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Uma equipa de investigadores descobriu que uma determinada citocina, ou pequena proteína, controla as células imunitárias que desencadeiam a doença inflamatória intestinal.

O achado que resultou de um estudo efetuado pela Universidade do Estado da Geórgia, Universidade de Michigan e Universidade Emory, EUA, aponta que a citocina IL-36y que ajuda as células a comunicarem durante as respostas imunitárias, tem a capacidade de controlar as células imunitárias a promover ou a suprimir a doença inflamatória intestinal.

Os investigadores descobriram que a citocina IL-36y promove o desenvolvimento de um tipo específico de célula-T auxiliar, a Th9, que está associada a persas doenças, como o cancro, a asma e a doença inflamatória intestinal.

Tim Denning, autor principal do estudo e docente no Instituto de Ciências Biomédicas na Universidade do Estado da Geórgia, comenta relativamente ao achado: “estávamos bastante intrigados com o facto de a citocina que nos encontrávamos a estudar, a IL-36y, poderia promover a inflamação intestinal através do desenvolvimento daquelas células Th9 e com efeito foi o que descobrimos”.

“Quando descobrimos isto, apercebemo-nos também que simultaneamente inibe uma população supressora de células T chamadas células T reguladoras ou Tregs, que suprimem a doença inflamatória intestinal”, continuou.

“As nossas conclusões foram que a IL-36y desempenha um papel crucial na diferenciação das células Th9 inflamatórias e na inibição do desenvolvimento das Tregs supressoras. Consideramos que isso exerce grandes implicações no tratamento da doença inflamatória intestinal humana, particularmente a colite ulcerosa, que já se verificou estar associada às células Th9”.

Num estudo anterior os investigadores identificaram que a citocina IL-36y é altamente expressada no intestino inflamado de ratos e humanos. Descobriram que a citocina IL-36y desempenha uma função dupla, conduzindo o processo pro-inflamatório que ajuda a cicatrizar as lesões na doença inflamatória intestinal.

Futuramente, será estudada uma forma de bloquear a capacidade de a IL-36y se ligar ao seu recetor. “Se conseguirmos bloquear a interação desta citocina com o seu recetor, talvez possamos inibir todo este desencadeamento que definimos e potencialmente desenvolver um tratamento para os pacientes com doença inflamatória intestinal, particularmente a colite ulcerosa”, concluiu Tim Denning.

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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Trabalhos sobre reum√°tico e diabetes recebem galard√Ķes.

A Fundação Bial entregou, dia 21 de abril, os Prémios Bial 2016. Um estudo sobre as doenças reumáticas foi o vencedor do Grande Prémio Bial de Medicina, no valor de 200 mil euros, enquanto um trabalho na área da diabetes recebeu o prémio de medicina clínica.

No total, a 17.ª edição dos Prémios Bial atribuiu 320 mil euros por quatro vencedores, 100 mil para o trabalho sobre o pé diabético e dois prémios de 10 mil euros para projetos sobre cancro e osteoporose.

A cerim√≥nia de entrega, contou com as presen√ßas do Presidente da Rep√ļblica, Marcelo Rebelo de Sousa, e do Ministro da Sa√ļde, Adalberto Campos Fernandes, e realizou-se no Audit√≥rio da Reitoria da Universidade Nova de Lisboa, Campus de Campolide, em Lisboa.

De acordo com informa√ß√£o da funda√ß√£o, o Grande Pr√©mio Bial foi para uma equipa liderada por Jaime Cunha Branco, Professor e Diretor do Servi√ßo de Reumatologia do Hospital Egas Moniz, pelo projeto ‚ÄúEpiReumaPt ‚Äď Estudo Epidemiol√≥gico das Doen√ßas Reum√°ticas em Portugal‚ÄĚ.

Através do projeto foram acompanhadas mais de 10 mil pessoas com o objetivo de caracterizar as doenças reumáticas. E concluiu-se que mais de metade da população adulta portuguesa (56%) sofre de pelo menos uma doença reumática, sendo que só 22% dos indivíduos estavam diagnosticados.

