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Este foi o repto do Primeiro-Ministro António Costa, que estimulou os portugueses a praticarem mais atividade física, assumindo o desafio de contribuir para transformar Portugal num país que se assume como modelo de vida ativa saudável. Veja aqui um extrato da intervenção de António Costa.

Fonte Original: Direção-Geral de Saúde

Uma equipa de investigadores está a desenvolver um novo método oral que é diretamente administrado no intestino delgado evitando os picos de glicose no sangue após as refeições.

O novo método, que se demonstrou bem-sucedido em ensaios pré-clínicos em ratazanas, poderá vir a substituir a cirurgia bariátrica ou cirurgia da obesidade, um tipo de intervenção cirúrgica que além de tratar a obesidade, pode também reverter a diabetes de tipo 2 nos pacientes com ambas as doenças.

No entanto, apesar das melhorias substanciais na qualidade de vida e saúde do paciente oferecidas por aquela intervenção cirúrgica, a mesma continua a ser relativamente pouco procurada, segundo um dos investigadores do estudo, Ali Tavakkol, codiretor do Centro de Gestão do Peso e da Cirurgia Metabólica do Hospital Brigham and Women’s, EUA.

O investigador e colegas propuseram-se assim procurar um tratamento que fosse menos invasivo, mas eficaz como a cirurgia, de forma a encorajar mais pacientes obesos e com diabetes de tipo 2 a procurarem aquele tipo de tratamento.

A equipa começou por procurar um material que apresentasse as propriedades ideias de adesão ao intestino delgado, mas que se dissolvesse no espaço de algumas horas. O sucralfato, um fármaco usado no tratamento de úlceras gastrointestinais foi o material eleito.

O sucralfato foi modificado, tendo-se tornado num material com capacidade de revestir a parede intestinal, mas sem necessitar de ácido gástrico. Os investigadores batizaram-no de LuCI, que consiste nas iniciais de “Luminal Coating of the Intestine”, ou revestimento luminal do intestino. O LuCI pode ser transformado num pó e posto dentro de uma cápsula ingerível.

“O que desenvolvemos aqui é essencialmente, ‘cirurgia em forma de comprimido’”, explicou Yuhan Lee, cientista de materiais e coautor do estudo. “Utilizámos uma abordagem de bioengenharia para formular um comprimido que possuem boas propriedades de adesão e que consegue aderir bem ao intestino num modelo pré-clínico. E os seus efeitos dissipam-se umas horas mais tarde”, continuou.

Com efeito, os investigadores observaram que uma hora após a administração do LuCI em ratazanas, a resposta à glicose diminuiu em 47%. Esta resposta foi temporária e três horas mais tarde, os efeitos da cápsula tinham desaparecido.

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

Um novo estudo indicou que as temperaturas moderadas e extremas fazem aumentar o risco de acidentes ocupacionais.

O calor e o frio foram já associados a um maior risco de acidentes de trabalho. No entanto, os estudos sobre o tema são limitados em termos de casos analisados e de área geográfica abrangida. Mais, nunca se tinha avaliado o impacto económico destes eventos.

O estudo que foi conduzido por investigadores do Instituo de Saúde Global de Barcelona (ISGlobal), Espanha, incluiu dados sobre cerca de 16 milhões de acidentes ocupacionais, ocorridos em toda a Espanha, entre 1994 e 2013 e que resultaram pelo menos num dia de perda de trabalho.

Èrica Martínez, investigadora que liderou o estudo, comentou que “a exposição a temperaturas moderadas e extremas poderão ter exercido um papel em mais de meio milhão dos acidentes no local de trabalho que ocorreram durante o período do estudo”.

Com efeito, a análise da equipa que efetuou o estudo indicou que ocorreram diariamente cerca de 60 acidentes relacionados com a temperatura ambiental e que provocaram a perda de pelo menos um dia de trabalho. Isto contou para 2,7% de todos os acidentes de trabalho em toda a Espanha.

Relativamente à exposição a extremos de frio e calor, o risco de acidente aumentou em 4% e 9%, respetivamente.

Segundo Èrica Martínez, não se percebeu bem os mecanismos biológicos subjacentes à ligação entre a exposição a extremos na temperatura ambiental e os acidentes de trabalho. Os tipos mais comuns são fraturas ósseas e ferimentos superficiais, o que sugere uma possível falta de concentração ou de cálculo, afetando assim a segurança do trabalhador.

Adicionalmente, os efeitos da temperatura ambiental não se ficaram pelo dia da exposição aos mesmos; foi observado um padrão de atraso no impacto, possivelmente devido à acumulação do cansaço e desidratação, observados nos dias que se seguiram.

