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Recursos Humanos

Daniela Almeida Vitae

O seu nome é Daniela Almeida, tem 27 anos e é do Porto, cidade onde trabalha neste momento, na Vitae Professionals. É licenciada e mestre em Ciências da Comunicação, tendo feito a sua formação académica na Universidade do Porto e Universidade do Minho.

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Carlos final

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O meu nome é Carlos Enes, tenho 32 anos, vivo em Braga e sou natural de Barcelos. A minha formação académica foi feita em Informatica de Gestão na Universidade do Minho. Iniciei a minha vida profissional a dar formação nas áreas das Tecnologias de Informação, na qual permaneci durante 3 anos até tomar a decisão de ir para terras de sua majestade em busca de um futuro melhor.
Em Londres, o meu primeiro emprego foi na área da restauração que me permitiu desenvolver o idioma. Posteriormente, tive a oportunidade de exercer funçoes como Consultor de Rh em duas empresas de recrutamento de profisisonais de saúde.
Como hobbies tenho o futebol, ténis e viajar.

Emprego Saúde – Quando e como começou a trabalhar na área de recrutamento?

Carlos Enes – Comecei a trabalhar numa agência de recrutamento em Londres em 2013 quando tive conhecimento de uma vaga para resourcer que falasse português para a área da saúde. O facto de ser português potenciou o sucesso na função, num processo e numa decisão tão complexa para os candidatos, o facto de podermos esclarecer tudo na nossa língua nativa é muito importante. Neste momento, o facto de eu próprio ter sido emigrante, também se tornou numa mais valia, pois já passei o que os candidatos passam em termos de mudança e com isto consigo ajudá-los nas coisas mais básicas que muitas vezes nos esquecemos e nem pensamos.

Emprego Saúde – Qual o atractivo e as dificuldades deste trabalho? Qual tem sido o posicionamento da sua empresa neste mercado?

Carlos Enes – Este trabalho tem como atractivo o facto de encontrar soluções para a vida das pessoas. Não vendemos um produto, vendemos um emprego o que provoca uma sentimento muito bom quando isso acontece. O nosso sucesso está dependente do sucesso dos candidatos! Como todos os trabalhos, este também tem coisas menos boas que fazem parte, mas penso que o mais difícil é lidar com as expectativas das pessoas. Relativamente à EPSN Workforce somos uma multinacional já presente em 10 países e que tem como objetivo chegar aos 15 até final do ano. Em Portugal o objetivo é a curto/médio prazo, no que diz respeito ao segmento medical e healthcare, tornar-se um dos 3 principais players do mercado, trabalhando desde já com o setor privado e público, bem como dos cuidados de saúde.

Emprego Saúde – Quais são as oportunidades e ameaças neste momento para um profissional de saúde que queira migrar?

Carlos Enes – O desconhecido é por si só uma ameaça, mas até isso depois de ultrapassado se torna numa mais valia. No Reino Unido existe uma rotatividade enorme em termos de local de trabalho, pois é natural que em tanta gente existam pessoas que não se adaptem tão bem, mas a facilidade de se mudar de emprego é também muito significativa aliada à oferta existente nesta área, portanto, rápidamente se soluciona o problema.

Emprego Saúde – O Reino Unido tem sido um destino de eleição para profissionais portugueses. Que razões estão na base dessa escolha? Que feedback obtém dos candidatos colocados e dos empregadores?

Carlos Enes – Por mim falo, a minha escolha baseou-se muito na empregabilidade que o país oferece e na progressão de carreira proporcionada em qualquer área de ação. Em relação à enfermagem, existe uma falta de profissionais tremenda e os nossos enfermeiros, têm como base um dos melhores cursos de enfermagem da Europa, que os capacita com excelência e os destaca dos demais. O feedback tanto dos candidatos como dos empregadores é óptimo.

Emprego Saúde – Como está a evoluir o mercado de recrutamento e mobilidade internacional?

Carlos Enes – Dada a facilidade de mobilidade internacional o mercado de recrutamento está a evoluir muito rapidamente tentando cada vez mais suprir todas as necessidades dos candidatos para que o processo se desenrole mais facilmente.