‚ÄúEstas aus√™ncias de diagn√≥stico e/ou desinforma√ß√£o surgiram sobretudo nas regi√Ķes mais interiores do pa√≠s e nas zonas lim√≠trofes dos grandes centros urbanos‚ÄĚ, refere a Funda√ß√£o em comunicado, salientando os ‚Äúelevados custos econ√≥micos‚ÄĚ das doen√ßas reum√°ticas, estimando a equipa de Jaime Cunha Branco que s√≥ em perdas de produtividade se chegue aos 910 milh√Ķes de euros, 0,5% do PIB.

O pr√©mio de Medicina Cl√≠nica distinguiu o trabalho ‚ÄúP√© Di@b√©tico ‚Äď solu√ß√Ķes para um grande problema‚ÄĚ, de Maria de Jesus Dantas, respons√°vel pela Consulta Multidisciplinar de P√© Diab√©tico no Centro Hospitalar T√Ęmega e Sousa.

O trabalho abarca 18 anos de pr√°tica cl√≠nica no Centro Hospitalar e diz que os problemas do p√© s√£o a principal causa de ocupa√ß√£o de camas hospitalares pelos diab√©ticos e respons√°veis por mais de 60% das amputa√ß√Ķes n√£o-traum√°ticas de membros inferiores.

‚ÄúOs pacientes diab√©ticos s√£o amputados 15 vezes mais do que os n√£o-diab√©ticos. Em Portugal s√£o amputados cerca de cinco doentes por dia devido √† diabetes‚ÄĚ, diz-se tamb√©m no documento da Bial, explicando que o trabalho descreve um plano de tratamento do p√© diab√©tico nas suas variadas vertentes e que pode ser implementado nos hospitais do Servi√ßo Nacional de Sa√ļde.

Quanto √†s men√ß√Ķes honrosas, uma foi para Bruno Silva-Santos, Vice-Diretor do Instituto de Medicina Molecular e Professor da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, pelo trabalho ‚ÄúCancer immunotherapy: changing the paradigma‚ÄĚ (Imunoterapia do Cancro: Mudar o paradigma), que j√° deu origem a patentes internacionais e a uma empresa de biotecnologia.

A outra foi entregue ao projeto ‚ÄúChanging the paradigm of osteoporotic fracture prevention in Portugal. From national evidence to clinical practice and guidelines‚ÄĚ (Mudar o paradigma da preven√ß√£o da fratura osteopor√≥tica em Portugal. Dos dados nacionais √† pr√°tica e orienta√ß√Ķes cl√≠nicas), de Jos√© Pereira da Silva, Professor de Reumatologia e Diretor do Servi√ßo de Reumatologia do Centro Hospitalar e Universit√°rio de Coimbra, e a Andr√©a Marques, enfermeira no mesmo centro hospitalar. Resulta de uma pesquisa de quatro anos sobre osteoporose e fraturas associadas.

Sobre o Prémio Bial

O Pr√©mio Bial √© atribu√≠do bianualmente e √© considerado um dos maiores na √°rea da sa√ļde na Europa, distinguindo a investiga√ß√£o b√°sica e cl√≠nica em medicina.

Criado em 1984, o pr√©mio recebeu 655 obras candidatas de 1.591 m√©dicos e investigadores de 20 pa√≠ses. A Funda√ß√£o BIAL distinguiu j√° 266 autores respons√°veis pelas 99 obras premiadas. No total, j√° foram editadas 37 obras, distribu√≠das gratuitamente pela comunidade m√©dica, num total de mais de 312 mil exemplares, segundo os n√ļmeros da Funda√ß√£o.

A Fundação foi constituída em 1994 pelos Laboratórios Bial, em conjunto com o Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas.

Fundada em 1924 a Bial é o maior grupo farmacêutico português.

