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As estatinas oferecem mais possibilidades de salvarem a vida a inúmeros pacientes que apresentam níveis elevados de colesterol LDL, ou “mau” colesterol, indicou um estudo.

O estudo que foi conduzido por Jennifer Robinson da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de Iowa, EUA, indicou que os médicos devem usar uma abordagem mais agressiva, no tratamento com estatinas, de pacientes com níveis elevados de colesterol LDL e que os pacientes devem sentir-se seguros ao usarem aquele tipo de fármacos.

O colesterol LDL causa a acumulação de lípidos e placa nas artérias, aumentando o risco de ataques cardíacos e de acidentes vasculares cerebrais. Enquanto os níveis abaixo de 100 mg/ml são considerados bons, os valores superiores são considerados não saudáveis.

Para o estudo, os investigadores analisaram 34 estudos que incluíam mais de 270.000 participantes.

A análise revelou que as estatinas apresentavam uma maior possibilidade de reduzirem o risco de morte nos casos em que os níveis de colesterol LDL equivaliam a 100 miligramas por decilitro (mg/dl), ou mais, quer fossem usados ou não com outros fármacos de redução do colesterol LDL.

Jennifer Robinson acrescentou que o estudo descobriu que foram salvas, anualmente, mais 4,3 pessoas por cada mil tratadas com estatinas. Os maiores benefícios e redução na mortalidade foram detetados nos pacientes com os níveis mais elevados de colesterol LDL.

“As estatinas são os fármacos mais seguros que temos para reduzir o risco de ataques cardíacos, acidentes vasculares cerebrais e morte numa grande variedade de pacientes”, comentou a investigadora.

“Os pacientes com níveis mais elevados de colesterol LDL apresentam a possibilidade de experienciaram ainda mais benefícios com a toma de estatinas e de alguns dos fármacos mais recentes para o colesterol”, rematou a coautora do estudo.

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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Um novo estudo indicou uma associação entre deitar tarde e a obesidade em pacientes com diabetes do tipo 2.

Segundo o estudo conduzido por Sirimon Reutrakul e colegas da Faculdade de Medicina em Banguecoque, Tailândia, o fator principal que conduz àquela associação é a toma tardia do pequeno-almoço.

A equipa de investigadores procurou investigar as preferências diurnas ou noturnas de inpíduos com o efeito das mesmas sobre o índice de massa corporal (IMC) e, para o propósito, recrutou 210 residentes tailandeses com diabetes de tipo 2 que não trabalhavam por turnos.

Para determinarem as preferências dos participantes pelas manhãs ou noites, a equipa pediu que completassem um questionário próprio que contemplava perguntas como hora preferida de despertar e de ir dormir, hora preferida do dia para praticar exercício, de trabalhar, ler e outras atividades mentais.

Foram ainda efetuados outros questionários, entrevistas e exames físicos para apurar as horas das refeições dos participantes, aporte de calorias diário, duração e qualidade do sono e IMC.

Os investigadores verificaram que os participantes, em média dormiam 5,5 horas por noite, consumiam 1.103 calorias diárias e apresentavam um IMC de 28,4, o qual corresponde a excesso de peso.

Foi ainda apurado que 113 dos participantes preferiam as manhãs e tomavam o pequeno-almoço entre as 7 e as 8.30 horas da manhã e faziam as restantes refeições mais cedo, e que 97 preferiam as noites e tomavam aquela refeição entre as 7.30 e as 9 horas da manhã e faziam o resto das refeições mais tarde.

A equipa apurou que uma maior preferência pelas noites estava associada a um IMC mais elevado. No entanto, o consumo de calorias e as horas do almoço e jantar não foram associados a um IMC mais elevado.

“O pequeno-almoço tarde mediou a relação entre a preferência pela manhã e noite e o IMC”, concluíram os investigadores, acrescentado que a hora do pequeno-almoço tardia é um novo fator de risco associado a um IMC mais elevado em pessoas com diabetes do tipo 2.

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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As salas de consumo assistido de Lisboa serão implementadas pela Câmara Municipal até ao início de 2019, disse à Lusa o vereador dos Direitos Sociais, Ricardo Robles.

A Câmara irá “iniciar já os procedimentos para poder avançar”, prevendo que “no final do ano, início do próximo”, as salas de consumo assistido possam abrir.

Em declarações à agência Lusa, Robles precisou que uma das salas ficará localizada “na zona do Vale de Alcântara, mais concretamente nas traseiras da estação de tratamento de águas, e a outra na zona do Lumiar, numa zona não habitacional, ali junto do eixo norte-sul”.