Emprego Saúde – Quais os pormenores que um candidato que procure emprego fora de Portugal não pode descurar?

Carlos Enes – A EPSN Workforce Portugal encarregar-se-á dos pormenores (risos)

Emprego Saúde – Que conselho daria a um jovem que está no último ano do curso de formação de base?

Carlos Enes – “Don´t visualize success. Visualize the steps you will take to make success happen.”

Emprego Saúde –  Que história recorda com mais satisfação no seu percurso como profissionais e recursos humanos?

Carlos Enes – Vou ter que falar de um candidato por quem nutro um carinho enorme que é o Tiago Pinheiro, que neste momento é Enfermeiro Sénior no BMI London Independent. Foi a minha primeira colocação nesta área no Royal Brompton em Londres e por isso foi também especial. Após um ano surgiu uma nova oportunidade à qual o Tiago atendeu novamente e mais uma vez coloquei o Tiago no hospital actual. Além da parte séria deste processo, foi criada uma amizade e saber que o Tiago está bem deixa-me bastante satisfeito.

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O meu nome é Luísa Almeida e sou natural de Ermesinde (Valongo). Frequentei o ensino superior, mais precisamente, na Faculdade de Letras da Universidade do Porto no curso de Estudos Europeus e Relações Internacionais. Frequentei, ainda, a Université Paris 8 Vincennes Saint Denis (França). Após ter terminado a Licenciatura, estagiei em Bruxelas e lancei-me logo de seguida na investigação, em geografia económica. Passei também pela Reitoria da Universidade do Porto em Relações Internacionais. Complementei a minha formação académica ingressando no Mestrado de Relações Internacionais da Universidade do Porto, tendo como tema de investigação: a guerra da Bósnia (1992-1995). Durante o Mestrado, trabalhei no Centro de Linguística da Universidade do Porto e paralelamente numa agência de recrutamento irlandesa. Foi a partir daí que me comecei a familiarizar com o recrutamento internacional.

Emprego Saúde – Quando e como começou a trabalhar na área de recrutamento?

Luísa Almeida – Comecei a trabalhar em recrutamento em dezembro de 2011, tendo permanecido até à presente data nesta área profissional.

Emprego Saúde – Qual o atractivo e as dificuldades deste trabalho? Qual tem sido o posicionamento da sua empresa neste mercado?

Luísa Almeida –Este trabalho poderá ser “simples” mas extremamente desafiante. Porquê? Basicamente, não se fazem as mesmas tarefas todos os dias. Portanto, todos os dias temos de fazer algo diferente e para mim, em particular, é o ponto atrativo desta atividade profissional. Também a possibilidade de pôr em prática os idiomas que fui aprendendo: Inglês, Francês, Alemão. O facto de trabalhar numa empresa irlandesa dá a possibilidade de aprender a lidar com pessoas de várias culturas e backgrounds.
Contudo, as dificuldades prendem-se com a parte dita comercial: tentar agradar ao candidato, tentar agradar ao cliente. No fundo, agradar ambas as partes não é tarefa de todo fácil e sobretudo lidar com temperamento de alguns profissionais pode ser um desafio.

Emprego Saúde – Quais são as oportunidades e ameaças neste momento para um profissional de saúde que queira migrar?

Luísa Almeida –Se um profissional quiser dar esse passo existem imensas oportunidades no estrangeiro mas que nunca deverá colocar totalmente de parte as oportunidades que vão aparecendo na sua área de residência. Essas oportunidades deverão ser devidamente escrutinadas para que não há posteriormente desilusões ou falha nas expectativas. As oportunidades são sobretudo direccionadas para enfermeiros, fisioterapeutas e médicos.
Quanto às ameaças, os profissionais deverão avaliar o desempenho da agência de recrutamento através da qual pretendem emigrar. Algumas empresas prometem demasiado ou simplesmente deixam de seguir o profissional assim que o mesmo se encontra no destino. Isso é um problema pois o profissional deveria sentir-se “seguido” durante um período de pelo menos 6 meses, o que corresponde ao período de adaptação ao país, ao local de trabalho, cultura local. Portanto, existem muitas agências que promovem uma má conduta e os profissionais que queiram dar este passo deverão estar atentos a isso e procurar diferentes opções.