Fonte: Lusa

Fonte original: SNS – Servi√ßo Nacional de Sa√ļde

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Um novo estudo demonstrou que os contracetivos orais exercem um impacto negativo sobre a qualidade de vida em mulheres saudáveis.

O estudo liderado por Angelica Lindén Hirschberg e Niklas Zethraeus, do Instituto Karolinska, Anna Dreber Almenberg, da Escola de Economia de Estocolmo, Suécia e Eva Ranehill da Universidade de Zurique, Suíça, apurou ainda que apesar dos efeitos negativos, os contracetivos orais combinados compostos por levonorgestrel e etinilestradiol não parecem afetar os sintomas depressivos.

“Apesar do facto de uns estimados100 milhões de mulheres em todo o mundo usarem pílulas contracetivas, notavelmente sabemos muito pouco sobre o efeito da pílula sobre a saúde das mulheres”, adiantou Angelica Lindén Hirschberg

Para o estudo, a equipa de investigadores contou com a participação de 340 mulheres saudáveis, com idades compreendidas entre os 18 e os 35 anos, que foram pididas em dois grupos, de forma aleatória.

Um grupo foi tratado, durante um período de três meses, com uma pílula composta por levonorgestrel e etinilestradiol, uma pílula comummente prescrita em muitos países por ser considerada a que oferece menos riscos de trombose. O outro grupo recebeu um placebo. Nenhum dos autores principais do estudo sabia que tratamento tinha recebido cada mulher.

Os resultados revelaram que as mulheres que tinham recebido as pílulas contracetivas consideravam ter uma qualidade de vida significativamente inferior às que tinham tomado os placebos. Foi apurado que a qualidade de vida em geral, os níveis de energia, o estado de humor, a sensação de bem-estar e o autocontrolo tinham sido afetados negativamente devido à toma dos contracetivos orais. No entanto não foi detetado um aumento significativo nos sintomas depressivos.

Os investigadores ressalvam que os resultados devem ser interpretados com algum cuidado pois as alterações eram relativamente pequenas. Todavia, em algumas mulheres os efeitos negativos na qualidade de vida das mesmas poderão ser relevantes do ponto de vista clínico.

Os resultados deste estudo não podem ser aplicados a outros tipos de pílulas combinadas pois poderão apresentar diferentes perfis de risco e efeitos secundários.

Niklas Zethraeus apontou que aquela alteração negativa na qualidade de vida poderá ser causa de pouca aderência e uso irregular dos contracetivos orais, sendo que este aspeto deveria ser tido em consideração quando se escolhe e prescreve um método contracetivo.

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Novo regime das USF aprovado em Conselho de Ministros.

O Conselho de Ministros aprovou, no dia 20 de abril, o regime jur√≠dico da organiza√ß√£o e funcionamento das unidades de sa√ļde familiar (USF) e o regime de incentivos a atribuir a todos os elementos que as constituem, bem como a remunera√ß√£o a atribuir aos elementos que integram as USF de modelo B.

Decorridos nove anos da vig√™ncia deste decreto-lei, procede-se a algumas altera√ß√Ķes e ajustes ao regime das USF, designadamente no que respeita ao seu regime de extin√ß√£o, permitindo √†s entidades competentes um controlo mais claro e eficaz do processo, com relevante impacto na qualidade dos servi√ßos prestados.

De acordo com o comunicado, procede-se ainda √† altera√ß√£o das condi√ß√Ķes e dos crit√©rios de atribui√ß√£o e forma de pagamento dos incentivos financeiros aos enfermeiros e assistentes t√©cnicos.

Este projeto de decreto-lei insere-se na prioridade de expandir a capacidade e melhorar a qualidade e a efic√°cia da resposta da rede de cuidados de sa√ļde prim√°rios.

Para saber mais, consulte:

Portal do Governo > Conselho de Ministros de 21 de abril de 2017

Fonte original: SNS – Servi√ßo Nacional de Sa√ļde

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A toma de sumo de beterraba antes da prática de exercício é benéfica para o cérebro dos adultos mais velhos, que poderá funcionar como um cérebro mais jovem, indica um estudo.

