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Decorreu hoje, na Reitoria da Universidade Nova de lisboa, no Campus de Campolide, a última intervenção de Francisco George enquanto Diretor-Geral da Saúde  intitulada “44 anos de Serviço Público”.

Consulte aqui a apresentação efetuada.

Fonte Original: Direção-Geral de Saúde

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URGUS РUnidade do SNS para o acompanhamento de utentes no processo de reatribui̤̣o sexual

Fonte Original: Direção-Geral de Saúde

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Um novo estudo apurou que as crianças obesas hospitalizadas devido a uma crise de asma correm um risco maior de serem novamente hospitalizadas.

O estudo que foi conduzido por uma equipa de investigadores da Universidade de Tóquio, do Instituto Nacional de Investigação da Saúde e Desenvolvimento da Criança, em Tóquio, Japão, e outras instituições japonesas, teve como objetivo investigar o impacto da obesidade em crianças hospitalizadas com uma crise de asma aguda.

Tanto a asma como a obesidade são problemas de saúde comuns em crianças.

Para o efeito, os investigadores contaram com as notas de alta hospitalares de 38.679 crianças com idades compreendidas entre os 3 e os 8 anos e que tinham sido diagnosticadas com asma.

As crianças foram pidias em grupos, de acordo com o peso, o qual foi classificado de acordo com as diretivas da Organização Mundial da Saúde: abaixo do peso normal, peso normal, excesso de peso e obesidade. A equipa identificou 3.177 crianças como tendo o peso abaixo do normal, 28.904 com peso normal, 3.334 com excesso de peso e 3.264 como sendo obesas.

Os investigadores compararam as readmissões hospitalares, necessidade de cuidados intensivos, custos médios totais de hospitalização e duração do internamento entre os quatro grupos de crianças.

Foi apurado que as crianças do grupo obeso apresentavam uma maior possibilidade de readmissão hospitalar no espaço de 30 dias após receberem nota de alta, bem como passarem mais tempo internadas do que as crianças do grupo de peso normal.

Relativamente à necessidade de cuidados intensivos e custos totais de hospitalização não se registaram diferenças significativas.

Os autores do estudo concluíram assim que perante os resultados, é muito importante a prevenção da obesidade pediátrica.

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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Uma equipa de investigadores está a utilizar as propriedades bioativas dos pigmentos que conferem a cor vermelha ao vinho do Porto e aos frutos vermelhos, denominados antocianinas, em cosméticos para a prevenção e cuidados da pele, anunciou a agência Lusa.

As antocianinas, que são consideradas bons antioxidantes, estão associadas à prevenção de doenças e ao combate ao envelhecimento precoce, disse à Lusa o investigador Nuno Mateus, do Laboratório Associado REQUIMTE, sediado no Departamento de Química e Biologia da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP).

Segundo o investigador, estas atuam na captação de radicais livres, em propriedades antimicrobianas e em atividades de cicatrização e quimio-preventivas. No entanto, a sua estabilidade é "muito afetada por fatores como o pH, a luz e a temperatura".

Devido a isso, para além das antocianinas nas suas formas nativas (com cor vermelha), os investigadores vão utilizar alguns dos seus derivados, que sejam mais estáveis, mas que mantenham a bioatividade e exibam cores atrativas (como o laranja e o azul), para incorporar os produtos de prevenção e cuidados de pele.

Para testar os compostos desenvolvidos, a equipa utiliza um sistema elétrico não-invasivo que permite quantificar a adesão celular, a proliferação, a mobilidade e a resposta celular a um estímulo externo, denominado ECIS (“Electric Cell-substrate Impedance Sensing”).

Este método possibilita igualmente induzir danos (como por exemplo uma ferida num modelo de pele), registar o processo de cicatrização e monitorizar de forma contínua mono-camadas de células, que desempenham um papel essencial na regulação do livre movimento de moléculas entre os diferentes tecidos.

"Em várias doenças, assim como nos estados inflamatórios, estas barreiras ficam comprometidas, e desta forma, a monitorização da permeabilidade de células tratadas com compostos naturais é de elevado interesse", disse o investigador.