A par destes equipamentos fixos, uma unidade móvel irá percorrer as “zonas oriental e central” da cidade.

Ricardo Robles lembrou “uma preocupação totalmente legítima das populações relativamente aos consumos existentes na via pública, junto a escolas, junto a parques infantis, zonas de lazer”, pelo que os locais escolhidos “vão ao encontro dessas preocupações”.

De acordo com os “diagnósticos sobre consumos de substâncias psicoativas na cidade de Lisboa e respostas a implementar” efetuados por várias associações, existem “1.400 consumidores em maior risco, identificados pelas equipas, constituindo-se como potenciais utilizadores destes programas”.

Ainda assim, “existe um número indeterminado de consumidores que neste momento não têm contacto com equipas”, é referido.

De acordo com os resultados do diagnóstico, feito entre setembro do ano passado e janeiro deste ano, “quase todos” os inquiridos “afirmaram estar interessados em utilizar este tipo de resposta por razões de higiene, privacidade (para evitar o uso em espaços públicos) e de segurança (para evitar overdoses fatais, partilha de material ou violência associada ao contexto de uso)”.

Os inquiridos mostraram também “interesse em ter nos programas de consumo vigiado condições para realizar a sua higiene, apoio na procura de emprego e cuidados de saúde”.

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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Um diagnóstico pedido pela Câmara Municipal de Lisboa identificou 1.400 consumidores de droga na capital “em maior risco”, mas alerta para a existência de mais toxicodependentes.

Segundo apurou a agência Lusa, os “diagnósticos sobre consumos de substâncias psicoativas na cidade de Lisboa e respostas a implementar”, foram feitos pela Associação Crescer, Associação Ares do Pinhal, o Grupo de Ativistas em Tratamentos (GAT) e os Médicos do Mundo.

De acordo com um resumo ao qual a agência Lusa teve acesso, apesar de se estimar a existência de 1.400 consumidores em maior risco, “existe um número indeterminado de consumidores que neste momento não têm contacto com equipas”.

De acordo com o diagnóstico levado a cabo, esta população é “envelhecida, a larga maioria com idade superior a 40 anos, e que apresenta do ponto de vista social um perfil de pobreza e exclusão social”, sendo que são pessoas “em situação de habitação precária (sem-abrigo, em instituição de acolhimento, casa abandonada ou sem condições)”.

O vereador da área social da Câmara Municipal de Lisboa salientou que este é um número que “preocupa muito” o município e que estas pessoas são aquelas “em quem é preciso concentrar uma resposta deste tipo, um programa de consumo vigiado”.

Quanto ao padrão de consumo, as equipas verificaram “que a maioria são consumidores diários ou regulares, sendo ainda significativa a percentagem dos que referem partilhar material de consumo, o que possivelmente também está relacionado com as condições e contextos em que esse consumo é realizado”.

“É de salientar que a maioria refere consumir em espaço público e sem condições de higiene e segurança: na rua, casas de banho públicas, descampados, prédios abandonados”, elenca o resumo, acrescentando que “do ponto de vista da saúde, é uma população que apresenta elevadas prevalências para hepatite C, VIH e hepatite B, e baixos índices de tratamento destas infeções”.

Os responsáveis pelo estudo identificaram ainda “uma significativa prevalência de outras complicações associadas ao consumo injetado – infeções bacterianas e danos nas veias”.

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A Dire√ß√£o-Geral da Sa√ļde associa-se √† Organiza√ß√£o Mundial da Sa√ļde (OMS) para promover a Semana Europeia da Vacina√ß√£o 2018, que decorre entre 23 e 29 de abril, sob o lema: ‚ÄúAs vacinas funcionam, proteja-se a si e aos que o rodeiam de doen√ßas graves‚ÄĚ. Para uma Regi√£o Europeia livre de doen√ßas evit√°veis pela vacina√ß√£o, a OMS Europa considera importante chamar a aten√ß√£o para a vacina√ß√£o como um direito individual e uma responsabilidade de todos.

Todas as pessoas t√™m o direito de estar protegidas de doen√ßas evit√°veis pela vacina√ß√£o e todos desempenham um papel fundamental na prote√ß√£o dos outros quando optam pela vacina√ß√£o. Assim, o refor√ßo da comunica√ß√£o ser√° feito ao longo da pr√≥xima semana atrav√©s de infografias alusivas √† Semana Europeia da Vacina√ß√£o e de v√°rias iniciativas promovidas pelas diferentes Administra√ß√Ķes Regionais de Sa√ļde, com o objetivo de sensibilizar as pessoas para a import√Ęncia da vacina√ß√£o na prote√ß√£o da sa√ļde, quer dos vacinados, quer daqueles que n√£o podem ser vacinados, atrav√©s da imunidade de grupo.