Emprego Saúde – o Reino Unido tem sido um destino de eleição para profissionais portugueses. Que razões estão na base dessa escolha? Que feedback obtém dos candidatos colocados e dos empregadores?

Luísa Almeida –O feedback vai variando pois tanto colocamos profissionais portugueses em hospitais públicos como no setor das nursing homes. De uma forma geral, a mudança parece ser para melhor e positiva, sendo que acarreta custos (elevado custo de vida) mas que existe a possibilidade de progredir profissionalmente.

Emprego Saúde – Como está a evoluir o mercado de recrutamento e mobilidade internacional? Que outros destinos poderão ser interessantes a nível profissional e pessoal?
O mercado de recrutamento é bastante volátil. Se hoje vamos recrutar em Itália, não quer dizer que continue assim no mês seguinte. Portanto, temos de nos adaptar a diferentes mercados e prever e avaliar que outros países poderiam ser uma mais-valia. Além do Reino Unido como destino para os profissionais portugueses, o Médio Oriente oferece excelentes condições para quem queira auferir um bom salário em pouco tempo. Claro que existem contrapartidas pois em alguns locais do Médio Oriente a figura da mulher é pouco aceite, a vida social praticamente inexistente para as mesmas, mas em termos de salário e custo de vida, é um mercado que compensa sem qualquer dúvida. Também a Alemanha poderá ser um destino interessante, sendo que o desafio é o idioma. A Bélgica é um pais extremamente recetivo a profissionais portugueses e portanto é sempre uma boa possibilidade.

Emprego Saúde – quais os pormenores que um candidato que procure emprego fora de Portugal não pode descurar?

Luísa Almeida –Um candidato que procure emprego fora de Portugal deve ter em consideração alguns aspetos, sobretudo, o salário e custo de vida. No fundo, tentar perceber se compensa ou não a transição do seu país de origem para um determinado país de destino. Também a possibilidade de progressão na carreira deveria ser tido em conta bem como os incentivos que existem para a formação contínua (e.g Mestrado…).

Emprego Saúde – Que conselho daria a um jovem que está no último ano do curso de formação de base?

Luísa Almeida –Penso que deverá fazer pesquisas extensivas sobre as oportunidades que existem em Portugal, mais precisamente, na sua localidade mas também ponderar e avaliar a possibilidade de emigrar ainda que temporariamente ou a curto prazo. O Reino Unido oferece boas possibilidades de progredir na carreira, sendo essa formação reconhecida aqui. Portanto, emigrar não é forçosamente sinónimo de ficar o resto da vida num determinado local, mas ir aprendendo e evoluindo através das ferramentas e condições que infelizmente Portugal não oferece no momento.

Emprego Saúde – Que história recorda com mais satisfação no seu percurso como profissionais e recursos humanos?

Luísa Almeida – A história que recordo com satisfação é de um enfermeiro italiano que tentou duas vezes a mesma entrevista, tendo sido selecionado à segunda vez. Viajou e foi trabalhar no setor das nursing homes. Agora, está perfeitamente integrado não só profissionalmente mas também a nível emocional com uma auxiliar polaca. De uma forma geral, o feedback dos profissionais que colocamos tanto enfermeiros, como fisioterapeutas é positivo mas é através dos comentários negativos que também conseguimos melhorar tanto como consultores de recrutamento, como ofertas que devem ser melhoradas.

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No Emprego Saúde continuamos a publicação de uma série de artigos com o intuito de dar a conhecer de uma forma mais próxima e personalizada o mercado de emprego e mobilidade internacional. Para isso pedimos a colaboração dos nossos parceiros de forma a aceitarem participar nesses artigos.

Emprego Saúde – Pode fazer uma breve apresentação sua (de onde és, idade, formação académica, experiência profissional anterior, hobby, etc…)?

Liliana Costa – Chamo-me Liliana Costa e trabalho com a Best Personnel Portugal, Lda, no recrutamento de profissionais de Saúde em diversos países, dentro e fora da Europa.

