Raio:
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Uma equipa de investigadores conduziu um estudo que demonstrou que o tratamento de sucesso para a insónia poderá afinal não passar por um treino por neurofeedback complicado.

O neurofeedback consiste no treino direto das funções cerebrais e é utilizado no tratamento da insónia.

O estudo conduzido por uma equipa de investigadores liderada por Manuel Schabus, da Universidade de Salzburgo, Áustria, demonstrou que os pacientes que acreditaram que tinham sido submetidos a treino por neurofeedback tinham recebido os mesmos benefícios que aqueles que tinham na realidade recebido o treino.

Para o estudo, a equipa recrutou 30 pacientes com insónia primária que foram submetidos a tratamento por neurofeedback e também a um tratamento com um placebo durante várias semanas. Os pacientes foram submetidos a nove noites e a doze sessões de neurofeedback e outras 12 com um treino placebo no laboratório dos investigadores.

Como o enfoque deste estudo assentava sobre os efeitos do neurofeedback num eletroencefalograma (EEG), no sono e qualidade dos pacientes de insónia, os participantes foram submetidos a este procedimento antes e após o treino por neurofeedback real e com placebo.

Os investigadores apuraram que tanto o neurofeedback como o placebo revelaram-se igualmente eficazes em medições subjetivas de queixas relacionadas com o sono, o que sugere que as melhorias observadas foram devidas a fatores não específicos como sentir confiança e receber cuidado e empatia por parte dos investigadores.

Adicionalmente, aquelas melhorias não se refletiram nas medições da qualidade do sono derivadas do EEG.

Os investigadores concluíram que para o tratamento da insónia primária, o neurofeedback não produz uma eficácia específica para além dos efeitos não específicos de um placebo. Não foi encontrada qualquer vantagem no neurofeedback em relação ao placebo.

“Face aos resultados”, comentou Manuel Schabus, “devemos questionar até que ponto é que as publicações com os efeitos do neurofeedback são devidos a simples expectativas por parte dos participantes, ou seja, efeitos de placebo não específicos”.

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

Telemedicina do CHUC

Colocado por | Fevereiro 24, 2017 | Notícias

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Governo destaca moderniza√ß√£o dos servi√ßos de sa√ļde em Coimbra.

O Centro Hospitalar e Universit√°rio de Coimbra, EPE (CHUC) est√° a dar um exemplo de moderniza√ß√£o dos servi√ßos de sa√ļde atrav√©s do uso da telemedicina, afirmou o Secret√°rio de Estado da Sa√ļde, Manuel Delgado, ap√≥s uma visita a este centro, em Coimbra.

A telemedicina ‚Äúevita que os doentes tenham de circular pelo Pa√≠s, oferece vantagens do ponto de vista econ√≥mico, permite mais conforto e bem-estar dos doentes e, mais do que isso, torna mais r√°pida a realiza√ß√£o dos diagn√≥sticos e a institui√ß√£o das terap√™uticas‚ÄĚ, referiu.

Manuel Delgado sublinhou que as unidades ‚Äúest√£o de parab√©ns por todo este modelo que t√™m desenvolvido a par com os cuidados prim√°rios e com outros hospitais da regi√£o‚ÄĚ, depois de assistir a uma consulta de cardiologia por telemedicina.

O Secret√°rio de Estado da Sa√ļde afirmou que a telemedicina √© uma aposta do Governo e ser√£o feitos todos os poss√≠veis ‚Äúpara que estes projetos v√£o para a frente, porque s√£o reprodutivos, na medida em que se pagam por si pr√≥prios, na medida em que v√£o a jusante economizar dinheiro em custos de transportes, de tratamentos e de consultas sucessivas que s√£o evitadas‚ÄĚ.

Os Servi√ßos Partilhados do Minist√©rio da Sa√ļde est√£o ‚Äúfortemente empenhados em apoiar estes projetos com as tecnologias necess√°rias. E a experi√™ncia que tivemos hoje mostrou que o sistema funciona muito bem, sem falhas, nem de imagem nem de som‚ÄĚ, acrescentou.

Vantagens da telemedicina

O Secret√°rio de Estado destacou que a telemedicina permite a n√£o dispers√£o de recursos, proporcionando ‚Äúum fator de poupan√ßa, de economia de meios‚ÄĚ que obriga ‚Äúa alguma concentra√ß√£o de meios nos centros de refer√™ncia‚ÄĚ.

