Radius:
168054d500.jpeg

A comunidade científica tem vindo a aperceber-se que as diferenças entre os homens e as mulheres vão muito para além dos sistemas reprodutores. Um novo estudo publicado no “Journal of Neuroscience Research” sugere que o género influencia a função do sistema nervoso. 

 

Para o estudo, os investigadores do Instituto de Medicina Experimental, na Rússia, analisaram como as variantes de um gene que codifica uma proteína denominada galanina podem influenciar a esclerose múltipla nos homens e nas mulheres. 

 

Estudos recentes constataram que esta proteína está presente em níveis elevados em amostras do tecido cerebral de pacientes com esclerose múltipla. Neste estudo os investigadores, liderados por Victor Klimenko, compararam, em inpíduos saudáveis e com esclerose múltipla, as variantes das sequências de ADN mais e menos ativas que controlam a expressão do gene galanina. 

 

 

Inicialmente os cientistas constataram que não havia diferenças entre os dois grupos. Contudo, quando tiveram em conta o género dos pacientes verificaram que havia uma diminuição de cerca de duas vezes na variante genética menos ativa nos homens saudáveis, comparativamente com as mulheres saudáveis. Adicionalmente, verificou-se que esta variante aumentava a suscetibilidade à esclerose múltipla nos homens, mas não nas mulheres.

 

O estudo apurou ainda que a presença desta variante nos homens estava também associada ao atraso no desenvolvimento da esclerose múltipla. Na verdade, verificou-se que a taxa de progressão da doença estava significativamente acelerada nas mulheres portadoras da variante. 

 

Victoria Lioudyno, uma outra autora do estudo, refere que espera que estes achados fomentem o desenvolvimento de estratégias personalizadas para a prevenção e tratamento da esclerose múltipla, devendo estas ter em conta a contribuição específica do género das variantes do gene galanina para a suscetibilidade e progressão da doença.

 

Eric Prager, o editor-chefe do “Journal of Neuroscience Research”, refere que atualmente a neurociência está numa encruzilhada. Na sua opinião, este estudo conclui inequivocamente que o género é uma das varáveis a ter em conta e que os investigadores não se devem apenas basear em animais do sexo masculino e células, uma vez que podem ser ocultadas diferenças chave que podem influenciar os estudos clínicos. 

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A. 

f08d74a262.jpeg

Investigadores americanos desenvolveram um novo dispositivo que pode revolucionar o transporte de fármacos para o tratamento do cancro, assim como para outras doenças.

 

Lyle Hood, da Universidade do Texas, nos EUA, referiu que o problema da maioria dos sistemas de transporte de fármacos é o facto de ser necessária uma dose mínima para que o tratamento seja eficaz. Por outro lado, existe também um limite para a quantidade de fármaco que pode estar presente no organismo de modo a este não ser prejudicial para o paciente. 

 

Como resultado destas limitações, os pacientes necessitam de doses frequentes de determinados fármacos, as quais são conseguidas através da toma diária de comprimidos ou da administração intravenosa. Este sistema desenvolvido em colaboração com investigadores do Instituto de Investigação de Houston Methodist, nos EUA, não necessita de nenhuma destas abordagens, uma vez que é um pequeno sistema de transporte implantável.

 

O investigador explica que o sistema consiste numa cápsula implantada que contém no seu interior um fármaco e utiliza cerca de 5000 nanocanais para regular a taxa da sua libertação. Desta forma é possível administrar a quantidade adequada de fármaco. 

 

A cápsula pode administrar doses medicinais durante vários dias ou algumas semanas. De acordo com Lyle Hood, este sistema pode ser utilizado para qualquer tipo de doença que necessite de uma administração localizada ao longo de vários dias ou algumas semanas. Estas características tornam este sistema especialmente útil para o tratamento do cancro, enquanto uma versão maior do dispositivo, que foi originalmente desenvolvida por Alessandro Grattoni do Instituto de Investigação de Houston Methodist, pode ajudar a tratar doenças, como a provocada pelo VIH, ao longo de um ano.

 

Lyle Hood refere que no caso do VIH é possível bombardear o vírus com fármacos até ao ponto de o paciente não ter mais infeção e não apresentar sintomas. No entanto, se o paciente interromper o tratamento, a quantidade dos fármacos no organismo diminui para níveis inferiores à dose eficaz e o vírus é capaz de se tornar resistente aos tratamentos. 

 

No entanto, uma vez que a cápsula pode fornecer uma administração constante dos fármacos utilizados no combate à infeção provocada pelo VIH a resistência aos tratamentos pode ser assim evitada.

