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Investigadores americanos acreditam ter encontrado uma explicação para a associação paradoxal entre uma infeção persistente e uma imunidade de longa duração, dá conta um estudo publicado na revista “Proceedings of the National Academy of Sciences”.
 

Os investigadores da Universidade de Washington, nos EUA, acreditam que as infeções persistentes mantêm o sistema imunológico em alerta contra novos encontros com o agente invasor, mesmo que haja o risco de doença mais tarde na vida.
 

Ao compreenderem como as infeções persistentes conduzem a uma imunidade de longa duração, a comunidade científica poderá desenvolver novas vacinas e tratamentos para os agentes patogénicos persistentes.
 

Segundo a Universidade de Washington, em informação veiculada no seu sítio da Internet, numa infeção persistente, uma pequena população de microrganismos permanece no organismo por muito tempo após os sintomas do paciente terem desaparecido. Para além do parasita causador da leishmaniose existem outros tipos de agentes patogénicos que podem causar infeções persistentes, nomeadamente a bactéria responsável pela tuberculose e os vírus que conduzem à herpes e varicela.
 

Michael Mandell, o primeiro autor do estudo, refere que, no entanto, ainda ninguém sabe o que acontece durante uma infeção persistente e por que esta está associada à imunidade.
 

De forma a aprofundar esta temática, os investigadores utilizaram a Leishmania, um parasita que pode causar úlceras na pele e pode infetar os órgãos internos. Estima-se que 250 milhões de pessoas no mundo estejam infetadas com o parasita que pode ser encontrado em zonas tropicais. Apesar de a doença poder ser mesmo fatal, quando um inpíduo é infetado fica protegido contra uma segunda infeção. Desta forma, a infeção confere uma imunidade de longa duração.
 

Acredita-se que após serem infetadas, as pessoas continuam a albergar o parasita, em quantidades baixas durante anos, após recuperarem da doença. Ao que parece esta persistência pode ser benéfica para o hospedeiro.
 

Estudos realizados em ratinhos demonstraram que a eliminação completa do parasita pode tornar os animais sensíveis ao desenvolvimento da doença se contactarem novamente com o parasita.

 

Os investigadores utilizaram marcadores fluorescentes para distinguir os diferentes tipos de células dos ratinhos e constataram que a maioria dos parasitas viviam em células imunitárias capazes de matar o parasita. Verificou-se que os parasitas tinham uma aparência normal, tanto em tamanho como na forma.

 

O estudo apurou ainda que a maioria dos parasitas continuavam a multiplicar-se. Contudo, o número total de parasitas permaneceu igual ao longo do tempo.

 

As células do sistema imunológico que albergam os parasitas são responsáveis pela morte dos agentes patogénicos e pela ativação de uma resposta imune mais robusta. É este processo, a multiplicação em curso e morte de parasitas, que os investigadores acreditam que está na base da imunidade de longa duração associada à infeção persistente, e, portanto, explica por que motivo as pessoas não ficam habitualmente doentes devido ao mesmo agente patogénico, mais do que uma vez.

 

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Investigadores americanos identificaram um fármaco, já aprovado pela Food and Drug Adminstration, que pode criar a gordura ou tecido adiposo castanho benéfico, dá conta um estudo publicado na revista “Cell Reports”.
 

O tecido adiposo castanho é diferente do branco mais comumente conhecido, que armazena energia. Por outro lado, o tecido adiposo castanho ajuda o organismo a queimar energia através do calor. As crianças nascem com pequenas quantidades de tecido adiposo castanho, mas à medida que crescem, a maioria deste tipo de tecido desaparece. Nos adultos, os inpíduos com maiores quantidades de tecido adiposo castanho têm uma massa corporal baixa. Um aumento de tecido adiposo castanho em apenas 50 gramas pode conduzir a uma perda de quatro a nove Kg por ano.
 

Baoming Nie, um dos autores do estudo, explica que a introdução de tecido adiposo castanho é uma nova abordagem para tratar a obesidade e as doenças associadas ao metabolismo, como a diabetes.
 

No estudo os investigadores do Instituto Gladstone, nos EUA, utilizaram a reprogramação celular para converter células percursoras do músculo e células adiposas brancas em células adiposas castanhas. Após terem testados 20 mil compostos, os cientistas encontraram um que alterava a identidade das células de uma forma mais eficaz. O fármaco anticancerígeno em causa, o “bexarotene” (Bex), surpreendeu os investigadores uma vez que tem por alvo uma proteína que não tinha sido demonstrada estar envolvida na produção de tecido adiposo castanho.
 

