Raio:

Instituto Português de Oncologia de Lisboa Francisco Gentil, E. P. E.

Homologação lista unitária de ordenação final Рassistente graduado sénior, especialidade de dermato-venereologia

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Uma equipa internacional de investigadores apurou que um subtipo de tumores pulmonares é extremamente sensível a uma classe de fármacos anticancerígenos recentemente aprovados. O estudo publicado na revista “Nature Communications” pode conduzir ao desenvolvimento de novos ensaios clínicos para um tipo de cancro considerado indestrutível e resultar numa terapia para cerca de 10% dos pacientes com cancro de pulmão.
 

O cancro de pulmão continua a ser a principal causa de morte associada ao cancro em todo o mundo. Ao contrário de outros tipos de tumores, os do pulmão apresentam um grande número de alterações genéticas, uma consequência da exposição a substâncias cancerígenas encontradas no fumo do tabaco, que é a principal causa do cancro de pulmão.
 

Cerca de 10% dos tumores pulmonares apresentam mutações no gene ATM. No entanto, não existem fármacos capazes de tratar o cancro do pulmão com mutações neste gene.
 

Neste estudo, os investigadores do Centro de Investigação CeMM, na Áustria, e do Instituto Ludwig de Investigação em Cancro, no Reino Unido, utilizaram técnicas de rastreio de fármacos para analisar de que forma a composição genética do paciente afetava a sua resposta aos fármacos.
 

Os investigadores, liderados por Sebastian Nijman, constataram que as células com mutações no gene que codifica a proteína ATM eram sensíveis a fármacos que inibem uma enzima denominada por MEK.
 

A MEK faz parte de uma via bioquímica que é responsável por apoiar a proliferação e sobrevivência da célula, enquanto a ATM desempenha um papel importante durante a resposta aos danos no ADN. Nas células do cancro do pulmão deficientes na ATM, os investigadores descobriram que a inibição da MEK tornava as células incapazes de proliferar, conduzindo à apoptose ou morte celular.
 

Esta foi uma descoberta inesperada, uma vez que, até à data, os inibidores MEK têm sido aprovados para o tratamento de um tipo de cancro da pele, mas não para o cancro do pulmão.
 

Ferran Fece, um dos autores do estudo, refere que habitualmente as células cancerígenas do pulmão são resistentes à inibição da MEK uma vez que ativam sinais compensatórios. Pelo contrário, as células com mutação na ATM não são capazes de o fazer e, consequentemente, não conseguem lidar com o bloqueio da MEK e morrem.
 

Os investigadores concluem que este estudo fornece uma contribuição importante para o desenvolvimento de uma futura medicina de precisão. As mutações no gene ATM podem ser utilizadas como biomarcadores para estratificar os pacientes com cancro de pulmão para receberem um inibidor MEK.
 

O gene ATM encontra-se mutado em cerca de oito a dez por cento  dos adenocarcinomas de pulmão, uma vez que este tipo de tumor é um dos mais prevalentes em todo o mundo, um número significativo de pacientes poderia beneficiar de um tratamento com inibidor da MEK.
 

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Investigadores americanos descobriram que existe uma forte ligação entre os autoanticorpos contra o recetor da angiotensina e o aumento do risco de fragilidade. O estudo publicado na revista “Circulation” sugere que os anti-hipertensores que têm por alvo o recetor da angiotensina podem proteger contra o declínio funcional.
 

Nos inpíduos saudáveis, as células do sistema imunitário produzem proteínas, os anticorpos, que atacam os agentes invasores de forma a destruí-los e eliminá-los do organismo. Por outro lado, nos inpíduos com doenças autoimunes, as células imunitárias produzem autoanticorpos que atacam os tecidos do próprio organismo.
 

Há muito que se tem associado os níveis elevados de autoanticorpos a doenças autoimunes, incluindo hipertensão maligna, rejeição de transplantes e pré-eclâmpsia, uma complicação da gravidez caracterizada por pressão arterial elevada. Contudo, a comunidade científica ainda não tinha compreendido claramente qual a causa dos níveis elevados de autoanticorpos.
 

Por outro lado, alguns idosos tornam-se mais frágeis à medida que envelhecem. Esta fragilidade tem sido associada à inflamação crónica. De forma a analisar se existia uma relação entre os níveis de autoanticorpos e a fragilidade, os investigadores contaram com a participação de 255 inpíduos com idades compreendidas entre os 20 e os 93 anos. Os participantes foram pididos em dois grupos: adultos mais jovens e mais velhos. O primeiro grupo era constituído por 169 inpíduos com um máximo de 69 anos e o segundo por 87 com mais de 70 anos.
 