 

Este sistema pode também ser utilizado para administrar cortisona às articulações danificadas para evitar as injeções dolorosas e frequentes, bem como ser utilizado  na administração de imunoterapia para os pacientes com cancro.

 

O protótipo atual do dispositivo é permanente e tem de ser injetado na pele. Os investigadores estão atualmente a trabalhar numa tecnologia de impressão 3-D para produzir uma nova versão totalmente biodegradável do dispositivo, que poderá ser potencialmente engolida.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A. 

606135900c.jpeg

Os inpíduos que consomem diariamente pelo menos 20 g de frutos secos de casca rija têm um menor risco de doença cardíaca, cancro e outras doenças, sugere um estudo publicado no “BMC Medicine”.

 

Os investigadores do Imperial College London, no Reino Unido, e da Universidade de Ciências e Tecnologia Norueguesa, na Noruega, analisaram 29 estudos realizados em todo o mundo que envolveram 819.000 participantes, incluindo mais de 12.000 casos de doença arterial coronária, 9.000 de casos de acidente vascular cerebral, 18.000 casos de doença cardiovascular e cancro e mais de 85.000 mortes. 

 

Com base na análise destes estudos, os investigadores constataram que o consumo diário de 20 g de frutos secos de casca rija, o equivalente a uma mão cheia, diminuía o risco de doença arterial coronária em cerca de 30%, o risco de cancro em 15% e o risco de morte prematura em 22%.

 

Os investigadores também verificaram que o consumo diário de 20 g de frutos secos de casca rija reduzia em cerca de metade o risco de morte por doença respiratória e a diabetes em cerca de 40%. Contudo, os cientistas referiram que existem menos dados sobre a relação destas doenças e o consumo de frutos secos de casca rija.

 

Embora as populações estudadas apresentassem  algumas variações, nomeadamente incluíam inpíduos que viviam em diferentes regiões ou com diferentes fatores de risco, os investigadores descobriram que o consumo de frutos secos de casca rija estava associado a uma redução do risco de doença na maioria das populações.

 

O estudo incluiu todos os tipos de frutos secos de casca rija, como avelãs e nozes, e também amendoim, uma leguminosa. O investigador explicou que o que torna os frutos secos de casca rija tão benéficos é o seu valor nutricional. Os frutos secos de casca rija e os amendoins são ricos em fibra, magnésio e gorduras polinsaturadas, nutrientes que diminuem o risco de doenças cardiovascular e que podem reduzir os níveis de colesterol.

 

Alguns frutos secos de casca rija, particularmente as nozes e as nozes de pecan também são ricas em antioxidantes, que podem combater o stress oxidativo e possivelmente reduzir o risco de cancro. Apesar dos frutos secos de casca rija terem uma elevada quantidade de gordura, também são ricos em fibras e proteínas. Alguns estudos sugerem que estes frutos podem realmente reduzir o risco de obesidade ao longo do tempo.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

d844adfb11.jpeg

Uma investigadora da Universidade do Minho (UMinho) recebeu uma das mais prestigiadas bolsas na investigação em saúde mental, e pretende identificar novos biomarcadores do declínio cognitivo inerentes ao envelhecimento, neurodegeneração e exposição ao stress crónico, anunciou aquela instituição.

 

Num comunicado ao qual a agência Lusa teve acesso, a academia minhota referiu que a bolsa atribuída a Neide Vieira, de 32 anos e a fazer o pós-doutoramento no Instituto de Investigação em Ciências da Vida e da Saúde (ICVS), na Escola de Medicina da Universidade do Minho, em Braga, distingue os jovens investigadores "mais promissores do mundo" naquela área de estudo.

 

A investigadora pretende "apoiar novas estratégias para prevenir, retardar e reduzir" o declínio cognitivo.

 

"Os mecanismos moleculares subjacentes ao envelhecimento e as doenças associadas, como as neurodegenerativas, não são ainda completamente conhecidos. Acredita-se que se prendam em parte com a desregulação do equilíbrio proteico no interior das células, ou seja, que diferentes proteínas se apresentem em maior ou menor quantidade, conduzindo a uma disfunção celular", explicou Neide Vieira no comunicado.

 

A UMinho explica que "o estudo das proteínas envolvidas na manutenção daquele equilíbrio é, por isso, essencial" pelo que um dos objetivos da investigação de Neide Vieira é "compreender como a expressão e função de certas proteínas muda durante o envelhecimento e na presença de fatores ambientais de risco".