O fármaco atua sobre uma proteína, a RXR, que controla uma rede de outras proteínas celulares. A ativação da RXR desencadeia uma cascata de alterações nas células percursoras do músculo e tecido adiposo branco que, por último, as convertem em células semelhantes às do tecido adiposo castanho. Quando a RXR foi estimulada pelo Bex, ativou genes necessários para a produção de tecido adiposo castanho e desativou genes associados ao tecido adiposo branco ou músculo.
 

De forma a testar se o Bex era capaz de controlar o peso corporal, os investigadores alimentaram ratinhos com uma dieta rica em calorias ao longo de quatro semanas. Apenas metade dos animais foram tratados com o fármaco.
 

Os animais aos quais foi administrado o fármaco tinham mais tecido adiposo castanho, queimaram mais calorias e aumentaram menos de peso que aqueles aos quais não foi administrado o Bex.
 

Os cientistas dizem estar muito entusiasmados com a perspetiva de utilizar um medicamento para produzir tecido adiposo castanho. Contudo, a apesar de o Bex ser muito eficaz na criação de células adiposas castanhas, não é um fármaco muito específico, e existem vários potenciais efeitos secundários que podem surgir da sua toma.
 

Os investigadores esperam no futuro desenvolver um fármaco mais seguro e direcionado que apenas afete os genes envolvido na produção do tecido adiposo castanho.
 

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A insuficiência cardíaca afeta cerca de 380 mil pessoas em Portugal, mas não tem recebido a prioridade necessária, faltando nomeadamente meios para a diagnosticar de forma precoce, conclui um grupo de peritos.
 

“A insuficiência cardíaca é uma síndrome com elevada prevalência, morbilidade e mortalidade, que representa uma sobrecarga económica e social de grande magnitude. Porém, em Portugal tem sido alvo de pouca atenção”, refere o grupo de especialistas que elaborou um documento de consenso sobre a doença.
 

Cândida Fonseca, médica que coordenou o documento, referiu à agência Lusa que “há uma necessidade urgente de priorizar a insuficiência cardíaca na agenda da saúde”.
 

A ideia não passa por pedir mais recursos ou mais verbas, mas antes realocar os que existem, de modo a diagnosticar mais precocemente a doença, nomeadamente nos cuidados de saúde primários.
 

“Pretendemos até poupar recursos. O facto de não estarmos despertos para o diagnóstico precoce, não termos alguns meios de diagnóstico disponíveis e comparticipados nos cuidados primários faz com que a doença seja tardiamente diagnosticada. Muitas vezes é quando o doente vai à urgência e já está muito mal, descompensado. E é onde se gasta a maior parte do dinheiro com insuficiência cardíaca. A ideia é poupar com internamentos, prevenindo-os. Investir na prevenção”, resumiu Cândida Fonseca.
 

Dados nacionais de 2015 demonstraram que o número de internamentos por insuficiência cardíaca cresceu 33% em oito anos, de 2004 a 2012.
 

A médica explica que a doença tem um quadro clínico pouco específico (que passa pela falta de ar ou cansaço), que é comum a várias outras doenças e pode acontecer que nem se desenvolvam sintomas.
 

Frequentemente, o diagnóstico faz-se por exclusão. Há inclusivamente uma análise de sangue que permite excluir a doença, mas não está disponível de forma comparticipada nos cuidados de saúde primários.
 

Desta forma, os peritos pretendem que o diagnóstico seja melhorado através da disponibilização nos centros de saúde de meios comparticipados para detetar ou excluir a patologia.
 

Como medidas para tornar prioritária a insuficiência cardíaca, os especialistas querem que se crie e aplique um plano de formação de profissionais de saúde, nomeadamente de médicos e enfermeiros, e que se crie um boletim para a doença que permita um acompanhamento mais adequado dos doentes, facilitando o acesso a todos os que participam na assistência.
 

É ainda sugerido que a insuficiência cardíaca seja considerada uma prioridade no Programa Nacional das Doenças Cérebro-Cardiovasculares e propõe-se o lançamento de uma campanha de informação e sensibilização junto dos cidadãos.
 

