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Boletim Epidemiológico atualizado da atividade epidémica da Hepatite A em Portugal.

Fonte Original: Direção-Geral de Saúde

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Comunicado do Diretor-Geral da Saúde sobre Identificação de espécie de mosquito na região Norte do País.

Fonte Original: Direção-Geral de Saúde

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Ministro da Saúde reuniu-se com Vytenis Andriukaitis, em Bruxelas.

A candidatura do Porto ao acolhimento da sede da Agência Europeia de Medicamentos (EMA) foi apresentada ao Comissário europeu responsável pela Saúde e a Segurança Alimentar, Vytenis Andriukaitis, em Bruxelas.

A reunião contou com a presença do Ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, da Secretária de Estado dos Assuntos Europeus, Ana Paula Zacarias e dos representantes do INFARMED – Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde.

De acordo com Vytenis Andriukaitis, «a Comissão Europeia não vai apresentar um ranking de candidaturas, fará sim, uma avaliação técnica dos requisitos»

Sobre a posição da Comissão Europeia, Vytenis Andriukaitis sublinhou que esta «manter-se-á neutra mas existem requisitos como a segurança dos pacientes, a  farmacovigilância e a continuidade da atividade da EMA, sem interrupções, que são fundamentais assegurar».

O Ministro da Saúde defendeu hoje, em Bruxelas, que a atribuição da sede da Agência Europeia do Medicamento (EMA) à cidade do Porto constituiria um justo reconhecimento a Portugal pela sua «história de sucesso».

Para saber mais, consulte:

Vídeo e site oficial da candidatura  – www.emainporto.eu

Fonte original: SNS РServi̤o Nacional de Sa̼de

Visita a Bruxelas

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Apresentação da candidatura portuguesa à EMA.

O Ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, a Secretária de Estado dos Assuntos Europeus, Ana Paula Zacarias, bem como os representantes do INFARMED – Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde e da Câmara Municipal do Porto reúnem-se esta quarta-feira, dia 20 de setembro, com o Comissário Europeu responsável pela Investigação, Ciência e Inovação, Carlos Moedas, e com o Comissário responsável pela Saúde e a Segurança Alimentar, Vytenis Andriukaitis, em Bruxelas.

Neste encontro, o Governo quer dar a conhecer com maior detalhe a candidatura do Porto à relocalização da Agência Europeia do Medicamento (EMA).

Durante a visita, Carlos Moedas referiu que «é importante mostrar a candidatura e estar aqui, mas o trabalho de bastidores fará toda a diferença», acrescentando ter um «good feeling em relação ao Porto».

Para os governantes portugueses, a cidade do Porto apresenta condições ótimas para acolher a sede daquela instituição europeia, assegurando uma transição rápida que permita que a atividade da agência do medicamento não sofra interrupções.

O Ministro da Saúde pretende ainda realçar a qualidade da autoridade nacional do medicamento (INFARMED) e o seu reconhecimento internacional como uma mais-valia da candidatura. Neste sentido, Adalberto Campos Fernandes sublinhou, no encontro com Carlos Moedas, que «primeiro temos de passar no exame técnico, assegurar que respondemos a todos os requisitos exigidos para a relocalização da EMA e depois estaremos aptos para o exame prático e para o trabalho diplomático», acrescentando ainda ser necessário «fazer muito bem o trabalho de casa, estudar muito e ir à luta».

Portugal dispõe de valências socioecónomicas e técnico-científicas resultantes da longa participação do INFARMED no Sistema Europeu do Medicamento, cujo envolvimento ativo na construção e nos processos de avaliação científica da EMA coloca o país em destaque para acolher a agência, garantindo as necessárias condições de estabilidade para o funcionamento de todo o sistema.

A este propósito, a Secretária de Estado dos Assuntos Europeus, Ana Paula Zacarias, referiu que «num primeiro momento vamos ver como a Comissão Europeia analisa as candidaturas. Nessa análise não vai haver hierarquização, mas apenas o enunciar de que países cumprem ou não os requisitos. Num segundo momento ver-se-á se há ou não desistências».