É já largamente sabido que o exercício físico favorece a função cerebral. No entanto, segundo W. Jack Rejeski, coautor do estudo, da Universidade Wake Forest, “o que demonstrámos com este breve estudo de treino de adultos mais velhos hipertensos é que em comparação com o exercício apenas, a junção de um suplemento de sumo de beterraba ao exercício resultou numa conetividade cerebral muito semelhante ao que se vê em adultos mais jovens”.

A beterraba é rica em nitratos e, quando é consumida, os nitratos são convertidos em nitritos e depois em óxido nítrico. O óxido nítrico aumenta o fluxo sanguíneo, tendo sido demonstrado em vários estudos que pode aumentar o desempenho do exercício físico em inpíduos de várias faixas etárias.

“O óxido nítrico é uma molécula mesmo poderosa. Vai para áreas do corpo que são hipóxicas, ou que necessitam de oxigénio, e o cérebro alimenta muito o nosso corpo com oxigénio”, comenta o investigador.

Para o estudo, o investigador e equipa contou com a participação de 26 homens e mulheres com 55 anos e mais de idade, que não praticavam exercício físico, eram hipertensos e tomavam até dois medicamentos para a hipertensão.

Foi pedido aos participantes que bebessem um suplemento de sumo de beterraba três vezes por semana e durante seis semanas, seguido de 50 minutos de marcha moderadamente intensa na passadeira. Metade dos participantes receberam 560mg de nitratos com o seu sumo. A outra metade recebeu um placebo de sumo com muito poucos nitratos.

Os investigadores verificaram que embora ambos os grupos apresentassem níveis semelhantes de nitratos e nitritos no sangue antes de beberem o sumo, o grupo que tinha bebido o sumo de beterraba tinha níveis muito mais elevados de nitratos e nitritos do que o grupo do placebo após a prática de exercício físico.

Quando se pratica exercício físico, o córtex motor primário, que processa a informação enviada pelos músculos, processa os sinais enviados pelo corpo. O exercício físico combinado com o sumo de beterraba, o qual, como vimos, oferece mais oxigénio ao cérebro, cria as condições propícias para fortalecer o córtex motor primário. Este estudo sugere que a nossa alimentação é fundamental para o nosso cérebro e para a independência funcional à medida que envelhecemos.

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Uma equipa de investigadores do Instituto Gulbenkian de Ciência conduziu um estudo em que descobriu um novo mecanismo para combater bactérias multirresistentes, noticiou a agência Lusa.

O estudo liderado por Isabel Gordo pode ajudar na descoberta de novos antibióticos ou estratégias alternativas contra as bactérias multirresistentes.

Os investigadores identificaram um mecanismo compensatório que “favorece o crescimento de bactérias multirresistentes e que pode ser usado no futuro como um novo alvo terapêutico contra estas bactérias”, pode ser lido num comunicado sobre o trabalho pulgado pelo Instituto Gulbenkian de Ciência.

Isabel Gordo, bióloga e cientista do Instituto Gulbenkian, explicou que o estudo incidiu em bactérias multirresistentes e que identificou proteínas que, se forem bloqueadas, podem tornar possível matar essas bactérias.

Explicou a cientista que as bactérias adquirem mutações que fazem com que os antibióticos deixem de funcionar, mas ficam debilitadas, pelo que adquirem as mutações compensatórias, o que faz com que seja difícil destruí-las.

A cientista deu como exemplo um automóvel, que seria a bactéria. Ao atingir-se o motor com algo (o antibiótico) o veículo deixa de andar rápido, mas adapta-se e continua a andar, e se se atingir o acelerador (segundo antibiótico), haverá também uma adaptação, pelo que o carro continua a andar. O que a equipa descobriu, explicou a cientista, foi que há outro alvo (outro mecanismo compensatório que inclui mutações), a embraiagem, que pode no futuro ser atacado e assim fazer parar o automóvel.

