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Teve lugar, na passada sexta-feira, dia 17 de novembro, na Reitoria da Universidade do Algarve, a sess√£o de lan√ßamento do projeto Centro Internacional sobre o Envelhecimento (CENIE), uma parceria entre a Dire√ß√£o-Geral da Sa√ļde, a Universidade do Algarve, a Fundaci√≥n General de la Universidad de Salamanca e a Fundaci√≥n General del Consejo Superior de Investigaciones Cientificas de Espanha.

O projeto de coopera√ß√£o CENIE, cofinanciado pelo programa Interreg V-A Espa√Īa-Portugal (POCTEP) 2014-2020, tem como principal miss√£o consolidar as regi√Ķes transfronteiri√ßas de Salamanca e do Algarve como centros de excel√™ncia internacional no que toca ao envelhecimento, atrav√©s da promo√ß√£o da investiga√ß√£o, inova√ß√£o e desenvolvimento, do aproveitamento das oportunidades econ√≥micas e sociais, e da cria√ß√£o de novos perfis profissionais, gerando uma verdadeira mudan√ßa de atitude social para que o envelhecimento seja visto como uma oportunidade.

Durante a sess√£o, a Professora Andreia Silva, Diretora da Dire√ß√£o de Servi√ßos de Preven√ß√£o da Doen√ßa e Promo√ß√£o da Sa√ļde da Dire√ß√£o-Geral da Sa√ļde, falou da import√Ęncia deste projeto para Portugal, no momento em que se prepara o lan√ßamento da Estrat√©gia Nacional para o Envelhecimento Ativo e Saud√°vel (ENEAS), que refor√ßa o compromisso intersectorial e interministerial com a promo√ß√£o do envelhecimento ativo e saud√°vel no pa√≠s. 

Fonte Original: Dire√ß√£o-Geral de Sa√ļde

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Boletim Epidemiológico atualizado sobre Doença dos Legionários no Hospital São Francisco Xavier, em Lisboa.

Fonte Original: Dire√ß√£o-Geral de Sa√ļde

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Um novo estudo apurou que as nanopartículas de ouro podem ajudar a tornar a ação dos fármacos no organismo mais rápida e eficaz.

As nanopartículas consistem em partículas microscópicas, maiores do que átomos, mas demasiado pequenas para serem visíveis a olho nu. São únicas pois apresentam um maior rácio em termos de área de superfície/volume e natureza polivalente.

O estudo que foi conduzido por investigadores da Universidade de Binghamton, pertencente à Universidade do Estado de Nova Iorque, EUA, foi o primeiro dentro da sua área de investigação e teve como intuito investigar mais de perto o uso das nanopartículas no setor da saúde.

“As nanopartículas são uma área gigantesca de pesquisa na comunidade científica na atualidade. No entanto, ainda não se percebe bem o seu impacto sobre a saúde humana”, comentou Amber Doiron, coautora do estudo.

Para o estudo, a equipa investigou os efeitos das nanopartículas de ouro sobre a saúde das células e descobriu que as nanopartículas podem efetuar alterações nas células, mas apenas se as partículas tiverem um tamanho muito específico.

Segundo Amber Doiron as nanopartículas têm que ter aproximadamente 20 nanómetros. As partículas de outros tamanhos, tanto maiores como menores, não exerceram alterações sobre as células.

Os investigadores verificaram ainda que quando as células que revestem as artérias ou vasos são expostos a essas nanopartículas, dão-se alterações na permeabilidade vascular. Este achado poderá permitir uma distribuição mais eficaz dos fármacos.

“As nanopartículas possuem propriedades únicas e por causa disso possuem muitas aplicações. Estão presentes na nossa alimentação e podem entrar na corrente sanguínea através de exposição ambiental. Poderão eventualmente ser utilizadas para ajudar a transportar fármacos para os tecidos ou como agentes de imagem”, disse ainda a investigadora.

Os investigadores realçaram que, no entanto, existem algumas limitações na utilização das nanopartículas na alteração da permeabilidade dos vasos sanguíneos pois, se os mesmos sofrerem demasiadas alterações na permeabilidade, poderá ser muito perigoso.

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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Uma equipa de investigadores descobriu que os linfócitos B, um tipo específico de células imunitárias, são fundamentais na recuperação da pneumonia bacteriana.

A bactéria Mycoplasma pneumoniae é responsável pelos casos mais comuns de pneumonia bacteriana em crianças. Não se sabe ainda ao certo como é que a doença se desenvolve.

Num estudo conduzido pelo Hospital Universitário Pediátrico de Zurique, Suíça, os investigadores descobriram que os anticorpos produzidos pelos linfócitos B eliminam a bactéria Mycoplasma pneumoniae nos pulmões, enquanto a mesma pode persistir no trato respiratório superior.