A EMA tem sede em Londres, mas será transferida para outro país, na sequência da saída do Reino Unido da União Europeia. Portugal candidatou a cidade do Porto para receber a nova sede da Agência.

Para conhecer melhor a candidatura portuguesa, consulte:

Vídeo e site oficial da candidatura  – www.emainporto.eu

Fonte original: SNS РServi̤o Nacional de Sa̼de

Espirometrias no Algarve

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Mais de 1600 exames nos centros de saúde da região até julho 2017.

Os centros de saúde do Algarve realizaram 1.665 espirometrias entre dezembro de 2016 e julho de 2017, no âmbito do projeto-piloto de implementação de uma rede de espirometrias nos Cuidados de Saúde Primários, para diagnóstico precoce e prevenção das Doenças Pulmonares Obstrutivas Crónicas (DPOC).

Os resultados deste projeto pioneiro desenvolvido nas regiões do Algarve e Alentejo, integrado no Programa Nacional das Doenças Respiratórias, foram apresentados no dia 19 de setembro, no auditório da Unidade de Faro do Centro Hospitalar Universitário do Algarve (CHUA).

A sessão de apresentação do relatório do Programa Nacional para as Doenças Respiratórias relativo a 2017 e do relatório do projeto-piloto de implementação de uma Rede de Espirometria nas Administrações Regionais de Saúde do Alentejo e Algarve contou, entre outras, com a participação do Secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Fernando Araújo, do Diretor-Geral da Saúde, Francisco George, do Presidente da Administração Regional de Saúde (ARS) do Algarve, Paulo Morgado, e da Presidente do Conselho de Administração do CHUA, Ana Paula Gonçalves.

O projeto-piloto, que teve início em outubro de 2016 na ARS Alentejo e, em dezembro de 2016, na ARS Algarve, tem permitido reforçar a prevenção e o diagnóstico precoce das DPOC e garantir um tratamento adequado e articulado entre os cuidados de saúde primários de proximidade e os cuidados de saúde hospitalares, sendo que os resultados até agora existentes representam um enorme avanço na acessibilidade à espirometria de uma forma internalizada, de acordo com o balanço apresentado pela Diretora do Programa Nacional para as Doenças Respiratórias, Cristina Bárbara.

«O relatório deste ano apresenta um balanço muito positivo, aponta para uma redução significativa dos internamentos das doenças respiratórias crónicas, particularmente da asma e DPOC, e para um grande incremento da capacidade diagnóstica destas duas patologias ao nível dos cuidados de saúde primários», destacou a responsável, sublinhando que «este ano, o programa teve um grande enfoque em duas regiões – Alentejo e Algarve –, onde foram implementados os projetos-piloto para realizar as espirometrias nos centros de saúde».

Segundo Cristina Bárbara, «até ao momento, já se efetuaram nas duas regiões mais de três mil espirometrias, o que aumenta muito a probabilidade de identificar os doentes numa fase mais precoce e começar a tomar medidas, nomeadamente, preventivas, como sejam a vacinação para a gripe, a terapêutica adequada e a cessação tabágica. Uma vez tomadas estas medidas nestes doentes identificados precocemente é possível evitar e vir a reduzir os internamentos».

No mesmo âmbito, o Presidente da ARS Algarve, Paulo Morgado, salientou que «no Algarve, até 31 de julho de 2017, nos três Agrupamentos de Centros de Saúde (ACES), já fizemos 1.665 espirometrias, das quais 63,1% resultaram normais, 23,8% apresentaram padrões obstrutivos. Ou seja, conseguimos fazer mais diagnósticos e identificar mais doentes e isso terá, com certeza, um impacto muito positivo na saúde dos nossos cidadãos».