“Era completamente desconhecido até agora como é que estas mutações compensatórias evoluem em bactérias multirresistentes, e foi isso que a equipa de Isabel Gordo se propôs a investigar”, refere o comunicado.

Descobriu-se que o ritmo de adaptação compensatória das bactérias E.coli (responsáveis por exemplo pelas intoxicações alimentares multirresistentes) é mais rápido do que nas estirpes que têm apenas uma mutação, e foram identificadas as proteínas chave envolvidas no mecanismo compensatório das bactérias multirresistentes, diz-se no comunicado da Fundação Gulbenkian.

A equipa de investigação prevê que o mecanismo agora descoberto possa ser usado de forma geral em muitos outros casos de multirresistências a fármacos, uma vez que os antibióticos afetam os mesmos mecanismos celulares.

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Um estudo do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP), com cerca de 2.400 crianças, concluiu que a postura corporal começa a ser definida aos sete anos.

Segundo apurou a agência Lusa, o investigador principal do projeto, Fábio Araújo disse existirem diferenças "significativas" entre rapazes e raparigas.

O estudo desenvolvido em parceria com a Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP), avaliou 1.147 raparigas e 1.266 rapazes, com sete anos, com o objetivo de perceber em que momento da infância surgem os tipos de postura já conhecidos e identificados.

Dos quatro tipos de padrões posturais conhecidos, explicou o especialista, o primeiro é alinhado e equilibrado, estando os outros três (designados por não-neutros) associados ao desenvolvimento de diferentes patologias na coluna.

Em declarações à Lusa, o especialista indicou que, dentro dos três padrões posturais não-neutros, existem aqueles que são caracterizados por um deslocamento posterior da coluna relativamente aos membros inferiores, com uma grande e longa curvatura da região torácica (primeiro padrão).

O segundo padrão não-neutro refere-se a uma retificação da coluna, ou seja, são casos em que os inpíduos sofrem perdas da magnitude das curvaturas da coluna, enquanto no terceiro encontra-se uma postura hiperlordótica, em que há um aumento dessa magnitude.

De acordo com o investigador, as diferenças encontradas neste estudo podem ser um dos fatores que explica porque é que patologias como a escoliose (desvio da coluna) são mais prevalentes nas raparigas e a doença de Scheuermann (aumento da curvatura superior do tronco) predominante nos rapazes.

Na vida adulta, os primeiros dois tipos de postura não-neutra podem "contribuir para o desenvolvimento de dor da coluna e discopatia lombar (lesão do disco entre as vértebras da coluna)". Quanto ao terceiro padrão não-neutro, o hiperlordótico, pode levar ao desenvolvimento de listese vertebral (espondilolistese – quando ocorre um deslizamento acentuado das vértebras relativamente às vértebras adjacentes), acrescentou o investigador.

Fábio Araújo acredita que, com esta investigação, foi possível demonstrar, pela primeira vez, o quão "essencial" é o período da infância para o desenho da neutralidade postural, devendo, por isso, as intervenções para promover uma postura saudável começar neste período precoce de vida.

As crianças avaliadas participam do "Geração XXI", um projeto iniciado em 2005, que visa acompanhar o crescimento e o desenvolvimento de mais de oito mil crianças nascidas em hospitais públicos da Área Metropolitana do Porto, ao longo a vida.

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Medicina Nuclear do HGO comemora 20 anos de atividade.

O Ministro da Sa√ļde, Adalberto Campos Fernandes, visitou, dia 20 de abril, o Hospital Garcia de Orta (HGO), onde inaugurou as novas instala√ß√Ķes do Servi√ßo de Medicina Nuclear, que¬† comemora o seu 20.¬ļ anivers√°rio, e presidiu √† sess√£o solene de abertura das 9.¬™s Jornadas daquele servi√ßo.