 

A investigadora pretende avaliar "de que forma estas alterações podem afetar negativamente o sistema nervoso central, nomeadamente a memória e a aprendizagem, através da desregulação da neurotransmissão".

 

A "NARSAD Young Investigator Grant" foi atribuída pela Brain & Behavior Research Foundation, EUA, a entidade que mais apoia a pesquisa em neurobiologia no mundo, tendo o júri de avaliação incluído dois Prémios Nobel. 

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

aa9e5362bd.jpeg

Os casos de pacientes de estabelecimentos privados que chegam aos hospitais públicos, a meio de tratamentos, por terem esgotado os ‘plafonds’ dos seguros estão a ser analisados pela Entidade Reguladora da Saúde.

 

O secretário de Estado da Saúde, Fernando Araújo, referiu em entrevista à TSF e à qual a agência Lusa teve acesso, que está preocupado com a situação, salientando que os “doentes não podem ser prejudicados” e, prometendo “para breve regras que definam, com transparência e equidade, o acesso destes utentes que vêm do setor privado”.

 

“Estamos preocupados. Temos estado atentos, através da entidade reguladora, que tem aqui funções e responsabilidades muito específicas, e também temos de discutir com a Ordem dos Médicos porque também aqui do lado dos médicos, (…) temos de perceber qual é a informação que é dada aos doentes nalguns privados e o grau de compromisso que é assumido, de modo a percebermos se a relação médico/doente não está a ser colocada em causa nesta abordagem”, disse.

 

Segundo o secretário de Estado da Saúde, todos os hospitais estão a ser confrontados com casos de doentes que chegam a meio de tratamentos dos hospitais privados por terem atingido os limites dos ‘plafonds’ dos seguros de saúde, nomeadamente em casos de oncologia e outros relacionados com patologias com tratamentos mais caros.

 

“É transversal a todos os hospitais. Fala-se muito em oncologia, mas temos outras patologias com terapêuticas mais dispendiosas. Temos de ter uma abordagem transversal neste âmbito. O doente não pode ser o prejudicado. Se alguma coisa correu mal neste processo temos que saber porquê, tentar reverter ou impedir novos casos semelhantes, mas não podemos prejudicar o utente”, referiu

 

Para Fernando Araújo, os utentes “terão prioridade dentro do nível de tratamento e dentro do tempo que precisam para as diferentes etapas”.

 

“Temos de ter a clara abordagem e a clara informação sobre o que é referido ao doente, o tipo de compromisso assumido, a responsabilidade e perceber no âmbito global do SNS [Serviço Nacional de Saúde] como isto tem de ser tratado com justiça, mas sobretudo com enorme transparência”, concluiu.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

Sorry, this entry is only available in European Portuguese.

cbc6f75fe7.jpeg

A flora intestinal pode desempenhar um papel importante no desenvolvimento da doença de Parkinson, um achado que pode conduzir ao desenvolvimento de novas estratégias terapêuticas para esta doença neurodegenerativa, sugere um publicado na revista “Cell”.
 

A doença de Parkinson afeta aproximadamente um milhão de pessoas e 1% da população dos Estados Unidos com mais de 60 anos de idade. Esta condição é causada pela acumulação da proteína α-sinucleína com conformação alterada nos neurónios, conduzindo a efeitos particularmente tóxicos em células produtoras de dopamina localizadas em regiões cerebrais que controlam o movimento. Como consequência, os pacientes apresentam movimentos lentos e comprometimento da marcha. As terapias de primeira linha atuais centram-se no aumento dos níveis de dopamina no cérebro. Contudo, este tipo de terapias podem causar efeitos colaterais graves e frequentemente perdem eficácia ao longo do tempo.
 

Com o intuito de encontrar tratamentos mais seguros e mais eficazes, os investigadores do Instituto de Tecnologia de Califórnia, nos EUA, decidiram focar-se na flora intestinal.
 

Os pacientes com doença de Parkinson têm uma flora intestinal alterada e problemas gastrointestinais, como a obstipação, que muitas vezes surgem anos antes dos défices motores se desenvolverem. Adicionalmente, tem-se verificado que os microrganismos intestinais influenciam o desenvolvimento neuronal, capacidades cognitivas, ansiedade, depressão e autismo. Contudo, ainda não existem evidências do papel dos microrganismos intestinais nas doenças neurodegenerativas.
 