Após terem medido os níveis de autoanticorpos, os investigadores constataram que os adultos mais velhos tinham quase o dobro dos níveis de autoanticorpos dos encontrados nos adultos mais jovens. Posteriormente os cientistas utilizaram uma ferramenta de triagem da fragilidade para identificar os idosos frágeis, tendo medido a força de preensão e a velocidade de caminhada. Os participantes foram também questionados relativamente à perda de peso, fadiga e níveis de atividade física. Verificou-se que os adultos mais velhos com níveis elevados de autoanticorpos tinham uma probabilidade 3,9 vezes maior de serem frágeis.
 

Com base no facto de saberem que os autoanticorpos causam inflamação crónica, os investigadores decidiram analisar os bloqueadores dos recetores da angiotensina, que bloqueiam a inflamação e são habitualmente prescritos para diminuir a pressão arterial. Para esta análise foram incluídos 60 participantes com idades compreendidas entre os 70 e os 90 anos, metade dos quais estava a ser tratado com bloqueadores dos recetores da angiotensina.
 

O estudo apurou que por cada aumento de 1 micrograma por mililitro de autoanticorpos, os inpíduos que estavam a ser tratados com bloqueadores dos recetores da angiotensina viviam menos 115 dias, ou seja, o tempo de vida era encurtado em cerca de 9%. O tratamento crónico com os bloqueadores dos recetores da angiotensina atenuou a associação dos autoanticorpos com o declínio da força de preensão e com o aumento da mortalidade.

 

Apesar de estes resultados serem bastante prometedores, os investigadores alertam para o facto de estes não provarem uma causa e efeito. Do mesmo modo aconselham os pacientes a não alterarem o tratamento da pressão arterial sem antes consultarem um médico.

 

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A adoção frequente de dietas de baixas calorias pode conduzir ao aumento de peso, pois o cérebro interpreta as dietas como uma fome de curta duração e incentiva o organismo a armazenar mais gordura para combater uma possível escassez futura, sugere um estudo publicado na revista “Evolution, Medicine and Public Health”.
 

De acordo com os investigadores da Universidade de Exeter, e da Universidade de Bristol, ambas no Reino Unido, este processo pode explicar por que motivo as pessoas que adotam frequentemente dietas de baixas calorias comem em demasia quando não estão a fazer dieta e por isso não conseguem manter o peso.
 

Estudos anteriores já tinham constatado que as dietas yo-yo têm efeitos prejudicais na saúde. Um estudo recente da Associação Americana do Coração sugeriu que este tipo de dietas aumenta o risco de doença cardíaca.
 

Neste estudo, os investigadores utilizaram um modelo matemático de um animal, os pássaros, que sabe quando os alimentos se encontram em abundância ou escassez, mas não sabem quando a situação pode mudar.
 

Os investigadores constataram que os animais respondem à escassez de alimento através do armazenamento de energia e ganhando peso. Esta é a razão pela qual as aves são mais gordas no inverno, numa altura em que as sementes e insetos são difíceis de encontrar.
 

O modelo demonstrou que se o fornecimento dos alimentos é frequentemente restrito (como acontece numa dieta), um animal ideal, ou seja aquele com a melhor probabilidade de transmitir os seus genes, deve aumentar de peso entre os períodos de escassez de alimentos.
 

Andrew Higginson, um dos autores do estudo, referiu que surpreendentemente, o modelo prevê que o ganho de peso médio para os que fazem dieta é realmente maior do que para aqueles que nunca fizeram dieta. Isto acontece porque os que não estão a fazer dieta aprendem que a oferta de alimentos é estável, havendo por isso uma menor necessidade de armazenar gordura.
 

Na opinião dos investigadores, este modelo demonstra que o desejo de comer aumenta à medida que uma dieta progride e esse desejo não desaparece com o aumento de peso. Isto acontece porque o cérebro pensa que é provável que ocorram mais períodos de escassez de alimentos.
 

O investigador conclui que a melhor forma de perder peso é tentar mantê-lo estável. O estudo sugere que comer, consistentemente, apenas um pouco menos do que o habitual e praticar exercício físico pode provavelmente ajudar mais a atingir um peso saudável do que fazer dietas de baixa calorias.
 

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Um investigador da Escola Superior de Enfermagem de Coimbra (ESEnfC) desenvolveu um modelo para ajudar profissionais de saúde a cuidarem melhor de adolescentes com doença oncológica.
 