Alguns dos próximos passos do projeto passam por estudos de proteção do envelhecimento celular da pele na presença dos derivados de antocianinas e os danos UV, o seu efeito no crescimento do microbiota da pele e a otimização das formulações finais e estudos da estabilidade à luz, temperatura e humidade.

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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A Beira Baixa é uma das regiões mais envelhecidas dos países da OCDE, segundo um relatório que retrata Portugal como um dos países com mais idosos e que está a envelhecer mais rapidamente.

Segundo apurou a agência Lusa, o relatório “Prevenir o Envelhecimento de Forma Desigual”, da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), revela que a população está a envelhecer de forma cada vez mais acelerada e que as gerações mais jovens irão viver situações de maior desigualdade na velhice.

Portugal não é exceção e surge como uma das regiões com mais idosos, mas também um dos cinco países onde a população está a envelhecer mais rapidamente, ao lado da Coreia do Sul, Grécia, Itália e Espanha, revela o estudo onde o Japão é apontado como o mais envelhecido.

“As regiões da OCDE com maior percentagem de idosos, que excede as médias nacionais, são a Evrytania, na Grécia (33%), Akita, no Japão (32%), Halliburton, no Canada (31%), Orense, em Espanha (39%), Beira Baixa, em Portugal (29%), e Savona, em Italia (28%)”, lê-se no documento hoje pulgado.

Os futuros idosos vão viver mais tempo, mas estarão em situações mais persas: haverá quem tenha estado desempregado em algum momento da sua vida e vivido com salários baixos, enquanto outros terão desfrutado de rendas mais altas e empregos mais estáveis.

O relatório analisou também as pensões e descobriu que em um terço dos países da OCDE mais de 85% das desigualdades salariais acabam por se refletir nas pensões. Portugal surge neste grupo ao lado de países como a Turquia, Finlândia, Itália, Espanha, França ou Alemanha.

Além de rendimentos díspares, os relatores falam também em desigualdades na educação, saúde e emprego que começam a aumentar a partir de idades precoces: “Um homem de 25 anos com formação universitária pode esperar viver quase mais oito anos do que alguém com a mesma idade, mas com menos formação académica”.

Portugal volta a surgir no capítulo sobre saúde para ser apresentado como um dos cinco países que em 2014 apresentava maiores disparidades regionais de camas hospitalares, juntamente com o Canada, Polónia, Turquia e os EUA.

“A região do Alentejo tem muito poucas camas e médicos – respetivamente, nove e dez por cada mil idosos”, lê-se no documento que aponta como medida positiva os programas educacionais para os adultos que foram lançados nos últimos anos.

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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Programa Nacional de Vacina̤̣o 2017 РVacina̤̣o contra a rub̩ola de mulheres em idade f̩rtil

Fonte Original: Direção-Geral de Saúde

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As células cancerígenas que sobrevivem ao tratamento contra o cancro utilizam o sistema imunitário para despertarem e impulsionarem o seu crescimento, apontou um novo estudo.

O estudo conduzido por uma equipa de investigadores do Instituto de Investigação do Cancro, em Londres, outras instituições de Leeds e Surrey, Inglaterra, e ainda dos EUA, revelou pistas sobre a forma como o sistema imunitário perde a sua capacidade para controlar o cancro, e como é que poucas células cancerígenas se podem tornar fatais após um longo período de dormência.

Mas, no entanto, há luz no fundo do túnel, descobriram os investigadores. O estudo revelou também que a imunoterapia poderá ser uma forma eficaz de evitar a recipa, através da recuperação da resposta imunitária do organismo.

Para o estudo, os investigadores observaram a resposta imunitária em ratinhos que tinham recebido quimioterapia e cujo cancro se encontrava dormente. Após um longo período alguns dos ratinhos sofreram recipas locais agressivas, apresentado a situação clínica de muitos tipos de tumor.

Após terem conduzido vários ensaios, os investigadores concluíram que a recipa se devia à “subversão” de dois elementos fundamentais do sistema imunitário: as células “natural-killer” (NK) e um químico conhecido como necrose tumoral-alfa (TNF-Alfa).