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O Ministério da Saúde lançou esta semana uma campanha para apelar à doação de gâmetas (espermatozoides e óvulos) e lembra que os dadores estão isentos de taxas moderadoras nos hospitais e centros de saúde.
 

“Ser dador de esperma é simples e não tem riscos” ou “os dadores de gâmetas estão isentos do pagamento de taxas moderadoras” são algumas das frases que marcam o vídeo da campanha promocional.
 

A legislação já previa que os dadores de gâmetas estivessem isentos de taxa moderadora, mas a metodologia de anonimato que existia no único local de recolha (no Porto) não permitia usufruírem depois das isenções de taxas no Serviço Nacional de Saúde (SNS).
 

Segundo a notícia avançada pela agência Lusa, com o alargamento a mais dois locais de colheita de gâmetas, essa metodologia foi revista e uniformizada e permitirá que os dadores usufruam da isenção de taxas moderadoras em todo o SNS. O anonimato mantém-se mas para o cruzamento de dados entre dadores e beneficiários (uma vez que não pode haver qualquer cruzamento entre quem doou e quem beneficiou).
 

No final da sessão de apresentação da campanha e dos novos centros de colheita, o secretário de Estado Adjunto e da Saúde anunciou que o Governo vai ainda avaliar o valor que é pago aos dadores como reembolso pelas despesas ou prejuízos das dápas.
 

“Estas dápas são altruístas e queremos que continuem a ser. Mas vamos repensar esses valores para compensar de forma adequada as faltas ao trabalho e as idas aos hospitais, mas não queremos que seja uma forma para obter outro tipo de compensações”, afirmou aos jornalistas Fernando Araújo.
 

Atualmente o valor pago aos dadores homens é de 42 euros por dápa, enquanto para as mulheres é de 620 euros.
 

A par de campanha de promoção da dápa foram também lançados os dois locais adicionais de colheita de gâmetas, que estarão ligados ao banco público no Centro Hospitalar do Porto. Além do Porto, passam assim a poder ser feitas também recolhas no Centro Hospitalar de Lisboa Central (Maternidade Alfredo da Costa) e no Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra.
 

O Ministério da Saúde assume que quer aumentar a acessibilidade ao banco de gâmetas, sobretudo tendo em conta que as técnicas de procriação medicamente assistida foram alargadas no final do ano passado a todas as mulheres independentemente do estado civil orientação sexual, e a gestação de substituição passou a ser permitida em caso de infertilidade.
 

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O cancro do pâncreas metastático, que se disseminou do pâncreas para outros tecidos e é responsável pela maioria das mortes, altera o seu metabolismo e é “reprogramado” para uma malignidade ótima, sugere um estudo publicado na revista “Nature Genetics”.
 

De acordo com os investigadores da Universidade de Vanderbilt, nos EUA, é possível reverter a reprogramação maligna para tratar o cancro de pâncreas metastático. No estudo os investigadores identificaram um composto que reverte a reprogramação e impede a formação do tumor.
 

Os cientistas, liderados por Oliver McDonald, decidiram averiguar como o cancro pancreático progride do tumor primário no pâncreas para a doença metastática. A teoria prevalente é que a progressão do cancro, que é impulsionada pela acumulação de mutações genéticas que aumentam a “aptidão” tumorogénica, é válida para os primeiros estadios da progressão, mas, ao que parece, as metástases encontraram novas formas de aumentar as suas aptidões.
 

Em vez de analisarem as alterações genéticas durante a progressão do cancro, os investigadores analisaram a epigenética, ou seja, modificações do ADN cromossómico e proteínas que controlam a função genética. Foram analisadas um conjunto único de amostras do cancro primário e metastático de pacientes que tinham morrido da doença.  
 

Os investigadores ficaram surpresos por terem encontrado alterações epigenéticas maciças ao longo do genoma de metástases distantes, comparativamente com células tumorais primárias e "carcinomatose” peritoneal, uma forma localizada de metástase intra-abdominal que se acredita que não se dissemina através da corrente sanguínea.
 

O estudo apurou ainda que as metástases distantes alteravam o seu metabolismo através do consumo de quantidades excessivas de glucose e direcionavam-no através da via metabólica pentose fosfato. Verificou-se que uma enzima específica desta via, a PGD, permite a conversão da glucose em metabolitos que impulsionam diretamente o crescimento do tumor.
 