O dirigente reforçou que com este programa «queremos mais e melhor diagnóstico, queremos mais e melhor tratamento, queremos mais e melhor prevenção e que isso conduzirá a menos internamentos e menos mortalidade. Estamos a fazer mais consultas de cessação tabágica, temos consultas em todos os ACES. Estamos a apostar que os nossos doentes com estas patologias possam viver mais e melhor durante mais anos».

No mês de outubro «vamos iniciar o programa-piloto de reabilitação respiratória no ACES Sotavento, nos centros de saúde de Tavira e de Vila Real de Santo António, completando assim tudo aquilo que é a fase do diagnóstico, depois com a reabilitação destes doentes, em estreita articulação com o Serviço de Pneumologia do CHUA, que irá fazer um estudo científico com base nestes doentes. Durante 2018 queremos estender este programa de reabilitação respiratória a todos os ACES do Algarve», acrescentou.

O Secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Fernando Araújo, que presidiu à sessão, fez questão de enaltecer o trabalho desenvolvido por todos os profissionais de saúde envolvidos neste programa, destacando «o sucesso muito elevado no Alentejo e no Algarve», onde «houve um aumento de cerca de 600% de espirometrias realizadas». O governante salientou, também, que «é um valor extremamente significativo, ou seja, os doentes do Algarve e do Alentejo podem mais facilmente ser diagnosticados, orientados, tratados e ter melhor qualidade de vida».

Destacando a valorização do diagnóstico precoce deste projeto, o Secretário de Estado Adjunto e da Saúde realçou, ainda, que «isto para o país representa também um reforço financeiro, significa menos absentismo e mais produtividade e, acima de tudo, mais qualidade de vida, sendo que agora queremos alargar às restantes regiões, de modo a que haja equidade na capacidade do diagnóstico precoce».

A espirometria é o exame disponível indicado para a confirmação do diagnóstico de DPOC e permite avaliar a gravidade da doença e orientar a adequada prescrição médica, o que se traduz numa redução de consultas, numa diminuição das necessidades de internamento hospitalar, em menor absentismo laboral e em melhor qualidade de vida do doente.

Este aumento da capacidade para diagnosticar a DPOC irá condicionar ganhos significativos em saúde, decorrentes da possibilidade de diagnosticar e tratar os doentes numa fase mais precoce da doença.

Em Portugal, o peso da mortalidade por doenças respiratórias tem vindo progressivamente a aumentar e constitui a terceira principal causa de morte a seguir às doenças cardiovasculares e ao cancro, tendo em 2015 representado pouco mais de 12% do total de causas de morte.

De acordo com o Relatório de 2017 do Programa Nacional para as Doenças Respiratórias, as taxas de mortalidade por doença respiratória (excluindo o cancro do pulmão e a tuberculose) evidenciam uma redução da mortalidade prematura, sendo o aumento no número absoluto de mortes decorrente da mortalidade acima dos 65 anos.

Portugal integra, de acordo com o último relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), o grupo dos países com menor mortalidade por asma e DPOC. Analisando a mortalidade padronizada por asma, demonstra-se que esta mortalidade ocorre, sobretudo, nas faixas etárias acima dos 65 anos, com valores, em 2015, de 4 por 100.000 habitantes, sendo a taxa de mortalidade padronizada abaixo de 65 anos de 0,1 por 100.000 habitantes.

Ao nível da DPOC, verifica-se uma redução sustentada da mortalidade a partir dos 65 anos, com um decréscimo de 8,8%, em 2015 comparativamente a 2009. A mortalidade padronizada abaixo dos 65 anos é baixa, com um valor de 1,3 mortes por 100.000 habitantes sendo estável desde 2009.

Ao nível dos internamentos evitáveis, Portugal destaca-se por ser o país da OCDE com menos internamentos sensíveis a cuidados de ambulatório por asma e por DPOC. De facto, o número de utentes ativos com o diagnóstico de asma e DPOC nos Cuidados de Saúde Primários tem aumentado de forma sustentada, mostrando um incremento em 2016 de 234% e 241%, respetivamente, quando comparamos com 2011.