Para o estudo, os investigadores liderados por Patrick Meyer Sauteur, especialista em doenças infeciosas, efetuou a cultura daquela bactéria com uma coloração fluorescente em ratinhos para permitir a visualização do agente patogénico nos pulmões e trato respiratório superior durante uma infeção.

A equipa conseguiu demonstrar que a resposta imunitária é significativamente diferente entre os pulmões e o trato respiratório superior. Com efeito, foi observado que o trato respiratório superior dos ratinhos apresentava ainda a bactéria Mycoplasma pneumoniae após a infeção.

Os investigadores identificaram mais anticorpos conhecidos como IgM e IgG nos pulmões, assim como uma maior ativação dos linfócitos B nos gânglios linfáticos locais, o que significa que foi possível eliminar os agentes patogénicos no espaço de semanas.

Por outro lado, foram encontrados anticorpos IgA no trato respiratório superior, mas não se verificou ativação dos linfócitos B, o que significa que o patogeno conseguiu persistir naquele local.

Em ensaios conduzidos com ratinhos com ausência de linfócitos B, foi observado que a transferência de anticorpos para esses ratinhos conduziu à eliminação da bactéria nos pulmões, mas não no trato respiratório superior.

Segundo Patricy Meyer Sauteur, estes achados demonstram que a resposta dos anticorpos é essencial para curar as infeções pulmonares causadas pela bactéria Mycoplasma pneumoniae, podendo ajudar a desenvolver vacinas específicas que desencadeiem respostas dos anticorpos para a proteção da infeção. Estas vacinas podem ser valiosas em crianças pequenas que não tenham respondido ao tratamento com antibióticos para aquela bactéria.

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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Habitar num ambiente urbano poluído, mas com muitas árvores pode reduzir o risco de hospitalização devido a uma crise de asma, sugere um estudo recente.

O estudo liderado por Ian Alcock, investigador na Faculdade de Medicina da Universidade de Exeter, Inglaterra, teve por objetivo investigar o impacto dos espaços verdes sobre a asma e apurou que a presença de muitas árvores em ambientes urbanos muito poluídos pode promover, com efeito, uma melhor saúde respiratória.

A equipa de investigadores conduziu a sua análise a partir de 650.000 casos de crises de asma graves ao longo de um período de 15 anos. Foram estabelecidas comparações entre as hospitalizações de urgência em 26.000 áreas urbanas em Inglaterra.

Os investigadores estabeleceram uma associação particularmente forte entre a existência de árvores em zonas urbanas muito poluídas e uma menor incidência de casos de asma que necessitaram de tratamento de urgência.

Em particular, numa zona urbana com um nível elevado de poluição atmosférica, como por exemplo cerca de 15 microgramas por metro cúbico (μg/m3) de partículas finas (PM2.5) ou uma concentração de dióxido de nitrogénio de cerca de 33 μg/m3, a presença de 300 árvores adicionais por quilómetro quadrado foi associada a cerca de menos 50 casos de asma urgentes por cada 100.000 habitantes, durante o período de estudo.

Segundo a equipa, estes achados poderão ter implicações importantes sobre as diretrizes de planeamento e saúde pública e sugerem que a plantação de árvores poderá ajudar a reduzir os efeitos nocivos da poluição atmosférica causada pelo trânsito automóvel.

Em Inglaterra, no decorrer do último ano foram reportados casos de asma em 18% dos adultos e 25% dos jovens de 13 e 14 anos relataram sintomas da doença.

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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Os utentes com vários problemas de saúde vão passar a ter um Plano Inpidual de Cuidados que estará acessível aos vários profissionais de saúde, um projeto que deve ser generalizado a todo o país em 2019, anunciou a agência Lusa.

Segundo Constantino Sakellarides, responsável pelo projeto “SNS + Proximidade”, as pessoas com vários problemas de saúde, com doença crónica associada, representam cerca de 30% da população portuguesa.

Este instrumento serve para gerir o percurso do doente e para definir quais os objetivos a atingir para os vários problemas de saúde que tem, sendo que os próprios utentes vão ajudar a definir esse Plano.

“Servirá também para determinar o que é importante para o doente nos próximos anos, que questões interessam controlar ou qual a atuação a ter”, explicou Constantino Sakellarides, indicando que há um instrumento de avaliação dos objetivos definidos.

A ideia é abarcar os vários problemas que afetam a qualidade de vida das pessoas e não apenas uma ou mais doenças crónicas de que padeçam, incluindo no Plano outros problemas ou disfunções como perturbações de sono, tonturas ou dores de costas, por exemplo.

Este Plano Inpidual de Cuidados estará disponível no portal do Serviço Nacional de Saúde (SNS) e permite uma partilha entre todos os profissionais de saúde envolvidos de informações e de decisões de diagnóstico e terapêutica.

No próximo ano serão alargadas as experiências da região Norte a todas as regiões do país e em 2019 o Ministério da Saúde espera começar a generalizar o Plano Inpidual de Cuidados a toda a população com múltiplos problemas de saúde.