O Governo ‚Äúest√° a criar um modelo de incentivos justamente para √°reas que nos hospitais possam ter uma massa cr√≠tica, uma qualidade e uma diferencia√ß√£o que projetem a sua imagem e capacidade de trabalho para fora dos seus muros‚ÄĚ.

‚ÄúEstes incentivos, que s√£o os chamados centros de responsabilidade integrada, dados a estas equipas, ser√£o uma mais-valia econ√≥mica para os pr√≥prios profissionais, mas s√£o, sobretudo, um fator de atratividade para estes centros e de promo√ß√£o dentro dos pr√≥prios hospitais e na regi√£o‚ÄĚ, acrescentou.

O Secret√°rio de Estado da Sa√ļde visitou ainda as obras de requalifica√ß√£o do servi√ßo de hematologia cl√≠nica, cujo investimento rondou os 160 mil euros, e do Hospital de Dia do servi√ßo de neurologia, remodelado e ampliado ao abrigo do mecenato, ambas no polo do hospital universit√°rio.

Manuel Delgado inaugurou ainda a exposi√ß√£o ‚Äú135 anos de ensino de Enfermagem em Coimbra‚ÄĚ, promovida pela Escola Superior de Enfermagem de Coimbra e que se encontra patente ao p√ļblico no √°trio principal do polo do hospital universit√°rio.

Para saber mais, consulte:

Fonte original: SNS – Servi√ßo Nacional de Sa√ļde

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ARSLVT alarga programa a cerca de 60 mil diabéticos da região.

A Administra√ß√£o Regional de Sa√ļde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT) iniciou no dia 20 de fevereiro o rastreio da retinopatia diab√©tica a cerca de 60¬†mil diab√©ticos inscritos em quatro agrupamentos de centros de sa√ļde (ACES) da regi√£o: Lisboa Norte, Lisboa Central, Lisboa Ocidental e Oeiras e Estu√°rio do Tejo.

A realiza√ß√£o do rastreio ser√° acompanhada de a√ß√Ķes de sensibiliza√ß√£o e educa√ß√£o dos utentes sobre a retinopatia diab√©tica, que √© a maior causa de cegueira evit√°vel. Em 2016, o rastreio realizado nestes quatro ACES permitiu encaminhar precocemente 3.511 pessoas para consulta de oftalmologia (15,6% da popula√ß√£o rastreada), para investiga√ß√£o adicional e tratamento nos casos aplic√°veis.

No final do mês de abril, o rastreio da retinopatia diabética será alargado aos restantes quatro ACES (Sintra, Loures-Odivelas, Amadora e Cascais).

A ARSLVT d√° assim continuidade ao compromisso de melhorar a resposta assistencial aos 3,6 milh√Ķes de utentes da regi√£o.

Organização

Todos os diab√©ticos dos ACES referidos ir√£o receber em sua casa uma convocat√≥ria para realiza√ß√£o de retinografia na respetiva unidade de sa√ļde. A retinografia √© um exame realizado por um ortoptista, que permite captar um conjunto de imagens do fundo ocular, que s√£o posteriormente analisadas por uma equipa de m√©dicos oftalmologistas do Instituto Oftalmol√≥gico Dr. Gama Pinto. Se diagnosticada a retinopatia diab√©tica, o utente √© informado do resultado pelo seu centro de sa√ļde e √© encaminhado pelo m√©dico de Medicina Geral e Familiar para consulta de oftalmologia no hospital, para investiga√ß√£o adicional e tratamento.

No ACES Estu√°rio do Tejo, o rastreio aos cerca de 16 mil diab√©ticos teve in√≠cio na Unidade de Sa√ļde Familiar (USF) Arruda dos Vinhos e ir√° realizar-se em mais seis locais: Unidade de Cuidados de Sa√ļde Personalizados (UCSP) Azambuja,¬† UCSP Alenquer, UCSP Benavente, Unidade de Sa√ļde Familiar (USF) Terras de Cira, UCSP Alverca do Ribatejo e UCSP P√≥voa de Santa Iria.

No ACES Lisboa Ocidental e Oeiras (cerca de 15 mil diab√©ticos), o rastreio teve in√≠cio na USF Descobertas e ir√° realizar-se em mais tr√™s locais ‚Äď Centro de Sa√ļde Linda-a-Velha, Centro de Sa√ļde de Alc√Ęntara e Centro de Sa√ļde de Santo Condest√°vel.