Os cientistas apuraram que o bloqueio da PGD, com um inibidor farmacológico, reverteu a reprogramação epigenética e as alterações da expressão genética maligna detetadas nas metástases distantes e também inibiu fortemente a sua capacidade de formar tumores. Não foram detetados efeitos nas células saudáveis.

 

Estes achados podem ajudar a explicar por que motivo os tumores metastáticos progridem frequentemente mais rápido que os tumores primários. O estudo sugere assim que, as células do cancro do pâncreas que se disseminam para outros órgãos que recebem um fornecimento de sangue rico em glucose e outros nutrientes, adquirem adaptações metabólicas para utilizarem estes recursos naturais para aumentar a sua aptidão tumorogénica.

 

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Um ataque isquémico transitório (AIT), também conhecido por mini-AVC, que ocorre quando o fornecimento de sangue para o cérebro é interrompido por um curto período de tempo, tem consequências mais graves do que se pensava anteriormente, sugere um estudo publicado no “Journal of Cerebral Blood Flow and Metabolism”.
 

Vários estudos têm indicado que existe uma associação entre o declínio cognitivo e as doenças cerebrovasculares, como aterosclerose, arteriosclerose e angiopatia amilóide cerebral. Os inpíduos com doenças cerebrovasculares não só apresentam uma maior incidência de ataque isquémico transitório ou mini-AVC, como também tem sido demonstrado que a carga deste tipo de ataques é significativamente maior nos inpíduos com comprometimento cognitivo vascular e demência, comparativamente com os inpíduos não dementes da mesma idade.
 

Contudo, até à data, os mecanismos através dos quais estas mini lesões contribuem para os défices cognitivos, incluindo demência, ainda não foram bem clarificados.
 

Intrigados com a crescente evidência que associa o declínio cognitivo à carga do mini-AVC, os investigadores da Universidade da Carolina do Norte, nos EUA, colocaram a hipótese de este tipo de ataques danificarem muito mais a função cerebral do que é visível através de um procedimento histológico ou de uma ressonância magnética.
 

De forma a testar esta teoria, os investigadores, liderados por Andy Shih, desenvolveram um modelo de ratinho de forma a conseguirem analisar os efeitos dos mini-AVC na função do tecido circundante in vivo ao longo de várias semanas após o evento. Foram também realizadas experiências post-mortem aos cérebros dos animais.
 

O estudo apurou que os mini-AVC afetam de facto uma área muito maior do cérebro, cerca de 12 vezes maior, e tem efeitos mais duradouros do que se acreditava até à data. Verificou-se que a atividade neuronal na área afetada encontrava-se deprimida entre 14 a 17 dias após um mini-AVC.
 

O investigador referiu que sabiam que os AVC maiores tinham efeitos distantes, mas ficaram surpresos ao verificarem que estes mais pequenos tinham um efeito tão grande.
 

A duração do efeito de um único mini-AVC também surpreendeu os investigadores. Verificou-se que o sinal da ressonância magnética aumentou e depois desapareceu tal como esperado. Contudo, as autopsias aos animais revelaram que ainda havia muita coisa a acontecer, nomeadamente danos nos tecidos e neuroinflamação.
 

De acordo com Andy Shih, este estudo sugere que os métodos convencionais não revelam, na totalidade, o impacto que o mini-AVC tem na função cerebral. Estes achados podem também conduzir ao desenvolvimento de novos protocolos preventivos.
 

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A depressão aumenta tanto o risco de doenças cardiovasculares quanto níveis elevados de colesterol e obesidade, defende um estudo publicado na revista “Atherosclerosis”.
 

De acordo com a Organização Mundial de Saúde, 350 milhões de pessoas no mundo inteiro são afetadas pela depressão. Contudo, o estado mental não é o único a ser afetado, a depressão pode comprometer também o organismo.
 

Karl-Heinz Ladwig, o líder do estudo, referiu que já não existem muitas dúvidas relativamente ao facto de a depressão ser um fator de risco das doenças cardiovasculares. Contudo, até à data ainda não se sabia qual a relação entre a depressão e outros fatores de risco conhecidos, nomeadamente o tabaco, níveis elevados de colesterol, obesidade ou hipertensão.
 