O projeto “SNS + Proximidade” pretende ainda tornar mais acessível a resposta das pessoas com doença aguda aos centros de saúde, evitando idas desnecessárias às urgências hospitalares.

Para isso, é necessário disponibilizar meios complementares de diagnóstico nos centros de saúde, reconhece Constantino Sakellarides, como análises clínicas.

Outro dos pilares fundamentais do “SNS + Proximidade” é o aumento da literacia em saúde (do conhecimento sobre a situação de doença e condição física para tornar as pessoas mais capazes de tomar decisões informadas).

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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Os Prémios Pfizer distinguiram este ano investigações sobre cataratas, malária e doença de Parkinson, noticiou a agência Lusa.

Andreia Rosa, da Universidade de Coimbra, Maria Manuel Mota, do Instituto de Medicina Molecular de Lisboa, e Rui Costa, do Centro Champalimaud, lideram as equipas que desenvolveram os trabalhos premiados, cada um deles com o montante de 20 mil euros.

Os galardões, que distinguem projetos de investigação básica e clínica na área biomédica, são atribuídos anualmente pela farmacêutica Pfizer, que os financia, e pela Sociedade de Ciências Médicas de Lisboa, encarregue do processo de avaliação das candidaturas.

Segundo a organização, as investigações premiadas "prosseguem avanços científicos na otimização dos processos de cirurgia no caso das cataratas, na revelação de um mecanismo de autocontrolo do parasita da malária e no controlo da ativação dos neurónios que libertam dopamina [neurotransmissor] no âmbito da doença de Parkinson".

A equipa liderada por Andreia Rosa, distinguida na investigação clínica, socorreu-se da ressonância magnética para esclarecer a ligação entre disfotópsias, como encadeamento e brilhos oculares, e as características do cérebro em doentes com cataratas que usam lentes multifocais.

As conclusões a que chegaram os investigadores vão permitir, de futuro, selecionar melhor a lente a implantar num doente com cataratas, avaliar diferentes desenhos de lentes e "estratégias terapêuticas que favoreçam a adaptação" e "demonstrem a capacidade do cérebro não jovem para a aprendizagem visual e plasticidade", referiu a organização dos prémios em comunicado.

O grupo de Maria Manuel Mota, premiado em investigação básica, demonstrou num estudo com ratos que a carga do parasita da malária e a severidade da doença diminuem com uma dieta alimentar menos rica em calorias.

Distinguido na mesma categoria, o trabalho do laboratório de Joaquim Alves da Silva explica que a principal alteração nos doentes de Parkinson é a perda de um tipo de neurónios (células cerebrais) que libertam dopamina. A atividade destes neurónios é necessária para o início do movimento.

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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Boletim Epidemiológico atualizado sobre Doença dos Legionários no Hospital São Francisco Xavier, em Lisboa.

Fonte Original: Dire√ß√£o-Geral de Sa√ļde

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Boletim Epidemiológico atualizado sobre Doença dos Legionários no Hospital São Francisco Xavier, em Lisboa.

Fonte Original: Dire√ß√£o-Geral de Sa√ļde

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Uma equipa de investigadores descobriu que as bactérias intestinais e a idade influenciam o desencadeamento e progressão da esclerose múltipla (EM).

Num estudo conduzido pela Faculdade de Medicina de Robert Wood Johnson da Universidade Rutgers, EUA, os investigadores apuraram que o microbioma intestinal numa idade precoce pode desempenhar um papel no desenvolvimento da EM, em ratinhos com propensão para a doença.

Para o estudo, Sudhir Yadav e Suhayl Dhib-Jalbut modificaram geneticamente os roedores, com genes associados ao risco da EM retirados de pacientes humanos, de forma a exibirem propensão para a doença. Os cientistas testaram os ratinhos num ambiente estéril, sem germes. Como resultado, os animais não desenvolveram EM.

Seguidamente, os roedores foram expostos a um ambiente normal, com bactérias e foi verificado que desenvolveram então uma doença semelhante à EM, assim como inflamação intestinal. Este achado sugere que as bactérias intestinais são um fator de risco no desencadeamento da EM.

O estudo mostrou uma associação entre as bactérias intestinais e a incidência de uma doença do tipo da EM, mais proeminente nos ratinhos mais jovens do que nos mais idosos.

Os investigadores concluíram assim que os genes que contribuem para o risco da EM a idade e o microbioma intestinal parecem, conjuntamente, desencadear a doença. Este estudo foi o primeiro a identificar os mecanismos através dos quais as bactérias intestinais desencadeiam alterações no sistema imunitário conduzindo ao desenvolvimento da EM.

Face ao observado, Suhayl Dhib-Jalbut comentou que “os achados podem ter implicações terapêuticas na desaceleração da progressão da EM através da manipulação das bactérias intestinais”.

ALERT Life Sciences Computing, S.A.