A equipa demonstrou assim que após o tratamento, as células cancerígenas resistentes tinham subvertido o sinal químico TNF-Alfa, fazendo com que passasse de agente antitumoral e de suporte imunitário a fator de crescimento cancerígeno.

Foi também descoberto o mecanismo que faz enfraquecer a capacidade de patrulhamento, tanto das células T como das NK.

Os cientistas observaram que as células cancerígenas resistentes se encontram cobertas por uma quantidade elevada de uma molécula denominada PD-L1, a qual por seu turno interage com outra molécula conhecida como PD-1 nas células imunitárias, instruindo as células T para não as atacarem.

Seguidamente, a equipa administrou um inibidor da PD-1 ou do TNF-Alfa e observou que este tratamento fez atrasar ou mesmo evitar a recipa do cancro nos ratinhos.

“Este fascinante novo estudo ajuda a explicar por que razão o sistema imunitário de um paciente é por vezes eficaz contra as células cancerígenas, enquanto noutras alturas não o é”, comentou Alan Melcher, coautor do estudo.

“Também demonstra que há muito mais a aprender sobre a natureza das células cancerígenas que se mantêm dormentes como forma de resistirem aos efeitos exterminadores dos tratamentos para o cancro. Devem ocorrer alterações nessas células que as tornam melhores a manipular o sistema imunitário – e perceber que isso pode levar a novas opções de tratamento para evitar recipas”, concluiu.

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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Um novo estudo revelou que os pacientes submetidos a neurocirurgia com início em período noturno, entre as 21 horas e as 7 horas da manhã, têm uma maior propensão para sofrerem complicações em comparação com os pacientes cuja cirurgia tenha iniciado mais cedo.

Estudos anteriores tinham já demonstrado que a relação entre a gestão cirúrgica e médica de doenças à noite conduzia a piores resultados, como a cirurgia colorretal, angioplastia coronária, transplantes e outras.

Este estudo, dedicado aos procedimentos neurocirúrgicos, teve como base 15.807 pacientes que tinham sido submetidos a neurocirurgia entre 2007 e 2014 no Sistema de Saúde da Universidade de Michigan, EUA. Foram identificadas 785 complicações através de relatórios de morbilidade e mortalidade elaborados pelos neurocirurgiões.

Como resultado, foi verificado que a possibilidade de complicação aumentou em 50% com os procedimentos que tinham iniciado entre as 21 horas e as 7 horas da manhã, mesmo tendo em conta se se travava de uma intervenção eletiva ou de emergência. Naturalmente, à medida que o período pós-horas avançava as cirurgias tendiam mais a ser de emergência.

Relativamente à duração da cirurgia, a percentagem de complicações foi ainda maior com períodos mais tardios. Os investigadores explicaram que as complicações pós-horas não são menos severas que as complicações não pós-horas; no entanto são muito mais comuns.

Os autores admitem que apesar de o efeito pós-horas poder ser uma explicação possível para o risco acrescido de complicações com o início das cirurgias a horas mais tardias, podem haver outras explicações. Os pacientes tratados fora das horas normais poderiam estar mais doentes do que os tratados durante as horas normais, por exemplo, causando mais complicações.

A equipa considera assim que é muito importante perceber se o início da intervenção cirúrgica poderá estar associado a complicações relacionadas com os procedimentos neurocirúrgicos.

“Precisamos de continuar a estudas esta relação se queremos minimizar as complicações relacionadas com as cirurgias”, concluiu Aditya Pandey, autor principal do estudo.

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A utilização de um método psicossocial que pode demorar uns breves três minutos fez com que os pacientes no internamente revelassem uma maior satisfação com o tempo passado no hospital, indicou um novo estudo.

A técnica conhecida como BATHE (cujas siglas significam “Background, Affect, Trouble, Handling & Empathy”) foi concebido com o intuito de melhorar a relação entre o médico e o paciente, e para ter uma duração de entre três minutos e uma hora. Um recurso mnemónico possível em português para esta técnica poderia ser HAPeLE (para Histórico, Afetar, Problema, Lidar e Empatia).