No estudo, os investigadores, liderados por Sarkis Mazmanian, desenvolveram ratinhos geneticamente modificados com sintomas semelhantes à doença de Parkinson os quais foram colocados em gaiolas normais ou num ambiente sem microrganismos.
 

Os investigadores constataram que os animais criados em gaiolas sem microrganismos apresentavam menos défices motores e uma menor acumulação de agregados proteicos com uma conformação alterada nas regiões cerebrais envolvidas no controlo do movimento.
 

O estudo apurou também que o tratamento com antibióticos produziu um efeito semelhante ao do ambiente sem microrganismos, no que diz respeito à melhoria dos sintomas motores em ratinhos como predisposição para doenças do tipo da doença de Parkinson.
 

Contudo, quando os ratinhos criados em gaiolas sem microrganismos foram tratados com ácidos gordos de cadeia curta ou receberam transplantes fecais de microrganismos intestinais de pacientes com doença de Parkinson apresentaram piores sintomas motores.
 

Estes achados sugerem que os microrganismos intestinais exacerbam os sintomas motores, criando um ambiente que pode favorecer a acumulação de agregados proteicos com conformação alterada. Contudo, os cientistas referem que os antibióticos ou transplantes fecais ainda estão longe de serem terapias viáveis.
 

Os cientistas concluem que é importante identificar quais os microrganismos patogénicos que podem contribuir para um maior risco de doença de Parkinson ou para o desenvolvimento de uma sintomatologia mais grave. Em estudos futuros os investigadores vão também tentar identificar quais as bactérias que poderão proteger os pacientes de um declínio motor. A identificação de espécies ou metabolitos microbianos que estão alterados na doença de Parkinson podem funcionar como biomarcadores de doenças ou mesmo como alvos de fármacos.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

8626c05997.jpeg

Investigadores austríacos desenvolveram células produtoras de insulina através da utilização de fármacos utilizados no tratamento da malária, dá conta um estudo publicado na revista “Cell”.
 

A diabetes tipo 1 é caracterizada pela incapacidade do pâncreas em produzir insulina. Na verdade, o próprio sistema imunológico deixa de reconhecer as células beta, que são habitualmente responsáveis pela produção de insulina, ataca-as e destrói-as.
 

As células alfa e beta formam, juntamente com pelo menos três outros tipos de células altamente especializadas, as chamadas ilhotas de Langerhans no pâncreas, os centros de controlo do organismo para a regulação da glucose no sangue.
 

A insulina, a hormona produzida pelas células beta, sinaliza a diminuição da glucose no sangue, enquanto o glucagon produzido pelas células alfa tem o efeito oposto. Contudo, estudos anteriores demonstraram que as células alfa podem-se transformar em células produtoras de insulina em casos de extrema destruição das células beta, com a ajuda de um regulador epigenético, o Arx.
 

Stefan Kubicek, um dos autores do estudo, refere que o Arx regula muitos genes que são importantes para o normal funcionamento das células alfa. Apesar de estudos anteriores já terem sugerido que o Arx era necessário para a transformação das células, os investigadores ainda não sabiam se existiam outros fatores no organismo que influenciavam este processo.  
 

Para excluir esses fatores, os investigadores do CeMM, na Áustria, desenvolveram linhas celulares alfa e beta e isolaram-nas do seu ambiente. Verificou-se que a ausência do Arx era suficiente para fornecer identidade às células alfa e que não eram necessários outros fatores.
 

Posteriormente os investigadores testaram o efeito de vários fármacos, já aprovados, nas linhas celulares desenvolvidas. O estudo apurou que as artemisininas, um grupo de fármacos utilizados no tratamento da malária, tinham o mesmo efeito que a perda do Arx. Deste modo, as artemisininas transformam as células alfa em células semelhantes às células beta produtoras de insulina.
 

As artemisininas modificam as células alfa através da ligação a uma proteína, a gefirina. Esta proteína ativa os recetores GABA, que são como que interruptores centrais da sinalização celular. No final de uma longa cadeia de reações bioquímicas, os recetores GABA desencadeiam a produção de insulina.

 

Stefan Kubicek refere que apesar de o efeito a longo prazo das artemisininas necessitar de ser testado, acredita que a descoberta deste grupo de fármacos e do seu modo de ação pode ser a base de uma nova terapia para a diabetes tipo 1.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

636d25b4dd.jpeg

O antibiótico, ustekinumab, utilizado no tratamento da psoríase pode estar a neutralizar um dos mensageiros inflamatórios do sistema imunitário que afinal pode ser útil na batalha contra a doença, sugere um estudo publicado na revista “Nature Communications”.
 