De forma a analisarem esta questão, os investigadores do Centro Helmholtz München, da Universidade Técnica de Munique e do Centro Alemão de Doença Cardiovascular, na Alemanha, analisaram os dados de 3.428 pacientes do sexo masculino que tinham idades compreendidas entre os 45 e os 74 anos. Os participantes foram acompanhados ao longo de dez anos.
 

Os investigadores compararam o impacto da depressão com os principais fatores de risco cardiovasculares. Verificou-se que o risco de uma doença cardiovascular fatal devido à depressão é quase tão grande quanto o que está associado aos níveis elevados de colesterol ou obesidade.
 

O estudo apurou que apenas a pressão arterial elevada e o tabagismo estão associados a um risco mais elevado. A depressão é responsável por cerca de 15% das mortes cardiovasculares. De acordo com Karl-Heinz Ladwig, estes resultados são comparáveis a outros fatores de risco, como a hipercolesterolemia, obesidade e tabagismo. Estes fatores causam 8,4 a 21,4% das mortes cardiovasculares.
 

Os investigadores concluíram que estes resultados sugerem que a depressão tem um efeito moderado dentro da gama dos fatores de risco não congénitos principais para as doenças cardiovasculares.
 

Nos pacientes com risco elevado, a avaliação da presença da depressão deveria ser um procedimento padrão, aconselha o líder do estudo.

 

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Investigadores do Reino Unido desenvolveram uma análise à urina que informa sobre a qualidade da dieta adotada e o que realmente as pessoas ingerem, dá conta um estudo publicado na revista “The Lancet Diabetes & Endocrinology”.
 
A análise desenvolvida pelos investigadores do Imperial College London, bem como pelas universidades de Newcastle e de Aberystwyth, no Reino Unido, que fornece os resultados em cerca de cinco minutos, mede os marcadores biológicos na urina produzida pela decomposição dos alimentos.
 

Apesar de o trabalho ainda se encontrar numa fase inicial, os investigadores esperam que no futuro seja possível acompanhar as dietas dos pacientes. Esta análise poderá ser utilizada nos programas de perda de peso para monitorizar a ingestão de alimentos.
 

Algumas evidências sugerem que as pessoas registam de forma imprecisa as suas dietas, reportando por excesso a ingestão de frutas e vegetais, e por escassez o consumo de alimentos pouco saudáveis.
 

Gary Frost, o líder do estudo, refere que uma das limitações dos estudos dietéticos é que não existe uma medida real do que as pessoas comem. Alguns estudos têm sugerido que 60% dos inpíduos não reportam convenientemente a dieta adotada. Na sua opinião este pode ser o primeiro indicador independente da qualidade da dieta ingerida.
 

Para o estudo os investigadores contaram com a participação de 19 voluntários que seguiram, ao longo de três dias, quatro dietas distintas, desde as muito saudáveis às muito prejudiciais. Foram recolhidas amostras à urina de manhã, à tarde e à noite.
 

Posteriormente foi analisada a presença de centenas de compostos, denominados por metabolitos, produzidos quando determinados alimentos são decompostos. Estes incluíram compostos que indicavam a quantidade de carne vermelha, frango, peixe, frutas e legumes ingeridos, bem como dava uma noção da quantidade de proteína, gordura, fibra e açúcar consumidos. Foram também analisados compostos que sugerem a presença de alimentos específicos, nomeadamente citrinos e vegetais de folhas verdes.
 

A partir desta informação os investigadores foram capazes de desenvolver um perfil indicador de uma dieta saudável e equilibrada com uma boa ingestão de frutas e legumes. A ideia é utilizar este perfil de "dieta saudável" e compará-lo ao perfil da dieta de um inpíduo, de forma a perceber se este está a alimentar-se de uma forma saudável.
 

Os cientistas ensaiaram a precisão do teste em dados de um estudo anterior, que incluiu 225 inpíduos do Reino Unido e 66 da Dinamarca. Todos os voluntários forneceram amostras de urina e informação sobre a dieta adotada. A análise das amostras permitiu que os investigadores fossem capazes de prever com precisão a dieta dos 291 voluntários.
 

Des Walsh, do Medical Research Council, referiu que medir o que comemos e bebemos de uma forma mais precisa poderá beneficiar a investigação na área da nutrição, ajudar a desenvolver melhores intervenções baseadas na evidência de forma a melhorar a saúde do inpíduo e reduzir a obesidade.