Manuel Henriques Gameiro, especialista em Enfermagem de Saúde da Criança e do Adolescente e professor daquela escola, refere, em nota da ESEnfC enviada à agência Lusa, que a teoria torna “acessível um conjunto de elementos que facilitam a interpretação compreensiva dos adolescentes com cancro hematológico e, por consequência, intervenções mais esclarecidas ao nível dos cuidados”.
 

De acordo com a ESEnfC, o modelo teórico “compreensivo das experiências e processos adaptativos dos adolescentes com doença onco-hematológica durante o tratamento” deverá permitir a prestação de cuidados mais adequados aos doentes.
 

Tendo por base 27 testemunhos sobre as experiências de 23 adolescentes com leucemia ou linfoma, o investigador acredita que, a teoria vai facilitar “uma maior compreensão empática dos adolescentes em situação e uma intervenção cuidativa mais esclarecida e efetiva, por parte dos enfermeiros, dos restantes profissionais envolvidos e, igualmente, dos pais”.
 

“Os testemunhos referem-se, sobretudo, às experiências vividas e aos processos de enfrentamento, ajustamento e adaptação à situação de doença e tratamentos”, refere Manuel Gameiro.
 

“Estes processos são fundamentais para manter a esperança e a disposição para “continuar a lutar” durante o longo e penoso tempo de tratamento”, sublinha o investigador.
 

Cada adolescente experiencia a doença de modo perso e desenvolve esforços de adaptação próprios e esta estratégia “pode ajudar a fazer previsões, não propriamente sobre a probabilidade estatística das ocorrências e situações”, mas sobre “o seu sentido e possibilidade humana”, diz o especialista.
 

Segundo Manuel Gameiro, os adolescentes recorrem a “três movimentos adaptativos fundamentais, complementares e interativos: esforços de autorregulação e ajustamento à situação de doença, esforços para promover e manter um estado disposicional positivo e esforços para lidar com situações referenciais de sofrimento”.
 

A amostra do estudo envolveu 23 adolescentes, com idades compreendidas entre os 12 e os 19 anos, 17 dos quais referenciados no Serviço de Oncologia Pediátrica do Hospital Pediátrico de Coimbra.
 

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O Serviço de Psiquiatria do Hospital de Santarém apresentou esta semana um projeto de criação de “oficinas artísticas” para inpíduos com doença mental, que tem como objetivo desenvolver competências e combater o estigma e o preconceito.
 

O projeto "INcluir – OficINas para todos e para cada um” vai ser desenvolvido em espaços da comunidade, como o Convento de S. Francisco, onde funcionam as oficinas destinadas à criação artísticas e decorrerão ações nas quais a população é convidada a participar.
 

“As pessoas com doença mental estão em situação de carência, exclusão social e são com frequência confrontadas com o estigma e o preconceito, aumentando a exclusão social, afetando os aspetos familiares, laborais, sociais, afetivos e relacionais”, refere uma nota do Hospital Distrital de Santarém (HDS), à qual a agência Lusa teve acesso.
 

O "Diagnóstico Social" do município de Santarém, elaborado pelo Conselho Local de Ação Social, identifica este como um dos problemas do território municipal sobre os quais é necessário atuar. O HDS afirma que o projeto, da responsabilidade do seu Serviço de Psiquiatria, tem como objetivo “proporcionar um ambiente de criatividade, partilha e crescimento pessoal, mediado pela arte, através da aquisição de competências técnicas da pintura, escultura e desenho”.
 

Carla Ferreira, enfermeira da equipa do Serviço de Psiquiatria do HDS, afirma que as oficinas, que começaram a funcionar no início do mês, têm a colaboração do artista plástico João Ferreira e de outros artistas instalados na Incubadora de Artes criada pela Câmara de Santarém.
 

O espaço, no interior do Convento de S. Francisco, abre duas vezes por semana, num total de quatro horas semanais, estando atualmente a ser frequentado por 15 pessoas (utentes do HDS e referenciadas por outras instituições, como a Santa Casa da Misericórdia ou os Serviços Sociais do município).
 

Carla Ferreira referiu que o projeto surge na sequência de um trabalho que vem sendo realizado ao longo dos últimos anos e que procura, além do desenvolvimento de competências, a inserção e a redução do estigma e do preconceito, de que é exemplo a loja social, aberta este ano como ferramenta para a integração.
 

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A comunidade científica tem vindo a aperceber-se que as diferenças entre os homens e as mulheres vão muito para além dos sistemas reprodutores. Um novo estudo publicado no “Journal of Neuroscience Research” sugere que o género influencia a função do sistema nervoso. 