No ACES Lisboa Norte (15 mil diab√©ticos), o rastreio teve in√≠cio no Centro de Sa√ļde de Sete Rios e terminar√° no Centro de Sa√ļde da Charneca.

No ACES Lisboa Central (17 mil diab√©ticos), o rastreio est√° centralizado no Centro de Sa√ļde da Alameda.

No total, este rastreio abrange oito concelhos: Alenquer, Arruda dos Vinhos, Azambuja, Benavente, Lisboa, Loures, Oeiras, Vila Franca de Xira.

Centros de diagnóstico e de tratamento (serviços de oftalmologia):

  • Instituto de Oftalmologia Dr. Gama Pinto
  • Hospital de Vila Franca de Xira
  • Centro Hospitalar de Lisboa Central
  • Centro Hospitalar de Lisboa Norte
  • Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental

 

Parceiros

S√£o parceiras da ARSLVT, neste programa, as autarquias locais e a Escola Superior de Tecnologia da Sa√ļde de Lisboa.

Benefícios do rastreio

Cerca de 90% dos diab√©ticos tipo 1 e 50% dos diab√©ticos tipo 2 apresentam les√Ķes na retina ao fim de 20 anos. A retinopatia diab√©tica √© a principal causa de cegueira evit√°vel na popula√ß√£o entre os 20 e os 64 anos. Segundo a Sociedade Portuguesa de Oftalmologia, todos os anos cegam mais de 3 mil diab√©ticos de forma irrevers√≠vel.

Nas fases iniciais, a doença é assintomática e pode permanecer indetetável durante a progressão, pelo que as pessoas com diabetes podem ter já necessidade de intervenção e tratamento sem terem perda da acuidade visual. Assim, a precocidade do diagnóstico que o rastreio introduz permite que se evitem terapêuticas agressivas, repetidas e onerosas, com resultados por vezes pouco eficazes.

Para saber mais, consulte:

Administra√ß√£o Regional de Sa√ļde de Lisboa e Vale do Tejo ‚Äď Not√≠cias

Fonte original: SNS – Servi√ßo Nacional de Sa√ļde

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Um novo estudo indicou que os pacientes com doença cardíaca ligeira são mais suscetíveis a sofrerem de ansiedade, dizer que têm uma saúde debilitada e apresentar uma atitude mais negativa do que a população em geral.

O estudo conduzido por investigadores liderados por Paula Mommersteeg, professora assistente de Psicologia Médica e Clínica da Universidade de Tilburg, Holanda, apurou ainda que esses problemas são mais prevalentes entre os pacientes do sexo feminino.

A equipa de investigadores contou, para o estudo, com a participação de 500 pessoas com doença cardíaca ligeira. Foi também recrutado um grupo de controlo com 1.300 inpíduos. Os participantes tinham idades compreendidas entre os 52 e os 70 anos.

Foi solicitado aos participantes que respondessem a questionários sobre a saúde física e mental dos mesmos.

Os participantes com problemas cardíacos declararam possuir um índice muito mais elevado de saúde debilitada, ansiedade e emoções negativas combinadas com uma inibição social em comparação com os participantes do grupo de controlo.

As pacientes do sexo feminino disseram possuir mais problemas de saúde e ansiedade do que os pacientes do sexo masculino. "Ficámos muito intrigados com essas diferenças entre os sexos – não pensávamos que seriam tão evidentes”, comentou a autora principal do estudo.

No entanto, este estudo não estabeleceu uma relação de causa e efeito.

Segundo os investigadores vários fatores poderão explicar a prevalência do sexo feminino em reportar estes problemas. Esta diferença nos sexos poderá ser devida ao grau académico, ao estado civil, idade de diagnóstico, normas culturais e sociais, historial laboral e consumo de bebidas alcoólicas.

As doenças cardíacas ligeiras provocam um bloqueio parcial no fluxo sanguíneo para o coração. Os pacientes com estes problemas são mais suscetíveis de virem a desenvolver problemas cardíacos graves, enfarte agudo de miocárdio e de morrerem devido a qualquer causa.