O impacto económico dos acidentes de trabalho relacionados com a temperatura ambiental foi de 360 milhões de euros anuais, o que representa 0,03% do PIB da Espanha, com as temperaturas moderadamente elevadas a contribuírem mais para as perdas económicas.

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

Os filhos de pais que os criticam muito tendem a prestar menos atenção às emoções transmitidas pelas expressões faciais, demonstrou um estudo.

“Estes achados sugerem que as crianças com um progenitor altamente crítico poderão evitar prestar atenção aos rostos que expressam qualquer tipo de emoção”, disse Kiera James, autora principal do estudo, da Universidade de Binghamton, EUA.

Como consequência, “este comportamento poderá afetar a sua relação com os outros e poderá ser uma das razões pelas quais as crianças expostas a elevados níveis de críticas encontram-se em risco de problemas como depressão e ansiedade”, acrescentou a investigadora.

Os investigadores propuseram-se analisar, assim, os efeitos das críticas dos pais sobre o processamento e atenção por parte dos filhos às expressões faciais de emoção.

Para o estudo, Kiera James e equipa contaram com a participação de pais de crianças com sete a 11 anos de idade, aos quais foi pedido que falassem sobre os seus filhos durante cinco minutos. O que os pais disseram foi avaliado relativamente a níveis de críticas aos filhos por parte dos pais.

Os investigadores mediram ainda a atividade cerebral das crianças, enquanto observavam uma série de imagens de rostos que expressavam diferentes emoções.

A equipa descobriu que os filhos de pais que eram altamente críticos demonstravam menos atenção para todas as expressões faciais emotivas do que os filhos de pais menos críticos.

“Sabemos por estudos anteriores que as pessoas têm uma tendência para evitarem coisas que as fazem sentir desconfortáveis, ansiosas ou tristes porque esses sentimentos são desagradáveis. Sabemos também que as crianças com um pai crítico têm mais tendência a usarem estratégias de enfrentarem que consistem em evitar, quando encontram dificuldades do que as crianças sem um pai crítico”, disse a investigadora.

O facto de darem menos atenção a expressões de emoção poderá ser uma forma de as crianças evitarem a exposição a expressões críticas e, por conseguinte, os sentimentos de desprazer que possam associar às críticas dos pais. Isso poderá evitar que estas crianças reconheçam também expressões positivas nas pessoas que as rodeiam.

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A Direção-geral da Saúde (DGS) declarou o fim do surto de sarampo da região Norte, com ligação ao hospital de Santo António, indicando que o último caso se registou em 29 de abril.

Segundo noticiou a agência Lusa, a DGS afirmou que a declaração do fim do surto ocorreu depois de se respeitarem dois períodos de incubação da doença sem novos casos confirmados, ou seja, 42 dias.

Dos 112 casos confirmados entre fevereiro e final de abril deste ano, 103 tiveram ligação ao surto do hospital de Santo António, no Porto, e todos se encontram curados.

Houve ainda nove casos com coincidência temporal com o surto do Santo António, mas que tiveram origem em dois casos importados e não ligados com aquele surto.

Apesar deste surto e de dois outros simultâneos registados em 2017, a DGS lembra que Portugal continua a “manter o estatuto de país com eliminação do sarampo”, conferido pela Organização Mundial de Saúde, dado o “controlo rápido dos casos”, que “indica que não se estabeleceu circulação do vírus” no país.

A existência de surtos na Europa leva a DGS a indicar aos profissionais e serviços de saúde para manterem um “elevado grau de suspeição clínica” para detetar precocemente casos, porque há a possibilidade de importação de novos casos da doença.

Mais de mil casos de sarampo foram registados por mês, em média, no último ano em 30 países europeus, num total superior a 13 mil casos.

Segundo um relatório recentemente publicado pelo Centro Europeu de Controlo de Doenças, em abril deste ano houve pelo menos 1.708 casos de sarampo na região europeia, com a Itália e a Alemanha a revelarem um aumento particular de casos.

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Cientistas identificaram um possível alvo para uma vacina contra a sífilis, pulgou a agência Lusa.

A sífilis, uma doença sexualmente transmissível, é a segunda maior causa de abortos espontâneos e nados-mortos no mundo, tem sido difícil de estudar porque, ao contrário de outras patologias provocadas por bactérias, não pode ser reproduzida em laboratório em placas de Petri ou em ratinhos.

Além das pessoas, o único animal suscetível à doença é o coelho, que elimina rapidamente a infeção, pelo que novos coelhos têm de ser regularmente infetados para manter ativa uma estirpe da "Treponema pallidum", a bactéria que causa a sífilis.