Ao nível das pneumonias, não obstante constituírem a principal causa de mortalidade por doença respiratória em Portugal, importa destacar a evidência de uma redução na taxa de mortalidade padronizada, abaixo dos 65 anos, com uma redução em 2015 de 23,5% comparativamente a 2009. De destacar também o decréscimo consistente, no período entre 2011-2016, dos internamentos por pneumonia bacteriana, sendo a redução em 2016 de 4% relativamente a 2011.

Para saber mais, consulte:

Fonte original: SNS РServi̤o Nacional de Sa̼de

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Estudo da APCOI alerta que 12,7% das crianças são obesas.

A APCOI – Associação Portuguesa Contra a Obesidade Infantil divulgou um estudo, esta terça-feira, 19 de setembro, que revela que 28,5 % das crianças em Portugal entre os 2 e os 10 anos têm excesso de peso, sendo que 12,7 % são obesas.

O estudo assenta numa amostra de 17.698 crianças, em idade escolar e oriundas das sete unidades territoriais portuguesas (NUTS II), tendo sido realizado no ano letivo 2016-2017.

As crianças dos Açores foram as que apresentaram a maior percentagem de excesso de peso, com 36,6 %, comparativamente às restantes regiões portuguesas. Segue-se a Região da Madeira (36,4 %), a Região Norte (31,4 %), a Região Centro (28,8 %), Lisboa e Vale do Tejo (25,8 %) e, finalmente, as Regiões do Alentejo e do Algarve, ambas com uma prevalência de 23,4 %.

A Madeira registou a maior prevalência de crianças obesas, com 18,4 %, e foi a única região a registar maior percentagem de alunos com obesidade comparativamente aos alunos com pré-obesidade.

A equipa de investigadores da APCOI analisou, ainda, os efeitos da implementação da 6.ª edição do projeto «Heróis da Fruta – Lanche Escolar Saudável» nas alterações de hábitos alimentares e no estado nutricional dos alunos participantes, tendo chegado a conclusões animadoras: comparando os dados iniciais com os recolhidos após as 12 semanas de participação no projeto, a percentagem de crianças com obesidade reduziu de 12,7 % para 11,3 %, correspondendo a uma descida média de 1,4 %.

Todas as regiões verificaram uma redução da prevalência de obesidade com a participação no projeto «Heróis da Fruta», tendo a Região da Madeira registado a maior descida, com uma percentagem de 2,9 %. A Região do Algarve conseguiu alcançar a maior redução do baixo peso, com uma percentagem de 2,8 %.

Para saber mais, visite:

APCOI – Associação Portuguesa Contra a Obesidade Infantil – http://www.apcoi.pt/

 

Fonte original: SNS РServi̤o Nacional de Sa̼de

Medicamentos Órfãos

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INFARMED acolhe encontro nos dias 20 e 21 de setembro.

Irá realizar-se nos dias 20 e 21 de setembro, no INFARMED – Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde, uma reunião do Comité de Medicamentos Órfãos da Agência Europeia do Medicamento (COMP).

Este encontro dos membros do comité na área da avaliação de medicamentos órfãos, que o INFARMED organiza no âmbito da Presidência Estónia da União Europeia, servirá, entre outros objetivos, para promover uma discussão estratégica e de partilha de experiências sobre aspetos relacionados com o quadro regulamentar e com a avaliação dos medicamentos órfãos, no âmbito da avaliação de tecnologias de saúde.

O evento contará com a presença dos membros do Conselho Diretivo do INFARMED, Maria do Céu Machado (Presidente), Rui Santos Ivo (Vice-Presidente) e Sofia Oliveira Martins (Vogal) e, entre outros, de um representante do EURORDIS, Yann Le Cam, que apresentará a perspetiva dos doentes, bem como de um representante da Agência Europeia do Medicamento, Michael Berntgen, e da Comissão Europeia, Kaja Kantorska.