 

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Investigadores da Faculdade de Engenharia (FEUP) e da Faculdade de Medicina (FMUP), em colaboração com o Centro Hospitalar S. João, realizaram um estudo científico que pode influenciar tomadas de decisão relativamente ao facto da termografia médica ajudar na recuperação e diminuição de riscos de doentes que recorrem à abdominoplastia.
 

Segundo a notícia pulgada no sítio da Universidade do Porto, vinte pacientes que estavam inscritos para abdominoplastia no Serviço Nacional de Saúde participaram num projeto de investigação promovido pelas faculdades de Engenharia e de Medicina da Universidade do Porto com o intuito de estudar e analisar os benefícios da termografia médica na recuperação de diminuição de riscos de doentes que recorrem à abdominoplastia.
 

A abdominoplastia consiste na remoção de gordura e pele excedentária da região infra-umbilical, com o intuito de melhorar o contorno corporal em doentes que sofreram, por exemplo, de uma redução de peso acentuada, ou apresentem flacidez cutânea após gravidez, ou que queiram simplesmente melhorar o contorno abdominal.
 

Rita Valença Filipe, cirurgiã plástica e investigadora principal do estudo, explica que a abdominoplastia é provavelmente um dos quatro procedimentos mais realizados por cirurgia plástica, salvaguardando que esta informação é com base na sua sensibilidade e experiência médica. A lipoaspiração em primeiro lugar, prótese mamária em segundo, redução mamária em terceiro e depois a abdominoplastia.
 

Ao aplicar a termografia, este estudo multidisciplinar vai permitir uma técnica de imagem inócua para o paciente aumentar o conhecimento anátomo-fisiológico da parede abdominal durante o procedimento de abdominoplastia.
 

“Desta forma podem avaliar-se procedimentos de cirurgia plástica e reconstrutiva, dando uma informação mais objetiva aos cirurgiões que poderá no futuro influenciar a forma da realização dos procedimentos cirúrgicos e ajudar a determinar melhor o período de recuperação”, referiu Ricardo Vardasca, investigador da FEUP.
 

Outra mais-valia do uso da termografia é a “identificação dos vasos sanguíneos principais nas situações onde há necessidade de transferência de tecidos/retalhos, facilitando a sua ligação e mais rápida recuperação”, conclui.

 

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O Infarmed vai alertar a população para os riscos da automedicação com omeprazol, um fármaco para a úlcera gástrica e a doença do refluxo gastro esofágico, cuja utilização prolongada sem indicação clínica tem “efeitos adversos importantes a prazo”.
 

O presidente da Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (Infarmed), Henrique Luz Rodrigues, referiu à agência Lusa que está preocupado com a forma como os portugueses estão a consumir este fármaco, da classe dos inibidores da bomba de protões.
 

Este é um medicamento que pode ser vendido sem receita médica e cuja indicação clínica é a úlcera gástrica e a doença do refluxo gastro esofágico. No entanto, os profissionais de saúde têm alertado para outros usos indevidos, como o simples alívio de sensações de enfartamento.
 

Nos primeiros nove meses deste ano, os portugueses adquiriram mais de 2,1 milhões de embalagens de omeprazol. Segundo Henrique Luz Rodrigues, esta é uma “preocupação mundial”.
 

“As pessoas estão a automedicar-se com um medicamento que tem efeitos adversos importantes a prazo”, disse.
 

Para o presidente do Infarmed, a solução não passa tanto pela obrigatoriedade de prescrição médica, mas sim no conhecimento que os doentes devem ter sobre este fármaco e dos riscos que correm ao tomá-lo por iniciativa própria.
 

“Uma das preocupações do Infarmed é fazer essa pulgação”, referiu, revelando que este organismo vai avançar com uma campanha de sensibilização, cujo principal objetivo é “melhorar a automedicação”.
 

Henrique Luz Rodrigues alertou para alguns dos riscos da toma prolongada deste fármaco, como a contribuição para a osteoporose nas mulheres.
 

No caso dos doentes com infeções respiratórias, este medicamento “pode contribuir para o agravamento”, acrescentou.
 

Apesar de reconhecer que existem outros medicamentos que também devem merecer a atenção do regulador, Henrique Luz Rodrigues disse que esta campanha vai ser a primeira e deverá começar ainda este mês ou em fevereiro com o objetivo de “alertar para os efeitos adversos e para as alternativas que possam ser benéficas”.
 

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