A psoríase é uma doença inflamatória da pele caracterizada por uma severa descamação da pele em áreas que podem ser pequenas ou do tamanho da palma da mão. Estima-se que a doença afete entre dois a três por cento de todos os europeus.
 

Acredita-se que a doença seja causada devido ao mau funcionamento do sistema imunológico. O tratamento da psoríase passa pela eliminação dos mensageiros de inflamação. O anticorpo ustekinumab, utilizado no tratamento da doença desde 2009, liga-se a duas interleuquinas (IL) a 12 e 23 inibindo consequentemente os seus efeitos supostamente pró-inflamatórios. Este anticorpo é especialmente utilizado para combater as placas psoríase em pacientes que não respondem às terapias superficiais.
 

Os estudos desenvolvidos nos últimos dez anos têm de facto demonstrado que a IL-23 é a força motriz dominante da psoríase. Contudo, neste estudo os investigadores do Helmholtz Zentrum München, da Universidade de Munique, na Alemanha e da Universidade de Zurique, na Suíça, sugerem que a IL-12 tem um efeito positivo na pele afetada pela psoríase.
 

Os investigadores, liderados por Burkhard Becher, começaram por utilizar modelos experimentais para analisar a influência da IL-12 e da IL-23 nas células da pele. Verificou-se que a IL-12 ativa um programa protetor nas próprias células da pele e evita a infiltração de determinadas células imunitárias patogénicas (os linfócitos T produtores de IL-17), que inibem a reação inflamatória.
 

De acordo com o investigador, estes achados indicam que, contrariamente à IL-23, a IL-12 tem um efeito positivo na pele afetada pela psoríase. Uma vez que o ustekinumab é utilizado rotineiramente no tratamento da psoríase e como este anticorpo neutraliza tanto a IL-23 como a IL-12 deve ser realizada uma análise mais aprofundada ao facto de o efeito sobre a IL-12 ser ou não contraproducente.
 

Os cientistas planeiam realizar no futuro mais estudos para averiguar se a IL-12 pode também ter um efeito positivo noutros sintomas.
 

Stefan Haak, um outro autor do estudo, conclui que alguns dados clínicos apoiam a hipótese de que a inibição específica da IL-23 / IL-17 seria, provavelmente, uma alternativa mais direcionada.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

cca4d69486.jpeg

Cerca de 78% da população portuguesa tem insuficiência de Vitamina D, dá conta um estudo liderado por uma equipa multidisciplinar de investigadores do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS) e do Centro Hospitalar e Universitário do Porto – Hospital de Santo António (CHUP-HSA).
 

Segundo a notícia avançada pelo sítio na Universidade do Porto (UP), o estudo liderado por Andreia Bettencourt, investigadora do Laboratório de Imunogenética e da Unidade Multidisciplinar de Investigação Biomédica (UMIB) do ICBAS, alerta ainda para a elevada prevalência de deficiência grave de Vitamina D, que afeta quase metade (48%) da população estudada.
 

O estudo publicado no “Journal of Steroid Biochemistry and Molecular Biology”, que caracterizou pela primeira vez os níveis de vitamina D numa população adulta saudável em Portugal, contou com a participação de 198 inpíduos do Norte de Portugal, com idades entre os 18 e os 67 anos.
 

Os investigadores constataram que os inpíduos entre os 36 e 50 anos apresentavam mais deficiência vitamínica, e foi encontrada uma correlação negativa entre os índices de massa corporal e os níveis de Vitamina D, ou seja, quanto maior o índice de massa corporal, mais baixos eram os níveis de Vitamina D. Não foram encontradas diferenças entre os géneros.
 

De acordo com a notícia da UP, a percentagem de inpíduos com insuficiência de vitamina D flutua ao longo do ano, apresentando no verão o valor mais baixo (62%), e atingindo no inverno valores de cerca de 95%.
 

No entanto, os valores encontrados no verão são surpreendentemente elevados, sugerindo que apesar de Portugal ser um país com muito sol (a principal fonte de produção da vitamina) e grande exposição solar, muitas pessoas não se expõem os 10 a 15 minutos diários considerados suficientes para serem mantidos os níveis ideais de Vitamina D.
 

Níveis deficientes de vitamina D estão associados a maior risco de infeções, doenças autoimunes, oncológicas e cardiovasculares. O estudo alerta assim para a necessidade de implementação de uma estratégia eficaz para prevenir a sua deficiência e insuficiência.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.