Paula Mommersteeg considerou que a perceção sobre a saúde física e mental, bem como a personalidade, poderão exercer um impacto nos resultados relativos à saúde. Sendo assim, os médicos devem considerar fatores como atitudes negativas como sendo um fator de risco potencial para as doenças cardíacas, rematou.

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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Consultas na regi√£o Centro aumentam 2,8% em 2016.

A Administra√ß√£o Regional de Sa√ļde (ARS) do Centro divulga que as consultas na √°rea dos cuidados de sa√ļde prim√°rios na regi√£o Centro aumentaram 2,8% em 2016, atingindo um total de mais de 5,8 milh√Ķes de consultas.

De acordo com o comunicado emitido pela ARS do Centro, o crescimento global das consultas realizadas pelas unidades de sa√ļde da regi√£o Centro resulta dos aumentos registados a n√≠vel das consultas presenciais e n√£o presenciais e dos domic√≠lios m√©dicos, com acr√©scimos de 1,2%, de 7,3% e de 9,4%, respetivamente.

Ainda a n√≠vel dos cuidados de sa√ļde prim√°rios, a regi√£o Centro atingiu, o ano passado, as 63 unidades, com a entrada em funcionamento de seis novas unidades de sa√ļde familiar, em Coimbra (Norton de Matos), Aveiro (Esgueira e Oliveirinha), Pombal (S√£o Martinho), Viseu (Cidade Jardim) e Mangualde.

O n√ļmero de profissionais envolvidos em unidades de sa√ļde familiar da regi√£o era, no final de 2016, de 1.078 profissionais (385 m√©dicos, 391 enfermeiros e 302 secret√°rios cl√≠nicos).

‚ÄúA n√≠vel de unidades de cuidados na comunidade a funcionar na √°rea de influ√™ncia‚ÄĚ da ARS do Centro foi atingida em 2016 ‚Äúuma cobertura populacional de 88,4%‚ÄĚ, sublinha o comunicado, adiantando que ‚Äú70% dos concelhos da regi√£o Centro t√™m uma, ou mais‚ÄĚ, unidades de cuidados na comunidade.

Os resultados relativos ao ano passado ‚Äúconfirmam uma melhoria significativa a n√≠vel de cuidados de sa√ļde prim√°rios na regi√£o Centro‚ÄĚ, refor√ßa a ARS do Centro, assegurando que em 2017 essa tend√™ncia ‚Äúcontinuar√° a ser refor√ßada‚ÄĚ, com ‚Äúo aumento do n√ļmero de profissionais e investimentos em instala√ß√Ķes e equipamentos‚ÄĚ.

A ARS do Centro abrange mais de 1,7 milh√Ķes de pessoas (cerca de 17% da popula√ß√£o do pa√≠s), distribu√≠das por 78 concelhos (dos distritos de Aveiro, Castelo Branco, Coimbra, Guarda, Leiria e Viseu).

Visite:

Administra√ß√£o Regional de Sa√ļde do Centro ‚Äď http://www.arscentro.min-saude.pt/

Fonte original: SNS – Servi√ßo Nacional de Sa√ļde

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Existe a crença que os parasitas encontrados nas fezes dos gatos estão associados ao desenvolvimento de problemas mentais como a esquizofrenia e a perturbação obsessivo-compulsiva.

Todavia, um novo estudo conduzido pela University College London Psychiatry, Reino Unido, indicou que afinal a caixa de areia do seu gato não irá por em risco a saúde mental da sua família.

Os gatos são portadores de um parasita infecioso denominado Toxoplasma gondii (T. gondii). Os felinos podem transmitir esse parasita aos humanos através das fezes. Os investigadores procuraram atestar se o contacto com gatos durante a infância faria aumentar o risco de doença mental.

Para o estudo, a equipa de investigadores liderados por Francesca Solmi e James Kirkbride seguiu cerca de 5.000 pessoas nascidas na década de 1990 até completarem 18 anos de idade. O estudo procurou determinar se as mães dos participantes tinham tido um gato durante a gestação e se tinham crescido com gatos em casa.

Os investigadores concluíram que o facto de se crescer com gatos em casa não está associado ao desenvolvimento de problemas mentais. “A mensagem é clara: não existe evidência que sustente que os gatos ofereçam riscos para a saúde mental das crianças”, confirmou Francesca Solmi.