As Jornadas do Serviço de Medicina Nuclear do HGO decorrem nos dias 20 e 21 de abril, no Centro Garcia de Orta, e são dedicadas, este ano, à Medicina Nuclear na Pediatria.

De acordo com a organização, a iniciativa é dirigida a profissionais das áreas clínicas relacionadas, nomeadamente, com a Medicina Nuclear, Pediatria e Cirurgia Pediátrica.

Estas jornadas s√£o o primeiro evento nacional de medicina nuclear a ser acreditado pela UEMS ‚Äď The European Accreditation Council for CME (EACCME¬ģ).

Temas em debate:

‚Äď Medicina Nuclear Pedi√°trica ‚Äď Passado, presente e futuro
‚Äď Neurologia: Epilepsia
‚Äď Cardiologia: Malforma√ß√Ķes cardiopulmonares
‚Äď Gastrenterologia: Patologia inflamat√≥ria intestinal
‚Äď Radioprote√ß√£o: Otimiza√ß√£o e justifica√ß√£o em Pediatria
‚Äď Endocrinologia: Patologia benigna da tiroideia
‚Äď Oncologia: Linfoma
‚Äď Nefrologia: Malforma√ß√Ķes cong√©nitas
‚Äď Sistema Musculoesquel√©tico: Patologia inflamat√≥ria

O Servi√ßo de Medicina Nuclear do Hospital Garcia de Orta iniciou a sua atividade cl√≠nica em 20 de fevereiro de 1997 e √© um dos respons√°veis pelo grau de diferencia√ß√£o do HGO, continuando a ser o √ļnico servi√ßo da especialidade num hospital p√ļblico a sul do Tejo.

Para saber mais, consulte:

Hospital Garcia de Orta ‚Äď Not√≠cias

Fonte original: SNS – Servi√ßo Nacional de Sa√ļde

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Vacina pode administrada a crianças partir dos seis meses.

Segundo uma nova orienta√ß√£o da Dire√ß√£o-Geral da Sa√ļde (DGS), emitida a 20 de abril, a vacina contra o sarampo pode ser administrada a crian√ßas a partir dos seis meses de idade e at√© aos 12 meses, mas exclusivamente mediante prescri√ß√£o m√©dica, devendo os m√©dicos avaliar cada situa√ß√£o.

A vacina contra o sarampo, em apresentação trivalente e designada VASPR, é gratuita e está no Programa Nacional de Vacinação (PNV) sendo administrada a crianças com 12 meses (primeira dose) e com cinco anos (segunda dose).

A VASPR deve ser administrada a crian√ßas com idade entre os seis e os 12 meses ou, no que se refere √† segunda dose, antes dos cinco anos, exclusivamente mediante prescri√ß√£o m√©dica em suporte de papel, como previsto, em situa√ß√Ķes especiais, no Programa Nacional de Vacina√ß√£o.

A DGS recomenda que a prescri√ß√£o destas vacinas deve ser devidamente ponderada pelo m√©dico tendo em considera√ß√£o a situa√ß√£o cl√≠nica e epidemiol√≥gica em cada momento e em particular em situa√ß√Ķes de p√≥s-exposi√ß√£o.

A dose de VASPR administrada antes dos 12 meses de idade n√£o √© considerada v√°lida em termos de calend√°rio vacinal, pelo que a crian√ßa a quem tenha sido administrada vacina naquelas condi√ß√Ķes deve ser revacinada (VASPR1) quando atingir os 12 meses, mas respeitando o intervalo m√≠nimo de quatro semanas entre doses.

A DGS indica ainda que a vacina deve estar acessível em todos os pontos de vacinação no país e deve ser administrada sem bloqueios administrativos e sem qualquer pagamento por parte do utente conforme o que está definido no PNV.

Para saber mais, consulte:

DGS > Orienta√ß√£o n.¬ļ 007/2017

DGS > Materiais de divulgação sobre sarampo

Fonte original: SNS – Servi√ßo Nacional de Sa√ļde