Emprego Saúde – Quando e como começou a trabalhar na área de recrutamento?

Liliana Costa -Comecei alguns anos atrás. A carreira inicialmente traçada pelo background universitário não estava a corresponder às minhas expectativas iniciais. Assim decidi há algum tempo atrás enveredar por uma nova carreira no Recrutamento. Descobri que é um trabalho muito satisfatório e gratificante, parte do meu trabalho tem como consequência encontrar novas (e melhores) oportunidades de trabalho para outras pessoas, e ao mesmo tempo, recrutar os melhores profissionais para os nossos clientes, os empregadores.

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Emprego Saúde – Qual o atractivo e as dificuldades deste trabalho? Qual tem sido o posicionamento da sua empresa neste mercado?

Liliana Costa -A Best Personnel posiciona-se como uma das agências de recrutamento de referência, no sector da Saúde, em Portugal. Fomos uma das primeiras agências internacionais a recrutarem profissionais de Saúde em Portugal, e uma das primeiras a investir num escritório em Portugal, assim como numa equipa de Recrutadores que falam a língua nativa. Os nossos clientes, os empregadores, surgem normalmente por referência sobre outros empregadores com quem já trabalhamos/temos vindo a trabalhar. Podemos dizer o mesmo acerca da maioria dos candidatos que nos contactam. Somos exigentes durante os processos de recrutamento e seleção, e é o nosso objectivo manter sempre um bom nível de qualidade e profissionalismo, independentemente do número ou dimensão dos projectos de recrutamento em mãos.

Emprego Saúde – Quais são as oportunidades e ameaças neste momento para um profissional de saúde que queira migrar?

Liliana Costa – No caso de um Enfermeiro que pretenda emigrar existem, neste momento, muitas oportunidades de emprego na Eupora – centro e norte – assim como fora dela, no Médio Oriente e África, por exemplo. No caso particular do Reino Unido, poderemos assistir em breve, a dificuldade na obtenção do registo profissional, dado que é esperado que o Enfermeiro consiga obter classificação 7 no exame de proeficiência em Inglês IELTS, o que implica um domínio avançado da língua.
No caso de Reino Unido e da Irlanda, existem também ofertas para outras áreas que não só a Enfermagem, mas em menor número.
A procura por Médicos especialistas é também muito sentida em todos os países do Centro e Norte da Europa.

Emprego Saúde – o Reino Unido tem sido um destino de eleição para profissionais portugueses. Que razões estão na base dessa escolha? Que feedback obtém dos candidatos colocados e dos empregadores?

Liliana Costa -O primeiro grande motivo é a língua inglesa. O segundo motivo são as condições contratuais e salariais. O terceiro motivo é o reconhecimento profissional e a existência de oportunidades de desenvolvimento de carreira. O feedback de ambos os lados, dos candidatos e dos empregadores, é regra geral, bastante positivo. Os candidatos Portugueses sao normalmente reconhecidos pelo excelente nível de conhecimentos técnicos, pela grande vontade em aprender e pela boa integração em ambientes multi-culturais.

Emprego Saúde – como está a evoluir o mercado de recrutamento e mobilidade internacional? Que outros destinos poderão ser interessantes a nível profissional e pessoal?

Liliana Costa -Norte da Europa continua a oferecer oportunidades interessantes, sendo necessário contudo aprender novas línguas. O Médio Oriente e alguns países em África oferecem ofertas interessantes, com contratos de trabalho e condições atrativas, e a possibilidade nalguns casos de vir a trabalhar com profissionais reconhecidos de todo o Mundo. Ouvimos falar de oportunidades para os EUA e para o Canadá, mas os processos burocráticos e muitos longos necessários, ainda fazem destes países uma escolha somente para um número reduzido de candidatos.

Emprego Saúde – quais os pormenores que um candidato que procure emprego fora de Portugal não pode descurar?

Liliana Costa -O domínio fluente da língua do país de destino, o registo profissional com Ordem ou Autoridade que regula a profissão no país de destino, a obtenção de um seguro profissional, a saída de Portugal com um contrato de trabalho, informação sobre acesso a cuidados de saúde no país de destino. Não existe informação em demasia. Parte do nosso papel enquanto agência de recrutamento está em informar e dotar os candidatos do conhecimento necessário antes e depois da tomada de decisão.