Por outro lado, a bactéria na origem da doença, transmissível por contacto sexual, é muito delicada, sendo por isso difícil de manobrar em laboratório.

O estudo conduzido por uma equipa de microbiólogos da Universidade de Connecticut, EUA, analisou geneticamente a bactéria da sífilis recolhida de amostras de doentes da Colômbia, EUA e República Checa, concluindo que as estirpes bacterianas eram bastante semelhantes, com poucas diferenças genéticas.

Os cientistas suspeitaram que os poucos genes mutantes da bactéria expressavam o tipo de proteínas que andavam à procura: aquelas que habitualmente estão na membrana externa de uma bactéria e que são a forma de o sistema imunitário reconhecer um invasor bacteriano.

Usaram então um programa de modelação computacional para conceber um modelo das proteínas que os genes mutantes expressam e depois produziram-nas em laboratório.

Posteriormente, criaram os anticorpos para essas proteínas e verificaram que estes anticorpos atacavam a membrana exterior intacta da bactéria "Treponema pallidum".

Finalmente, a equipa partiu da pista dada pelos genes mutantes para procurar e encontrar os genes que codificam para proteínas da membrana exterior da bactéria que nunca se alteram, pois as proteínas que sofrem muitas mutações para se esconder do sistema imunitário não são boas candidatas a uma vacina.

Em Portugal, o mais recente Inquérito Serológico Nacional, de 2015-2016, apontou uma prevalência da sífilis em 2,4% dos adultos portugueses com 18 ou mais anos.

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Um estudo recente demonstrou que os bacteriófagos poderão ser uns promissores substitutos dos antibióticos na gestão das bactérias prejudiciais gastrointestinais.

Os bacteriófagos são vírus que não infetam os humanos e naturais inimigos das bactérias, podendo atuar sobre bactérias específicas. Foi ainda observado que estes vírus promovem o desenvolvimento de bactérias benéficas que melhoram a saúde gastrointestinal, a função imunitária e os processos anti-inflamatórios.

Conduzido por Taylor C. Wallace da Universidade George Mason, e Tiffany Weir, da Universidade do Estado do Colorado, ambas nos EUA, o estudo foi dos primeiros a conduzirem ensaios clínicos sobre vírus que exterminam bactérias nocivas gastrointestinais.

Para o estudo, os investigadores contaram com a participação de 31 pessoas que apresentavam no início do ensaio clínico problemas gastrointestinais significativos, mas sem um diagnóstico específico de doença gastrointestinal.

Os participantes foram pididos em dois grupos, aos quais foram atribuídos, durante quatro semanas, um tratamento com bacteriófagos ou um placebo. Posteriormente, os grupos foram submetidos a um período de descanso, seguido de mais quatro semanas em que receberam o tratamento oposto ao que tinham recebido.

O grupo do tratamento recebeu quatro estirpes de bacteriófagos que eliminam especificamente a bactéria E. coli. Os participantes do grupo toleraram o tratamento muito bem, não tendo sido relatados efeitos adversos.

Foram observadas reduções no marcador inflamatório interleucina 4, que está associado a respostas alérgicas, assim como em várias espécies de bactérias nocivas e aumento de bactérias benéficas para a saúde.

“Usar vírus que infetam apenas tipos específicos de bactérias faz poupar as muitas boas bactérias nos intestinos que estão ligadas a numerosos resultados benéficos para a saúde a longo prazo. Demonstrámos pela primeira vez que o tratamento com bacteriófagos não apresenta efeitos secundários aparentes, pelo menos com o uso de curta duração”, comentou Taylor Wallace.

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A disfunção erétil indica um maior risco de doenças cardiovasculares, independentemente de outros fatores de risco, como fumar, colesterol elevado e hipertensão, apurou um novo estudo.

“Os nossos resultados revelam que a disfunção erétil por si só é um potente prognosticador do risco cardiovascular”, confirmou Michael Blaha, investigador sénior do estudo, da Faculdade de Medicina Johns Hopkins em Baltimore, EUA.

Para o estudo, o investigador e colegas seguiram 1.914 homens, com idades compreendidas entre os 60 e os 78 anos, durante quatro anos.

Durante o período de acompanhamento, ocorreram 115 ataques cardíacos fatais e não-fatais, acidentes vasculares cerebrais (AVC) fatais e não-fatais, paragens cardíacas e mortes cardíacas súbitas.

Uma maior proporção dos homens que tinham relatado ter disfunção erétil (6,3%) teve mais ataques cardíacos, AVC e paragens cardíacas do que os que não tinham reportado ter disfunção erétil (2,3%).

Mesmo após terem efetuado o ajuste relativo a outros fatores de risco para doenças cardiovasculares, o mesmo mantinha-se elevado nos homens com disfunção erétil, sendo quase o dobro do dos homens que não tinham relatado problemas de ereção.