Pretende-se tamb√©m, atrav√©s desta campanha, alertar os adolescentes, pais e profissionais de sa√ļde para fazerem escolhas fundamentadas quanto √† vacina√ß√£o e para somente partilharem informa√ß√£o devidamente sustentada. Os profissionais de sa√ļde s√£o tamb√©m destinat√°rios de mensagens que visam sublinhar o seu papel para a sensibiliza√ß√£o relativamente √†s vacinas, de forma a apoiar a procura pela vacina√ß√£o.

#Vaccineswork #immunizeEurope

Fonte Original: Dire√ß√£o-Geral de Sa√ļde

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Boletim Epidemiológico atualizado sobre surto de sarampo.

Fonte Original: Dire√ß√£o-Geral de Sa√ļde

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Um novo estudo descobriu que problemas de saúde muscular poderão constituir mais uma complicação para quem sofre de diabetes de tipo 1, mesmo para jovens fisicamente ativos.

Conduzido por uma equipa de investigadores da Universidade McMaster e da Universidade de York, ambas no Canadá, o estudo teve como base a análise de biópsias de músculos de jovens adultos, com e sem diabetes de tipo 1 e que excediam a prática de atividade física recomendada no Canadá para os diabéticos.

Como resultado, a equipa descobriu que as mitocôndrias (partes das células responsáveis por fornecerem a energia para as mesmas) apresentavam alterações estruturais e funcionais nos participantes com diabetes.

Com efeito, observou-se que as mitocôndrias das células musculares dos diabéticos tinham uma menor capacidade de produzirem energia para o músculo, e ainda libertavam quantidades elevadas de espécies reativas de oxigénio relacionadas com danos celulares.

Segundo os investigadores, aquelas alterações podem resultar num menor metabolismo, maior dificuldade para controlar a glicose no sangue e se não houver intervenção, pode acelerar o desenvolvimento de incapacidade.

Sendo assim, os achados deste estudo incluem saúde muscular debilitada à lista das complicações mais conhecidas provocadas pela diabetes de tipo 1, como doenças cardíacas, problemas renais e nervosos.

“Achamos que estas mitocôndrias disfuncionais são o que faz com que o músculo não use a glicose adequadamente e danifique também as células musculares nesse processo. Ficámos surpreendidos ao verificar que os músculos eram tão pouco saudáveis em jovens adultos com diabetes de tipo 1 que eram regularmente ativos”, disse Christopher Perry.

A equipa considera que apesar de serem necessários mais estudos, as diretrizes relativas à prática de exercício físico nesta população poderão ter que ser revistas de forma a que os músculos se mantenham o mais saudáveis possível.

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A administração de opiáceos para tratar a dor pós-cirúrgica em ratazanas fez prolongar a reatividade à dor em três semanas e tornou as células imunitárias da medula espinhal mais reativas à dor, observou um estudo.

Os autores do estudo, da Universidade de Colorado Boulder, EUA, consideram estes achados um paradoxo e, se se verificarem também em humanos, poderão refletir-se na gestão atual da dor nos pacientes.

Para o estudo, Linda Watkins, Peter Grace e colegas efetuaram laparotomia, uma intervenção cirúrgica em que se faz uma incisão da parede abdominal, em ratazanas-macho. Neste tipo de intervenção normalmente usa-se opiáceos para tratar a dor.

Num ensaio, os investigadores administraram o equivalente a uma dose moderada de morfina nas ratazanas, durante sete dias após a cirurgia. A outra metade recebeu um placebo. Noutro ensaio, a equipa administrou morfina nas roedoras durante oito dias, tendo sido retirada progressivamente até ao décimo dia. Finalmente, noutro ensaio as ratazanas receberam morfina até ao dia 10, tendo sido abruptamente retirada.

A equipa mediu a sensibilidade das roedoras ao toque, antes e depois dos ensaios, assim como a atividade dos genes que expressam proteínas inflamatórias na medula espinhal.

Foi descoberto que as ratazanas que tinham recebido a morfina sentiram dores pós-operatórias durante três semanas adicionais. Quanto mais tempo receberam a morfina, mais tempo tiveram dor. A descontinuação progressiva do fármaco não fez qualquer diferença.

