrectomia Pulmonar

Fonte Original: Dire√ß√£o-Geral de Sa√ļde

4cbcdffc89.png

Terapêutica da Insuficiência Cardíaca com Implantação de Dispositivo de Assistência Ventricular Esquerda como Destino

Fonte Original: Dire√ß√£o-Geral de Sa√ļde

d73d731c8a.jpeg

O uso regular e de longa duração dos cigarros eletrónicos não demonstrou efeitos adversos nos fumadores ao longo de dois anos, indicou um estudo.

Para o estudo que foi conduzido por uma equipa de investigadores liderados por Tanvir Walele, diretor dos Assuntos Científicos da Fontem Ventures, Holanda, foram recrutados 209 fumadores que usavam cigarros eletrónicos típicos.

Os fumadores foram seguidos durante um período de 24 meses e em contexto de vida real. Durante o estudo, a equipa monitorizou eventos adversos nos participantes, assim como a função pulmonar, resultados de eletrocardiogramas e a exposição à nicotina e a compostos do tabaco.

Como resultado, verificou-se que durante o período de acompanhamento não foram registadas preocupações com a segurança entre os participantes e não se verificaram episódios clinicamente relevantes em todos os outros critérios de segurança definida de um ponto de vista médico.

Adicionalmente, o uso dos cigarros eletrónicos foi associado a uma redução nos sintomas da falta de nicotina, numa menor exposição aos compostos do fumo de cigarro e não se verificou aumento de peso nos fumadores.

“Os dados clínicos ao longo de um período de dois anos dá-nos uma imagem muito mais clara relativamente ao uso prolongado dos cigarros eletrónicos e das implicações potenciais para a saúde dos fumadores, para que possam tomar uma decisão informada”, disse o líder do estudo.

Uma conclusão semelhante foi verificada numa revisão de estudos, em que os cigarros eletrónicos com nicotina podem ajudar os fumadores a reduzirem ou substituírem os cigarros convencionais, sem aumentos nos riscos de saúde associados com o uso de curta a média duração (até dois anos).

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

f80d37140c.jpeg

A ajuda de um profissional de saúde na fase inicial de amamentação faz com que os bebés prematuros sejam alimentados com leite materno durante mais tempo, são as conclusões de um estudo ao qual a agência Lusa teve acesso.

O estudo do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP), concluiu que as mulheres que têm o auxílio de um profissional treinado para apoiar as mães de recém-nascidos prematuros (menos de 32 semanas) a amamentar, alcançam uma maior prevalência de aleitamento só com leite materno à data da alta, comparativamente a aquelas que não têm um elemento designado para o efeito.

Para o estudo, foram avaliadas as práticas de aleitamento materno utilizadas em 580 crianças que nasceram na região Norte e na zona de Lisboa e Vale do Tejo, nas 16 Unidades de Cuidados Intensivos Neonatais (UCIN) portuguesas.

A equipa responsável por este trabalho verificou que "existe uma grande variabilidade" nas práticas de aleitamento materno entre as UCIN, tendo a proporção de amamentação só com leite materno, à data da alta, variado entre 3% e 50%.

Já o aleitamento materno misto (combinação entre leite materno e o leite artificial) variou entre 21% e 62%, indicou Carina Rodrigues.

Segundo a investigadora, constatou-se que apenas 25,2% dos bebés muito prematuros estavam com aleitamento materno exclusivo à data da alta.

Foi verificado ainda que a existência de um membro responsável por apoiar as mães no processo de amamentação explica, por si só, cerca de 43% da variabilidade observada entre as unidades na prática do aleitamento exclusivo, continuou.

Embora existam características da mãe e da criança que podem influenciar as práticas de aleitamento materno, como a idade materna, o peso ao nascimento e as complicações durante o período de internamento, a cientista acredita que deve haver uma aposta em profissionais de saúde, treinados especificamente para ajudar as mulheres nesse processo.

Dessa forma, as mães terão mais acesso a um conhecimento acerca dos benefícios do aleitamento materno exclusivo, bem como ao ensino de técnicas para extração, conservação e manipulação do leite materno, disse ainda.

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

7079d83de5.jpeg

Uma equipa de investigadoras está a utilizar resíduos do tomate, da uva e da azeitona para criar produtos funcionais, com alto valor nutricional, que podem ser aplicados em farinhas, pães, temperos, charcutaria e lacticínios.

Segundo apurou a agência Lusa, o objetivo “é criar alimentos mais persificados, com reforço de fibra e proteção antioxidante”, com subprodutos representativos de culturas vegetais com impacto em Portugal, indicaram as responsáveis pelo projeto Veggyflours.

Este projeto, que está a ser desenvolvido na Universidade Católica do Porto (UCP) há quatro meses, surgiu a partir da vontade de dar resposta às diferentes necessidades do consumidor, promovendo a sua saúde e qualidade de vida.

Estes produtos que estão a criar serão ricos em compostos bioativos, como a fibra e os carotenoides, que, em estudos realizados ao longo dos anos, têm demonstrado evidências na melhoria do trânsito intestinal, na recuperação desportiva, na regulação dos níveis de colesterol ou da função cardíaca.

Além da riqueza em fibras e elevada capacidade antioxidante, os produtos que a equipa está a desenvolver são isentos de glúten e têm uma maior capacidade de conservação, o que se irá refletir nos alimentos nos quais forem incorporados.

“Por fim, o concentrado de fibra antioxidante insere-se na nova tendência alimentar “Going full circle” (Completando o ciclo), onde os consumidores valorizam, entre vários conceitos, questões como diminuição de desperdícios alimentares e reutilizar subprodutos”, contaram as investigadoras.

“Apesar do seu elevado valor nutricional, atualmente as aplicações dos subprodutos são limitadas e não criam valor acrescentado para a indústria, gerando, pelo contrário, custos elevados na gestão de resíduos, e, em alguns casos, com impacto ambiental”, indicaram.

Devido a isso, consideram que é “imperativa” a procura e criação de novas alternativas, que tragam valor acrescentado aos subprodutos.

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

be012b51b8.jpeg

O Instituto Portugu√™s do Mar e da Atmosfera prev√™, para as regi√Ķes do interior Norte e Centro, acentuado arrefecimento noturno nos pr√≥ximos dias, com forma√ß√£o de gelo ou geada, apesar das temperaturas n√£o sofrerem grandes altera√ß√Ķes.

Se vai viajar, a Dire√ß√£o-Geral da Sa√ļde recomenda que o fa√ßa em seguran√ßa, adotando uma condu√ß√£o defensiva, de acordo com as condi√ß√Ķes meteorol√≥gicas e da estrada.

Considere ainda as seguintes medidas:

  • Proteja-se do frio:
    Mantenha o corpo quente ‚Äď use luvas, cachecol, gorro/chap√©u, cal√ßado e roupa quente, utilizando v√°rias camadas de roupa;
    Hidrate-se: ingira líquidos e sopas quentes.
  • No exterior:
    Tenha cuidado com as condi√ß√Ķes do piso;
    Use sapatos confort√°veis.
    Evite as quedas
  • Mantenha-se em contacto e atento aos outros, ajude-os a protegerem-se.

Esteja atento aos aviso e recomenda√ß√Ķes das autoridades: www.prociv.pt e www.ipma.pt

Fonte Original: Dire√ß√£o-Geral de Sa√ļde