Emprego Saúde – Que conselho daria a um jovem que está no último ano do curso de formação de base?

Liliana Costa – Não escolher uma oferta de emprego porque foi a primeira com a qual tomou contacto, ou porque os outros colegas já tomaram uma decisão. Uma boa escolha só pode ser boa, se for uma escolha informada. Pesquisar sobre a profissão no país de destino que pretende, com antecedência, e falar com colegas que já se encontram a trabalhar nesse país através, por exemplo, das redes sociais. Obter referências ou testemunhos sobre agências de recrutamento e sobre os empregadores é também um aspecto fundamental.

Emprego Saúde – Que história recorda com mais satisfação no seu percurso como profissionais e recursos humanos?

Liliana Costa – O caso de dois candidatos que nos visitaram com a família em Portugal, alguns meses após a colocação no Reino Unido, para agradecer pessoalmente o facto de os termos ajudado a encontrar uma nova e melhor fase profissional.

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Sou o André Leite, 39 anos, engenheiro, ex-consultor de Gestão de Empresas e de Organizações Sociais, especializado em Gerontologia, Bioengenharia e Tecnologias de Apoio, co-fundador e dirigente de duas IPSSs. Faço Bodyboard, desportos de ondas e adoro viajar.

Emprego Saúde – Quando e como começou a trabalhar na área de recrutamento?

André Leite – No ano de 2005.

Emprego Saúde – Qual o atrativo e as dificuldades deste trabalho? Qual tem sido o posicionamento da sua empresa neste mercado?

André Leite – É motivador e gratificante fazer a ponte entre a oferta e a procura, satisfazendo as necessidades e as aspirações tanto do empregador como do candidato. No nosso caso, atendendo ao crescente mercado na área da saúde no Médio Oriente, em particular nos países árabes do golfo pérsico (GCC), as dificuldades estão normalmente relacionadas com os elevados níveis de exigência dos Hospitais empregadores que procuram profissionais altamente qualificados, com experiência em ambiente hospitalar e fluência em inglês. Acrescem as dificuldades em satisfazer as expectativas dos candidatos, que terão de ser seleccionados com o perfil e a motivação adequados ao exigente desafio profissional nessa área geográfica.

Emprego Saúde – Quais são as oportunidades e ameaças neste momento para um profissional de saúde que queira migrar?

André Leite – São grandes as oportunidades e os benefícios, nomeadamente, a valorização curricular e pessoal, a multiculturalidade aliada à significativa melhoria económica. Há sempre que ter em atenção as diferenças culturais, que impõem uma cuidada adaptação a diferentes métodos de trabalho. Apesar disso, é evidente que uma experiência laboral no estrangeiro valoriza sempre os profissionais.

Emprego Saúde – o Reino Unido tem sido um destino de eleição para profissionais portugueses. Que razões estão na base dessa escolha? Que feedback obtém dos candidatos colocados e dos empregadores?

André Leite – O Reino Unido tem vantagens, em especial, pela proximidade geográfica com Portugal face a outros países. É mais fácil um enfermeiro recém-licenciado obter colocação comparativamente com outros países que procuram habitualmente profissionais com, pelo menos dois anos de experiência. A reputação dos enfermeiros portugueses no Reino Unido é muito boa. No entanto os benefícios salariais são muito superiores no Médio Oriente, onde a retribuição é isenta de impostos e as despesas com alojamento são suportadas pelos empregadores. Diferentemente, o Reino Unido é excelente para um recém licenciado ganhar experiência, mas com o elevado custo de vida, incluindo os impostos, é mais difícil poupar os rendimentos ao fim de um ano de trabalho.

Emprego Saúde – como está a evoluir o mercado de recrutamento e mobilidade internacional? Que outros destinos poderão ser interessantes a nível profissional e pessoal?