A investigadora comentou ainda que “estudos anteriores que reportavam associações entre ter gatos e psicoses não foram capazes de controlar adequadamente outras explicações possíveis”.

No entanto, James Kirkbride adverte que “existe evidência concreta que a exposição ao T. gondii durante a gravidez pode conduzir a outros problemas de saúde nas crianças”. Como tal, o investigador aconselha que as mulheres grávidas continuem a seguir o conselho de não manusearem a areia dos gatos usada caso a mesma contenha esse parasita.

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14.000 medicamentos e produtos de saúde doados no âmbito da IX Jornada de Recolha de Medicamentos

A IX Jornada de Recolha de Medicamentos que foi realizada no sábado, 18 de fevereiro, contou com a doação de 14.000 medicamentos e produtos de saúde, noticiou a agência Lusa.

As doações dos portugueses daqueles produtos têm um valor estimado em 56.000 euros e irão para os utentes de 100 instituições de solidariedade social, no âmbito da recolha de medicamentos promovida pelo Banco Farmacêutico. A jornada contou com a participação de 220 farmácias de 16 distritos do país, de 600 voluntários e de milhares de portugueses.

Em declarações à agência Lusa, a porta-voz do Banco Farmacêutico, Ana Formigal, fez um balanço muito positivo da iniciativa que recolheu mais de 3.500 medicamentos face ao ano anterior. Também aumentou o número de farmácias aderentes (mais 56), o número de voluntários (mais 100), e o número de instituições apoiadas (mais 10).

“Estamos muito felizes porque, mais uma vez, se comprovou a generosidade dos portugueses e de todos os intervenientes neste processo”, que se traduziu num “resultado histórico”, disse Ana Formigal.

Pela primeira vez, salientou, “alcançámos uma recolha de 14.000 medicamentos e outros produtos de saúde” com os quais “vamos conseguir ajudar muita gente e isso é muito positivo”, frisou. A variedade de produtos doados “é imensa” e vai desde “os clássicos antipiréticos”, até pomadas antibacterianas compressas, antigripais ou antialérgicos.

Esta recolha vai beneficiar os utentes de 100 Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) com valência de apoio na área da saúde. As instituições “vão fazer chegar estes 14.000 medicamentos às pessoas que têm referenciadas e que necessitam deste tipo de produtos para melhorar a sua qualidade de vida e manter a sua saúde”, explicou a responsável.

Segundo Ana Formigal, muitos dos medicamentos doados são “bastante caros” e pouco acessíveis às pessoas mais carenciadas. “Houve pedidos para doação por parte das IPSS de produtos relativamente baratos, desde um euro, mas de facto há produtos de sete, oito, nove, 10 e mais euros que as pessoas mais carenciadas não conseguem lá chegar”, adiantou.

O Banco Farmacêutico nasceu em Milão de uma colaboração entre a Companhia das Obras e a Associação Lombarda dos Proprietários de Farmácia e tem como missão “ajudar as pessoas mais carenciadas através do fornecimento de medicamentos e de produtos de saúde, em colaboração com as realidades assistenciais que operam localmente”.

A iniciativa decorreu pela primeira vez em Portugal em 2009, tendo o Banco Farmacêutico já ajudado instituições de solidariedade social com 74.000 medicamentos e produtos de saúde.

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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Estudo avalia a import√Ęncia das leguminosas na alimenta√ß√£o.

O Departamento de Alimenta√ß√£o e Nutri√ß√£o do Instituto Ricardo Jorge avaliou a contribui√ß√£o de diferentes tipos de leguminosas para suprir as recomenda√ß√Ķes nutricionais.

Resultados mostram, por exemplo, que o consumo de 100 gramas de feijão manteiga, feijão preto ou de ervilhas suprem mais de 30% da recomendação de ingestão diária em fibra. Este trabalho indica também que a mesma quantidade destas leguminosas garante 19% da ingestão proteica e no caso da soja 30% da ingestão em zinco, magnésio e fósforo.

Os autores do estudo sublinham, ainda, que, por serem isentas de gl√ļten, as leguminosas podem constituir, para os doentes cel√≠acos, excelentes alternativas alimentares, nomeadamente na substitui√ß√£o de farinhas em produtos de panifica√ß√£o.

Estudos epidemiológicos comprovaram que o consumo de leguminosas pode diminuir em 22% o risco de doença coronária por diminuição dos fatores de risco, por melhoria do perfil lipídico, diminuição da pressão arterial, da atividade plaquetária e da inflamação.