“Isto indica que existe outro lado negro nos opiáceos, que muitas pessoas nem desconfiam”, comentou Linda Watkins, autora sénior deste estudo. “Demonstra que o trauma, incluindo a cirurgia, em combinação com os opiáceos pode levar à dor crónica”, acrescentou.

A investigadora que se encontra a estudar outras alternativas para a dor pós-cirúrgica, rematou dizendo que ao usar opiáceos achamos que estamos a tratar a dor mas na verdade estamos a prolongá-la.

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O consumo regular de frutos de casca rija foi associado a um menor risco de irregularidades no ritmo cardíaco, ou fibrilação auricular, indicou um novo estudo.

O estudo que foi efetuado por investigadores do Instituto Karolinska em Estocolmo, Suécia, indicou ainda que aquele tipo de alimentos pode reduzir o risco de se desenvolver insuficiência cardíaca, mas neste caso a evidência foi menos consistente.

Os investigadores usaram informação de um questionário sobre a frequência alimentar que incluía dados sobre o estilo de vida de 61.364 suecos com 45 a 83 anos de idade. A saúde cardiovascular dos participantes foi seguida durante 17 anos, até final de 2014 ou até à morte.

Foi verificado que os consumidores de frutos de casca rija tendiam a serem mais magros, a terem mais habilitações literárias, a comerem mais frutas e legumes, a beberem mais álcool, a fumarem menos e a não terem um historial de hipertensão.

Durante o período do estudo foram registados 7.750 casos de fibrilação auricular, 4.983 ataques cardíacos, 917 dos quais fatais, 3.160 casos de insuficiência cardíaca, 972 casos de estenose valvular aórtica, 983 aneurismas da aorta abdominal e 3.782 acidentes vasculares cerebrais (AVC) isquémicos e 543 AVC hemorrágicos.

Após terem sido tidos em consideração a idade e o sexo, o consumo de frutos de casca rija foi associado a um menor risco de ataque cardíaco, insuficiência cardíaca, fibrilação auricular e aneurisma da aorta abdominal.

No entanto, ao serem considerados fatores de risco potencialmente influenciadores, como o estilo de vida, alimentação e diabetes, foram encontradas associações apenas com a fibrilação auricular e insuficiência cardíaca.

Quanto mais frutos secos eram consumidos, menor era o risco de fibrilação auricular. O consumo de uma porção de frutos de casca rija entre uma e três vezes por mês foi associado a uma diminuição de apenas 3% no risco, aumentando para 12% com o consumo uma a duas vezes por semana e 18% com o consumo três ou mais vezes por semana.

Cada porção adicional de frutos de casca rija por semana foi associada a 4% de redução no risco de fibrilação auricular.

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A quase totalidade dos inquiridos num estudo afirma saber o que é o colesterol, mas mais de metade desconhece o valor que tem, uma situação mais frequente entre os jovens e que vai diminuindo com a idade, anunciou a agência Lusa.

Promovido pela Fundação Portuguesa de Cardiologia (FPC), o inquérito “Os portugueses e o colesterol” decorreu em março e envolveu uma amostra de 1.000 participantes.

Mais de metade (58%) dos inquiridos assumiram não saber qual o seu valor de colesterol, um desconhecimento que é muito expressivo nos jovens.

A grande maioria (90%) dos jovens, com idades entre os 15 e os 24 anos, disse desconhecer o seu nível de colesterol, valor que desce para os 73% nos inquiridos com idades entre os 25 e os 34 anos e para os 63% nos participantes com idades entre os 35 e os 44 anos.

Com o avanço da idade vai diminuindo o desconhecimento das pessoas sobre o seu valor de colesterol: 48% (45-64 anos), 34% (55-64 anos) e 48% (65 e mais anos), indica o estudo.

“Isto preocupa-nos um bocado” porque ao desconhecer que têm colesterol não tomam medidas preventivas, mas o “mais preocupante” são os níveis de desconhecimento nos jovens, disse Luís Negrão.

O médico destacou como positivo 98% dos inquiridos saberem o que é o colesterol, 97% conhecerem que é uma gordura que circula no corpo e 70% saberem que um valor normal é inferior a 190 mg/dl.

A quase totalidade rejeita a ideia de que “a prática regular do exercício físico não traz vantagens para quem tem o colesterol elevado” ou que “os magros não têm que se preocupar com o colesterol”.

Apelou ainda aos portugueses para vigiarem o colesterol e “falarem sempre com o médico de família ou o médico assistente para ambos tentarem resolver o problema de colesterol elevado”.

Isto porque “há pessoas que largam as estatinas e substituem-nas por suplementos alimentares por acreditarem que fazem melhor ao colesterol”, explicou o médico.

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