A reunião do COMP, cujo chairman é atualmente o perito do INFARMED Bruno Sepodes, contará também com a intervenção de vários peritos do instituto na área da avaliação do medicamento, bem como da representante nacional, Dinah Duarte.

Visite:

INFARMED – http://www.infarmed.pt/

Fonte original: SNS РServi̤o Nacional de Sa̼de

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Especialistas portugueses e espanhóis partilharam algumas das principais dificuldades no combate às demências, nomeadamente no diagnóstico e apoio a doentes e cuidadores.

Na primeira sessão da cimeira internacional Alzheimer Global Summit, o presidente do Conselho Nacional de Saúde Mental, António Leuschner, começou por lamentar que a demência, que classificou de “um dos problemas maiores”, não mereça a atenção que deveria.

O especialista em psiquiatria referiu que existe hoje “uma luz ao fundo do túnel” em relação às demências, nomeadamente sobre o seu caminho “indefinidamente crescente”, o que se deve “a fatores preventivos ou retardadores do aparecimento dos sinais.

Para António Leuschner, as demências têm “implicações sócio sanitárias” que não devem ser ignoradas, tendo estas doenças deixado de ser há muito apenas um problema de saúde. Por esta razão, defendeu um incremento da aliança entre as pastas da saúde e da segurança social, para uma resposta mais eficaz.

Maria do Rosário Zincke dos Reis, que tem sido um dos principais rostos da pulgação da doença de Alzheimer em Portugal, na vertente da sociedade civil, traçou o diagnóstico das demências, começando por lamentar que estas não sejam ainda “uma prioridade nacional de saúde pública em Portugal”.

Entre as várias faltas que encontrou, constam a ausência de uma campanha de sensibilização nacional, um plano nacional de apoio ou mais equipamento para as pessoas afetadas.

Segundo Maria do Rosário Zincke dos Reis, a informação sobre como lidar com a doença é escassa, nomeadamente no interior do país e nos meios mais rurais. “Ainda não há a figura do tutor nacional, pelo que as pessoas afetadas ficam desprotegidas”.

A especialista defendeu uma maior aposta nos cuidados de saúde primários, com equipas multidisciplinares que prestem cuidados no domicílio.

“Queremos a definição do percurso de cuidados específicos para a doença”, disse. Maria do Rosário Zincke dos Reis chamou a atenção para o facto de 9% das pessoas afetadas pela doença em Portugal ter menos de 65 anos.

De Espanha, Pablo Martínez-Lage trouxe um diagnóstico com algumas lacunas para preencher, mas idênticas dificuldades, nomeadamente dos doentes em aceder à informação, como os tratamentos disponíveis.

Pablo Martínez-Lage partilhou que uma quantidade significativa de pessoas a quem foi diagnosticada uma deterioração cognitiva primária, que poderá ser sinal de doença, recusou fazer mais testes e, assim, obter a confirmação da demência.

O especialista pulgou outros dados que indicam que uma das queixas apontadas pelos doentes vai no sentido de não terem recebido informação sobre tratamentos na altura em que receberam o diagnóstico.

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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Uma equipa do Serviço de Cirurgia Plástica e Reconstrutiva do Centro Hospitalar São João, do Porto, anunciou ter realizado “com sucesso” um tratamento cirúrgico minimamente invasivo (endoscópio) de enxaqueca, que é “inédito em Portugal”.

A intervenção em causa é realizada por meio de técnica endoscópica na região frontal e é dirigida aos chamados “trigger points”, isto é, pontos que desencadeiam as crises dolorosas.

Segundo António Costa Ferreira, cirurgião responsável pela operação, citado em comunicado do Hospital de São João, esta intervenção “está indicada em doentes que não respondem aos vários tratamentos com medicamentos ou nas situações em que os efeitos adversos desses medicamentos são tão significativos que impedem a sua utilização”.