 

Para o estudo, os investigadores do Instituto de Medicina Experimental, na Rússia, analisaram como as variantes de um gene que codifica uma proteína denominada galanina podem influenciar a esclerose múltipla nos homens e nas mulheres. 

 

Estudos recentes constataram que esta proteína está presente em níveis elevados em amostras do tecido cerebral de pacientes com esclerose múltipla. Neste estudo os investigadores, liderados por Victor Klimenko, compararam, em inpíduos saudáveis e com esclerose múltipla, as variantes das sequências de ADN mais e menos ativas que controlam a expressão do gene galanina. 

 

 

Inicialmente os cientistas constataram que não havia diferenças entre os dois grupos. Contudo, quando tiveram em conta o género dos pacientes verificaram que havia uma diminuição de cerca de duas vezes na variante genética menos ativa nos homens saudáveis, comparativamente com as mulheres saudáveis. Adicionalmente, verificou-se que esta variante aumentava a suscetibilidade à esclerose múltipla nos homens, mas não nas mulheres.

 

O estudo apurou ainda que a presença desta variante nos homens estava também associada ao atraso no desenvolvimento da esclerose múltipla. Na verdade, verificou-se que a taxa de progressão da doença estava significativamente acelerada nas mulheres portadoras da variante. 

 

Victoria Lioudyno, uma outra autora do estudo, refere que espera que estes achados fomentem o desenvolvimento de estratégias personalizadas para a prevenção e tratamento da esclerose múltipla, devendo estas ter em conta a contribuição específica do género das variantes do gene galanina para a suscetibilidade e progressão da doença.

 

Eric Prager, o editor-chefe do “Journal of Neuroscience Research”, refere que atualmente a neurociência está numa encruzilhada. Na sua opinião, este estudo conclui inequivocamente que o género é uma das varáveis a ter em conta e que os investigadores não se devem apenas basear em animais do sexo masculino e células, uma vez que podem ser ocultadas diferenças chave que podem influenciar os estudos clínicos. 

 

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Investigadores americanos desenvolveram um novo dispositivo que pode revolucionar o transporte de fármacos para o tratamento do cancro, assim como para outras doenças.

 

Lyle Hood, da Universidade do Texas, nos EUA, referiu que o problema da maioria dos sistemas de transporte de fármacos é o facto de ser necessária uma dose mínima para que o tratamento seja eficaz. Por outro lado, existe também um limite para a quantidade de fármaco que pode estar presente no organismo de modo a este não ser prejudicial para o paciente. 

 

Como resultado destas limitações, os pacientes necessitam de doses frequentes de determinados fármacos, as quais são conseguidas através da toma diária de comprimidos ou da administração intravenosa. Este sistema desenvolvido em colaboração com investigadores do Instituto de Investigação de Houston Methodist, nos EUA, não necessita de nenhuma destas abordagens, uma vez que é um pequeno sistema de transporte implantável.

 

O investigador explica que o sistema consiste numa cápsula implantada que contém no seu interior um fármaco e utiliza cerca de 5000 nanocanais para regular a taxa da sua libertação. Desta forma é possível administrar a quantidade adequada de fármaco. 

 

A cápsula pode administrar doses medicinais durante vários dias ou algumas semanas. De acordo com Lyle Hood, este sistema pode ser utilizado para qualquer tipo de doença que necessite de uma administração localizada ao longo de vários dias ou algumas semanas. Estas características tornam este sistema especialmente útil para o tratamento do cancro, enquanto uma versão maior do dispositivo, que foi originalmente desenvolvida por Alessandro Grattoni do Instituto de Investigação de Houston Methodist, pode ajudar a tratar doenças, como a provocada pelo VIH, ao longo de um ano.

 

Lyle Hood refere que no caso do VIH é possível bombardear o vírus com fármacos até ao ponto de o paciente não ter mais infeção e não apresentar sintomas. No entanto, se o paciente interromper o tratamento, a quantidade dos fármacos no organismo diminui para níveis inferiores à dose eficaz e o vírus é capaz de se tornar resistente aos tratamentos. 

 

No entanto, uma vez que a cápsula pode fornecer uma administração constante dos fármacos utilizados no combate à infeção provocada pelo VIH a resistência aos tratamentos pode ser assim evitada.

 

Este sistema pode também ser utilizado para administrar cortisona às articulações danificadas para evitar as injeções dolorosas e frequentes, bem como ser utilizado  na administração de imunoterapia para os pacientes com cancro.