Pelas suas características, demostram possuir um importante papel, nomeadamente, na prevenção de diversas doenças crónicas, como a diabetes mellitus, na doença celíaca e na redução do risco de obesidade e doença cardiovascular.

A Assembleia Geral da Organiza√ß√£o das Na√ß√Ķes Unidas (ONU) declarou 2016 como o Ano Internacional das Leguminosas, sob o lema ‚ÄúSementes nutritivas para um futuro sustent√°vel‚ÄĚ, com o prop√≥sito de elevar a consci√™ncia das comunidades sobre a import√Ęncia do papel destes alimentos, em diversas √°reas, entre elas a sa√ļde e a nutri√ß√£o.

As leguminosas são por definição grãos contidos em vagens, dividindo-se em leguminosas secas, que incluem o feijão, grão, soja e lentilhas, e as leguminosas frescas, como as ervilhas e as favas.

Em Portugal, o consumo ainda é bastante baixo quando comparado, por exemplo, com cereais como o arroz e trigo. Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), em 2014, Portugal apresentou um consumo de 4 kg por habitante, sendo que destes cerca de 3 kg correspondem ao consumo de feijão.

‚ÄúA import√Ęncia das leguminosas na alimenta√ß√£o, nutri√ß√£o e promo√ß√£o da sa√ļde‚ÄĚ foi publicado na √ļltima edi√ß√£o do Boletim Epidemiol√≥gico Observa√ß√Ķes, que foi dedicado em exclusivo √† alimenta√ß√£o e nutri√ß√£o, em particular √†s √°reas da promo√ß√£o de uma alimenta√ß√£o saud√°vel e da seguran√ßa alimentar.

Estes dados s√£o apresentados no artigo ‚ÄúQuantifica√ß√£o de iodo em alimentos consumidos em Portugal: resultados preliminares‚ÄĚ, realizado por Carla Motta, Cristina Bento, Ana C. Nascimento e Mariana Santos, publicado na √ļltima edi√ß√£o do Boletim Epidemiol√≥gico Observa√ß√Ķes.

Para saber mais, consulte:

Instituto Nacional de Sa√ļde Dr. Ricardo Jorge¬†> Artigo

Fonte original: SNS – Servi√ßo Nacional de Sa√ļde

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O secretário da Saúde dos Açores, Rui Luís, admitiu que o combate às listas de espera cirúrgicas nos três hospitais do arquipélago é um dos grandes desafios do Governo Regional este ano.

Segundo a agência Lusa, Rui Luís adiantou que "temos um investimento a fazer que tem a ver com a recuperação de listas de espera cirúrgicas, onde está a ser feito um trabalho nesta área e vai ser um dos desafios durante o ano de 2017".

O governante falava aos jornalistas após ser ouvido na Comissão de Política Geral da Assembleia Legislativa dos Açores, na Horta, ilha do Faial, no âmbito das audições aos membros do executivo regional sobre as propostas de Plano e Orçamento para 2017. Rui Luís salientou que "os problemas não se resolvem de um dia para o outro", mas manifestou "abertura para dialogar com todas as entidades", em especial com as ordens dos Médicos e dos Enfermeiros, no sentido de encontrar uma forma de combater as listas de espera.

O secretário regional destacou, por outro lado, o "reforço substancial" nas verbas para a área da saúde, que faz aumentar para 300 milhões o valor global e contribui para o "equilíbrio" do setor. "Pensamos que é um Orçamento que irá equilibrar e tornar sustentável o Serviço Regional de Saúde", adiantou o governante.

Em matéria de investimento, o Governo Regional prevê para 2017 uma verba na ordem dos 24 milhões de euros para obras em unidades de saúde, como a ampliação do hospital e a construção do novo centro de saúde, ambas na Horta.

Na área da Proteção Civil, o secretário regional destacou os investimentos previstos em matéria de infraestruturas para os bombeiros de Santa Maria, Lajes do Pico e Lajes das Flores, e ainda a construção do novo quartel da Povoação.

O executivo açoriano pretende, também, apostar na formação de novos bombeiros voluntários e lançar campanhas de sensibilização nas escolas, para combater a "fraca adesão" de novos soldados da paz nas corporações da região.

ALERT Life Sciences Computing, S.A.