Os investigadores consideram que estes achados sugerem que a disfunção erétil constitui um importante sinal de risco cardiovascular em homens de meia-idade e que os médicos deveriam prescrever rastreios cardiovasculares a todos os homens que se apresentem com aquele problema.

Igualmente, os investigadores recomendam todos os homens que tenham disfunção erétil a consultarem um cardiologista.

A disfunção erétil atinge cerca de 20% dos homens com mais de 20 anos, indicaram estudos anteriores.

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Vários estudos apresentados no congresso “Nutrition 2018” que decorreu em Boston, EUA, demonstraram eficácia na redução do risco de várias doenças como diabetes e cancro.

Como se sabe, a alimentação exerce influência significativa sobre a nossa saúde. No congresso foi possível verificar a influência benéfica do consumo dos ovos, cogumelos, nozes-pecãs, os produtos láteos fermentados, o café e os legumes e os frutos vermelhos sobre a incidência de várias doenças.

Os ovos podem reduzir fatores de risco da diabetes: um estudo da Universidade da Virgina, EUA, de 12 semanas sobre pessoas com excesso de peso ou obesas com pré-diabetes ou diabetes de tipo 2 revelou que o consumo diário de um ovo melhorava significativamente os níveis de glicose no sangue em jejum e a resistência à insulina. Mais, o consumo de ovos não demonstrou aumentar substancialmente os níveis e colesterol.

As nozes-pecãs podem reduzir os fatores de risco metabólico: um estudo da Universidade Tuffs, EUA, demonstrou que o consumo de um pequeno punhado de nozes-pecãs todos os dias, em adultos saudáveis com excesso de peso e mais de 45 anos de idade, tinha feito diminuir os fatores de risco metabólico. Estes incluíam glicose no sangue, resistência à insulina e melhor função das células produtoras da insulina.

Os produtos lácteos reduzem o risco de cancro colorretal: um estudo da Universidade do Estado de Oregon, EUA, com 101.677 pessoas com idades entre os 54 e os 83 anos, descobriu que os que consumiam produtos lácteos magros ou fermentados (como o iogurte) apresentavam o menor risco de cancro colorretal.

Legumes e frutos vermelhos ajudam a reduzir o risco de Parkinson: um estudo da Universidade de Rush, EUA, monitorizou 706 pessoas durante uma média de 4,6 anos e revelou que o consumo abundante de legumes, especialmente folhosas verdes, e de frutos vermelhos (mas não outros frutos) pode fazer decrescer o risco de Parkinson e desacelerar a progressão da doença em idosos.

Componentes de cogumelos comestíveis combatem a inflamação: um estudo da Universidade de Agricultura de Nanquim, China, e da Universidade de Massachusetts, EUA, demonstrou que os polissacarídeos PPEP-1 e PPEP-2 dos cogumelos comestíveis podem inibir respostas inflamatórias induzidas.

Finalmente, o café beneficia o fígado: um estudo da Universidade Johns Hopkins que contou com mais de 14.000 pessoas, com 45 a 64 anos de idade, apurou que o consumo de três ou mais cafés por dia pode reduzir o risco de hospitalização devido a doença no fígado, em comparação com quem nunca consome café.

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Investigadores portugueses colaboraram na descoberta de novas alterações genéticas associadas ao aparecimento da doença de Parkinson e da demência associada a esta doença, segundo um estudo internacional.

A investigação descobriu pela primeira vez variações no gene LRP 10 em doentes com doença de Parkinson e Demência de Corpos de Lewy, que são doenças neurodegenerativas cujas causas são ainda desconhecidas.

“Esta descoberta abre uma nova janela sobre os mecanismos moleculares dessas doenças neurodegenerativas comuns e pode abrir caminho para a identificação de novos biomarcadores e novas terapias modificadoras da doença", diz o líder da equipa de investigadores, Vincenzo Bonifati, do Centro Médico Erasmus de Roterdão.

A investigação contou com a participação de investigadores portugueses do serviço de neurologia do hospital de Santa Maria, da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa e do Instituto de Medicina Molecular.

Segundo uma nota enviada à agência Lusa, os investigadores portugueses lembram que, embora os casos de origem genética destas doenças sejam raros, “a identificação de novos genes é de elevada importância para o melhor conhecimento das alterações cerebrais que causam a doença e para o desenvolvimento de novos medicamentos”.

O artigo publicado recentemente na revista “Lancet Neurology” associa defeitos no gene LRP 10 com o desenvolvimento de doença de Parkinson ou de Demência de Corpos de Lewy.

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