 

O protótipo atual do dispositivo é permanente e tem de ser injetado na pele. Os investigadores estão atualmente a trabalhar numa tecnologia de impressão 3-D para produzir uma nova versão totalmente biodegradável do dispositivo, que poderá ser potencialmente engolida.

 

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Os inpíduos que consomem diariamente pelo menos 20 g de frutos secos de casca rija têm um menor risco de doença cardíaca, cancro e outras doenças, sugere um estudo publicado no “BMC Medicine”.

 

Os investigadores do Imperial College London, no Reino Unido, e da Universidade de Ciências e Tecnologia Norueguesa, na Noruega, analisaram 29 estudos realizados em todo o mundo que envolveram 819.000 participantes, incluindo mais de 12.000 casos de doença arterial coronária, 9.000 de casos de acidente vascular cerebral, 18.000 casos de doença cardiovascular e cancro e mais de 85.000 mortes. 

 

Com base na análise destes estudos, os investigadores constataram que o consumo diário de 20 g de frutos secos de casca rija, o equivalente a uma mão cheia, diminuía o risco de doença arterial coronária em cerca de 30%, o risco de cancro em 15% e o risco de morte prematura em 22%.

 

Os investigadores também verificaram que o consumo diário de 20 g de frutos secos de casca rija reduzia em cerca de metade o risco de morte por doença respiratória e a diabetes em cerca de 40%. Contudo, os cientistas referiram que existem menos dados sobre a relação destas doenças e o consumo de frutos secos de casca rija.

 

Embora as populações estudadas apresentassem  algumas variações, nomeadamente incluíam inpíduos que viviam em diferentes regiões ou com diferentes fatores de risco, os investigadores descobriram que o consumo de frutos secos de casca rija estava associado a uma redução do risco de doença na maioria das populações.

 

O estudo incluiu todos os tipos de frutos secos de casca rija, como avelãs e nozes, e também amendoim, uma leguminosa. O investigador explicou que o que torna os frutos secos de casca rija tão benéficos é o seu valor nutricional. Os frutos secos de casca rija e os amendoins são ricos em fibra, magnésio e gorduras polinsaturadas, nutrientes que diminuem o risco de doenças cardiovascular e que podem reduzir os níveis de colesterol.

 

Alguns frutos secos de casca rija, particularmente as nozes e as nozes de pecan também são ricas em antioxidantes, que podem combater o stress oxidativo e possivelmente reduzir o risco de cancro. Apesar dos frutos secos de casca rija terem uma elevada quantidade de gordura, também são ricos em fibras e proteínas. Alguns estudos sugerem que estes frutos podem realmente reduzir o risco de obesidade ao longo do tempo.

 

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Uma investigadora da Universidade do Minho (UMinho) recebeu uma das mais prestigiadas bolsas na investigação em saúde mental, e pretende identificar novos biomarcadores do declínio cognitivo inerentes ao envelhecimento, neurodegeneração e exposição ao stress crónico, anunciou aquela instituição.

 

Num comunicado ao qual a agência Lusa teve acesso, a academia minhota referiu que a bolsa atribuída a Neide Vieira, de 32 anos e a fazer o pós-doutoramento no Instituto de Investigação em Ciências da Vida e da Saúde (ICVS), na Escola de Medicina da Universidade do Minho, em Braga, distingue os jovens investigadores "mais promissores do mundo" naquela área de estudo.

 

A investigadora pretende "apoiar novas estratégias para prevenir, retardar e reduzir" o declínio cognitivo.

 

"Os mecanismos moleculares subjacentes ao envelhecimento e as doenças associadas, como as neurodegenerativas, não são ainda completamente conhecidos. Acredita-se que se prendam em parte com a desregulação do equilíbrio proteico no interior das células, ou seja, que diferentes proteínas se apresentem em maior ou menor quantidade, conduzindo a uma disfunção celular", explicou Neide Vieira no comunicado.

 

A UMinho explica que "o estudo das proteínas envolvidas na manutenção daquele equilíbrio é, por isso, essencial" pelo que um dos objetivos da investigação de Neide Vieira é "compreender como a expressão e função de certas proteínas muda durante o envelhecimento e na presença de fatores ambientais de risco".

 

A investigadora pretende avaliar "de que forma estas alterações podem afetar negativamente o sistema nervoso central, nomeadamente a memória e a aprendizagem, através da desregulação da neurotransmissão".

 

A "NARSAD Young Investigator Grant" foi atribuída pela Brain & Behavior Research Foundation, EUA, a entidade que mais apoia a pesquisa em neurobiologia no mundo, tendo o júri de avaliação incluído dois Prémios Nobel. 

 

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