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V√Ęnia e Victor: Uma experi√™ncia internacional vivida a dois


Colocado por | Fevereiro 18, 2020 | Testemunhos de Migração

 

Foi muito diferente daquilo que esperava. E para melhor. (V√Ęnia Mendes)
Tudo está bem quando acaba bem. (Víctor Mendes)

 

 

ES РTer uma experiência internacional foi sempre um objetivo vosso?

V√Ęnia – Quando conclu√≠ o curso em Portugal, vi-me sem perspetivas reais no meu pa√≠s. Foi ent√£o que vi a oferta de trabalho na Victor’s, na Alemanha, na √°rea da presta√ß√£o de cuidados. Naturalmente, as perspetivas l√° eram muito melhores. A mudan√ßa para a Alemanha significava que teria de deixar a minha fam√≠lia em Portugal. Al√©m disso, n√£o conhecia ningu√©m na Alemanha. Essa parte foi muito dif√≠cil para mim, at√© porque pensava que as pessoas na Alemanha eram mais frias e n√£o muito dadas a ajudar. O que faria num pa√≠s assim, al√©m de trabalhar e passar o resto do tempo sozinha? Contudo, o meu marido tentou encontrar trabalho em Fran√ßa. Por fim, ganhei coragem e candidatei-me a uma vaga na Alemanha. Aceitaram-me passado muito pouco tempo, fiz os cursos de l√≠ngua e tive a sorte de poder come√ßar numa pequena cidade no oeste da Alemanha, juntamente com uma colega de curso.

V√≠ctor – Em Portugal, interrompi o curso de enfermagem, porque tive de come√ßar a trabalhar. Tentei a sorte em Fran√ßa, at√© que a minha mulher arranjou trabalho na Victor’s, na Alemanha. No entanto, eu n√£o sabia alem√£o, n√£o tinha conclu√≠do o curso e, a princ√≠pio, vi-me sem perspetivas na Alemanha. Ao fim de algum tempo a trabalhar na Victor’s, a minha mulher come√ßou a perceber que o grupo contava com v√°rias atividades para as quais n√£o era fundamental saber falar fluentemente alem√£o nem ter conclu√≠do a licenciatura, incluindo nos hot√©is que faziam parte da empresa, e fui saber se havia alguma vaga para mim.

 

ES ‚Äď V√Ęnia, e como foi a mudan√ßa para a Alemanha?

V√Ęnia – Nada foi como eu esperava. Foi muito melhor. At√© encontrarmos nosso pr√≥prio apartamento, eu e a minha colega fic√°mos alojadas na pr√≥pria resid√™ncia da Victor’s. Os nossos quartos eram mesmo por cima um do outro. N√£o h√° d√ļvida de que essa parte foi boa. Mas a melhor parte foi que os nossos novos colegas, juntamente com a ger√™ncia da casa, tinham tido o cuidado de nos deixar flores frescas e uma televis√£o nos quartos. Tamb√©m nos tinham deixado comida no frigor√≠fico para um pequeno-almo√ßo em grande.

ES РComo foi a vossa integração profissional?

V√Ęnia – O facto de ser acolhida com tanta aten√ß√£o e carinho fez-me sentir muito bem-vinda. E essa sensa√ß√£o manteve-se ao longo do tempo. Durante a integra√ß√£o e mais tarde, no meu trabalho como prestadora de cuidados. Incluindo na minha nova localiza√ß√£o em Bona. A rela√ß√£o entre os colegas √© realmente familiar e agora o meu marido est√° tamb√©m a trabalhar na Victor’s. Entretanto, compr√°mos casa e tivemos a nossa primeira filha.

V√≠ctor – Foi tudo muito simples. O gerente da resid√™ncia em que trabalha tratou logo de procurar e conseguiu um emprego para mim na Victor’s em Bona, e no ramo da presta√ß√£o de cuidados, ou seja, mesmo na √°rea em que eu tinha estudado em Portugal. Neste momento, continuo a aprender alem√£o, tenho v√°rias op√ß√Ķes para concluir a forma√ß√£o, j√° compr√°mos uma casa na Alemanha e tenho perspetivas completamente diferentes das de h√° tr√™s anos, incluindo em termos profissionais.

ES ‚Äď V√Ęnia, e perspetivas de futuro?

V√Ęnia – Gostaria de assumir a gest√£o de uma resid√™ncia. √Č um objetivo realista e em rela√ß√£o ao qual conto com o apoio do meu empregador, que proporciona mais forma√ß√£o e tudo o que isso implica.

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