A técnica BATHE é usada nos EUA no contexto da consulta externa. Para este estudo, Claudia Allen e equipa da Faculdade de Medicina da Universidade da Virginia, EUA, decidiram experimentar a técnica em pacientes no internamento.

Os investigadores aplicaram a técnica numa unidade de internamento durante um ano, entre 2014 e 2015. Os pacientes receberam, aleatoriamente, os cuidados convencionais, centrados nos planos de tratamento e recuperação da doença ou problema do paciente, ou a técnica BATHE.

Foi verificado que os pacientes que tiveram uma breve conversa diária com o médico através da técnica BATHE tenderam a classificar os cuidados médico recebidos como excelentes e apresentaram um grau de satisfação elevado com a sua estadia hospitalar.

Os pacientes que receberam a técnica BATHE deram uma avaliação global de 4,77, numa escala de 1 a 5, enquanto que os que receberam os cuidados convencionais deram uma pontuação global de 4 pontos, o que significa uma diferença significativa em termos estatísticos.

Esta melhoria na satisfação dos pacientes não ocorreu devido a passarem mais tempo com o médico, pois quando foram solicitados a avaliarem o tempo despendido pelo médico com os mesmos, a diferença na classificação entre os que receberam a técnica e os que não a receberam não foi significativa.

A diferença aqui foi na perceção dos pacientes em relação ao médico, que “demonstrou um interesse genuíno em mim enquanto pessoa”.

Com a técnica BATHE, o médico estimula o paciente a falar sobre qualquer preocupação que este tenha, e o médico responde com empatia e encorajamento. Uma vantagem da técnica é que “não exige que o médico faça alguma coisa radicalmente diferente ou que acrescente algo totalmente adicional”, explicou Claudia Allen.

Finalmente, os médicos consideraram que a técnica BATHE pode poupar tempo pois os pacientes que a receberam pediram menos atenção adicional devida a ansiedade por parte dos médicos ou enfermeiros.

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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Uma equipa de investigadores que está a desenvolver um “kit” para permitir diagnosticar e melhorar a monotorização da depressão através de uma análise ao sangue, venceu o BfK IDEAS 2017, anunciou a agência Lusa.

O “kit” está a ser desenvolvido por uma equipa de três investigadoras do Instituto de Inovação em Saúde i3S e dois elementos da Unidade de Transferência de Tecnologia do Instituto designada MyRNA Diagnostics, e resultou de uma colaboração entre o i3S e uma equipa de médicos psiquiatras da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP).

Tendo em conta que o diagnóstico da depressão é atualmente baseado em entrevistas clínicas e não existem testes complementares de diagnóstico, que possam ser aplicados como rotina na clínica, a equipa apresentou uma ideia de negócio baseada num “kit” destinado a diagnosticar a depressão através de uma análise ao sangue.

“Os prestadores de cuidados de saúde mental sentem necessidade de utilização de métodos sensíveis e específicos para melhorar a percentagem de pacientes com depressão (superior a 300 milhões em todo o mundo) que recebem tratamento eficaz (inferior a 50%)”, sublinha a equipa.

De acordo com os investigadores, o projeto “deteta e quantifica um painel específico de biomarcadores moleculares numa amostra de sangue, o que permite um diagnóstico quantitativo e uma melhor monotorização da doença”.

“Os resultados do nosso produto são analisados por um algoritmo e serão fornecidos dentro de 24 a 48 horas após a colheita de sangue. A solução permite aos clínicos basear a suas decisões terapêuticas num teste biológico quantificável, diminuindo a prescrição excessiva, melhorando a precisão do diagnóstico e permitindo a monitorização da doença durante a terapêutica”, explicam.

Para a equipa “MyRNA Diagnostics”, o facto de o projeto ter sido distinguido com o primeiro prémio do BfK IDEAS 2017 significa “um apoio crucial nesta fase do processo para fazer chegar este produto até ao mercado e até aos que mais precisam, que são os pacientes”.

A missão do Programa Born From Knowledge (BfK) é promover, pulgar e premiar a produção de conhecimento e inovação em Portugal, dando visibilidade ao investimento em Ciência e ao seu impacto económico e social.

ALERT Life Sciences Computing, S.A.