André Leite – O mercado internacional é muito dinâmico. Actualmente o país com maior crescimento na área hospitalar é a Arábia Saudita pela forte aposta do Governo na saúde. Tem um plano para os próximos 10 anos de construção de mais 150 hospitais, além dos muitos em funcionamento (actualmente tem 10 vezes mais hospitais certificados pela JCI do que Portugal). Existem também alguns países que começaram a recrutar profissionais portugueses qualificados, como a Noruega, bem como outros países como a Bélgica, França e Alemanha. Há também excelentes unidades hospitalares, já alguns com portugueses, na Índia e na Tailândia.

Emprego Saúde – quais os pormenores que um candidato que procure emprego fora de Portugal não pode descurar?

André Leite – O meu primeiro conselho é que os candidatos deem preferência a ofertas de emprego promovidas por entidades credíveis e especializadas, como sejam o Emprego Saúde, através de agências portuguesas de recrutamento especializadas para os países onde desejam emigrar. Com uma agência portuguesa de recrutamento, o candidato terá maior facilidade em comunicar e esclarecer as suas dúvidas. Além disso, uma agência portuguesa especializada na colocação de portugueses no estrangeiro dará sempre preferência a portugueses ao contrário das agências estrangeiras. No meu caso, dou sempre preferência aos profissionais portugueses, pugnando pelos melhores benefícios e por tratamento igual a outros países europeus com boa reputação profissional. Recomendo também aos candidatos que se informem bem sobre o país para onde desejam emigrar, sendo que, actualmente, com o GOOGLE, é fácil obter essa informação.

Emprego Saúde – Que conselho daria a um jovem que está no último ano do curso de formação de base?

André Leite – Em primeiro lugar, deve manter a esperança e o optimismo. Apesar das conhecidas dificuldades de emprego, vão surgindo algumas oportunidades, que não devem ser descuradas. Para quem gosta de desafios aliciantes, o “mundo é cada vez mais pequeno”, pelo que recomendo vivamente uma experiência profissional no estrangeiro, ainda que de curta duração. É essencial a formação em inglês, sem prejuízo da experiência profissional em ambiente hospitalar nos primeiros dois anos, de preferência, em Portugal, ou no estrangeiro.

Emprego Saúde – Que história recorda com mais satisfação no seu percurso como profissionais e recursos humanos?

André Leite – O que me deu mais prazer foi promover Portugal numa cidade do interior da Arábia Saudita que tinha fortes necessidades na área da Neurocirurgia e Cardiologia. Graças à qualidade e ao esforço dos profissionais portugueses, foram criados dois novos serviços de Neurocirurgia e Cardiologia de Intervenção de referência nacional, que elevaram o prestígio de Portugal e dos profissionais portugueses. Este facto motivou empresários e investidores sauditas dessa pequena cidade do interior, que mal conheciam Portugal, a investir em Portugal, nomeadamente, nas áreas da Hotelaria, Imobiliária, Turismo e Agricultura. Estas sinergias deram-me enorme satisfação, bem como a profunda admiração que esta pequena cidade passou a ter pelos portugueses.

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NHS

Os governos de Westminster, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte tomaram decisões diferentes sobre a remuneração para o NHS  2015-16.

Inglaterra

1% aumento de salário para todos os funcionários consolidou-se a pagar até ao escalão 42 (o segundo segundo escalão na “band” 8-C)

O salário inicial mínimo para uma enfermeira é £ 21.692 (“band” 5). Para calcular a sua taxa horária dividir seu salário base anual de 52,14 e, em seguida, em 37,5.

Inglaterra tabelas salariais: bandas 1-7

NHS_agenda_for_change_pay_scales_2015-2016

link

Suplementos por custo de vida elevado

Existem ainda suplementos para quem trabalha em Londres e arredores devido aos custos acrescidos (alojamento, alimentação, transportes, etc…)

NHS_agenda_for_change_pay_scales_2014-2015_hight_cost_supplements

link

Informação Útil

A organização NHS Employers é responsável por representar pontos de vista dos empregadores em negociações nacionais sobre o sistema de remuneração Agenda For Change (link), que abrange mais de um milhão de funcionários do NHS. Eles também fornecem suporte contínuo e conselhos aos empregadores que são responsáveis por pessoal de apoio.