A técnica consiste em “seccionar os músculos situados na região frontal do crânio (corrugador e procerus), e libertar os nervos adjacentes, nomeadamente o nervo supraorbitário e supratroclear (situados na parte superior do olho), com técnica endoscópica”, explica o cirurgião.

António Costa Ferreira disse ainda que a “estimulação desses nervos era o fator desencadeante das cefaleias. A cirurgia é realizada através de três pequenas incisões (15 milímetros) localizadas no couro cabeludo, com anestesia geral e obriga a internamento de apenas um dia (one day surgery)”.

De acordo com o especialista, esta nova “arma terapêutica é promissora e pode ser aplicável num número elevado de doentes com significativa melhoria da qualidade de vida. Está descrito, na escassa literatura já disponível, que mais de 80% dos doentes operados ficaram curados ou descrevem uma melhoria em termos de redução da frequência de crises ou da intensidade dos sintomas”.

A utente submetida a esta técnica, afirmou que “há 25 anos que não estava dois meses sem tomar analgésicos e sem cefaleias”, sublinhando que esta intervenção “mudou” a sua vida.

De acordo com os dados disponibilizados, a enxaqueca atinge cerca de 12% da população mundial, com uma incidência maior na quarta década de vida e mais frequentemente nas mulheres. Estima-se que a prevalência ao longo da vida seja entre 11 e 32% em vários países. As cefaleias são consideradas a 19.ª doença mais debilitante a nível mundial.

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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Os pacientes com esquizofrenia apresentam um risco três vezes maior de morrerem e de morrerem mais jovens em relação à população geral, indicou um estudo recente.

Conduzido por uma equipa de investigadores de várias instituições canadianas que incluíram a Universidade de Toronto, Ontário, o estudo indicou a existência da necessidade de colmatar as diferenças observadas entre os dois grupos populacionais.

Para o estudo, os investigadores analisaram todos os óbitos ocorridos na província de Ontário, no período de 1993 a 2012, de forma a poderem perceber as tendências nos casos de esquizofrenia.

Foi verificado que no decorrer daquele período ocorreram 1,6 milhões de mortes, 31.349 mortes de pessoas com esquizofrenia, sendo que nestas havia mais mulheres, mais jovens e habitantes de áreas com rendimentos mais baixos, em comparação com a população geral.

Apesar do aumento da esperança de vida, foi verificado que os inpíduos com esquizofrenia morriam em média 8 anos antes de inpíduos sem a doença. Com efeito a idade de morte aumentou de cerca de 64,7 para 67,4 anos entre 1993 e 2012 para pessoas com esquizofrenia, e de 73,3 para 76,7 anos na população geral, no mesmo período.

A morte por todas as causas tinha diminuído 35% em ambos os grupos.

Outros estudos nos países escandinavos e Austrália tinham também já demonstrado um índice de mortalidade maior em pessoas com esquizofrenia.

Paul Kurdyak, do Centro de Dependência e Saúde Mental e do Instituto de Ciências Avaliativas Clínicas, em Toronto, comentou: “este estudo, além de documentar níveis incrivelmente elevados de mortalidade, também aponta para uma questão de equidade – que os inpíduos com esquizofrenia não estão a beneficiar de intervenções da saúde pública e de cuidados de saúde ao mesmo nível que os inpíduos sem esquizofrenia”.

“As necessidades complexas dos inpíduos com esquizofrenia e os problemas co-mórbidos de saúde criam um desafio tremendo para os prestadores e sistemas de saúde de forma mais alargada”, acrescentou.

O investigador sugere a criação de estratégias para reduzir o hábito de fumar, intervenções a nível da alimentação e exercício físico para reduzir o aumento de peso causado pela medicação usada para controlar a esquizofrenia e a gestão de doenças crónicas poderão ajudar a diminuir as diferenças na esperança de vida entre as pessoas com esquizofrenia e a população em geral.

ALERT Life Sciences Computing, S.A.