Pode também conhecer a tabela de pagamentos no NHS na Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte (link)

nurse

nurse

Os enfermeiros são uma parte essencial do sistema de saúde, a semana do 12 de Maio tem sido dedicada a eles. Então o que podem as pessoas fazer para mostrar o seu reconhecimento aos homens e mulheres que tratam dos doentes e feridos?. Nós traçamos algumas formas de dizer “obrigado” ao seu enfermeiro(a) favorito(a).
1. Escreva uma carta.

Claro, uma mensagem de Facebook é definitivamente mais fácil, mas nada bate uma carta escrita à mão. Para aqueles que não são bons com as palavras, compre um cartão.

2. Envie flores.

A primavera surgiu e as flores são abundantes na maior parte do país nesta época do ano. Mostre com um buquê de flores à sua enfermeira que você se importa com ela. Enviando-os para o serviço dela.

3. Café, café e mais café.

A maioria dos enfermeiros trabalham longas horas extenuantes e não há nada melhor do que um pouco de impulso da cafeína.

4. Compre uma garrafa de vinho.

Os enfermeiros(as) gostam de descontrair e relaxar também! Agora tudo o que você precisa fazer é descobrir se ele ou ela gosta de uma garrafa de vinho tinto ou uma garrafa de branco.

5. Prepare um doce.

Biscoitos, bolinhos e brownies são uma maneira doce e pessoal para mostrar reconhecimento.

6. Compre um porta-retrato.

Um porta-retrato é algo que é rentável e vai durar. Adoce o presente adicionando uma foto de seu enfermeiro(a) com o seu/sua paciente.

7. Dê um elogio.

Um louvor faz muito.

8. Basta dizer “obrigado”.

É tão fácil como isso.

Traduzido de http://www.ibtimes.com/nurse-appreciation-week-2015-8-ways-say-thank-you-1913615

CV

Já pensou em quem lê o seu Curriculum Vitae? Tente vestir a pele de um recrutador e imagine que tem 300 CVs para analisar e tempo limitado para o fazer. Por onde vai começar? Por mais que queira, não tem tempo para ler exaustivamente todos os CVs e, como tal, tem de filtrar e reduzir o leque de potenciais candidatos, procurando encontrar formas fáceis e eficientes de o fazer. Nesta fase, ainda não está à procura dos melhores, está sim a procura de argumentos para eliminar candidatos, que é como quem diz, está à procura de erros.
Um CV com erros pode significar a perda de boas oportunidades de emprego e rever o CV é essencial para prevenir erros que podem funcionar como filtros de rejeição na cabeça dos recrutadores. Conheça os 10 erros mais comuns em CVs, segundo o site Monster:

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entrevista

Quem está a procura de trabalho fantasia de antemão o que acontece quando se vai para uma entrevista de emprego: sair de casa bem vestido e com um discurso ensaiado, chegar à empresa a horas, esperar longos minutos ate que alguém da área de Recursos Humanos o traga para uma sala onde lhe perguntarão tudo o que acharem relevante para o contratarem.

 Uma entrevista de emprego é a fase final do processo de recrutamento que lhe pode dar a chave para entrar numa empresa como colaborador e que, talvez por isso, é encarada como um obstáculo quase intransponível por muitos. Contudo, não é preciso ficar com suores frios depois de receber a tão ansiada chamada: uma boa preparação é essencial para que tudo corra o melhor possível.

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Rede Social e marca pessoal

Como qualquer marca de um produto ou serviço, a marca de cada um de nos tem atributos, como sejam a personalidade, interesses, profissão, capacidades e competências, aspeto, comportamento, etc. Construir uma marca, normalmente, demora tempo e requer investimento. Para ser eficaz, uma marca, para além de ter de ser atrativa para o seu mercado alvo, tem de ser diferente das outras, para poder facilmente ser escolhida no universo concorrencial em que se insere. Mas, para além das características específicas que cada marca tem e que supostamente, se estivermos a falar de uma pessoa, são únicas, há um aspeto fundamental que deve ser levado em linha de conta: a consistência.

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