Radius:

Uma equipa de investigadores identificou prognosticadores claros da necessidade de alterar o nível de insulina e de oscilações na hemoglobina glicada (A1C) em jovens com diabetes de tipo 1.

A gestão da diabetes de tipo 1 nos primeiros anos após o diagnóstico pode ser bastante problemática. As necessidades de insulina mudam ao longo das várias etapas da vida: infância, puberdade, início da idade adulta e posteriormente.

Lori Laffel, autor sénior do estudo do Centro da Diabetes Joslin, e equipa daquela instituição e da Universidade de Harvard, EUA, acompanharam jovens pacientes com diabetes de tipo 1 durante um período de 20 anos, e conseguiram identificar prognosticadores do aumento dos níveis de A1C, assim como formas de melhorar o controlo da glicemia em jovens.

Os investigadores recrutaram 635 crianças e jovens, com 7 a 24 anos de idade e monitorizaram as oscilações nas doses de insulina e níveis de A1C dos jovens participantes ao longo de duas décadas.

A equipa analisou as doses de insulina e de controlo da glicemia por idade, regime de insulina (bomba ou injeção), e peso (normal ou excesso de peso/obesidade). Foram ainda identificados os fatores clínicos associados à alteração na glicemia ao longo do tempo.

Como resultado, foi apurado que no fim da adolescência e início da idade adulta (16 e 24 anos de idade), os níveis de A1C eram mais elevados nas raparigas do que nos rapazes.

As doses de insulina eram mais elevadas nas raparigas do que nos rapazes entre os 8 e os 13 anos de idade, mas mais elevadas nos rapazes do que nas raparigas entre os 16 e os 21 anos. O estudo demonstrou ainda a necessidade de ter em atenção a deterioração glicémica que ocorre a partir dos 15 anos até ao início da idade adulta, especialmente nas raparigas.

Mais, os utilizadores de bombas de insulina requeriam menos doses de insulina e apresentavam níveis mais baixos de A1C ao longo do tempo, em relação aos utilizadores de injeções, sendo, portanto, as bombas mais eficazes no controlo da glicemia.

Relativamente ao peso, não se observou diferenças nos níveis de A1C entre os pacientes com peso normal e os com excesso de peso ou obesos. No entanto, estes últimos pacientes tomavam doses mais elevadas de insulina entre os 8 e os 13 anos.

Este estudo demonstra a forma como os médicos podem otimizar o controlo da glicemia até ao início da idade adulta dos pacientes.

“Os resultados deste estudo oferecem mais evidência sobre a necessidade de se ser mais agressivo no aumento das doses de insulina atempadamente para combater o aumento dos níveis de A1C observados durante a infância e adolescência”, concluiu Lori Laffel.

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Est√£o abertas as candidaturas ao Pr√©mio de Sa√ļde P√ļblica Francisco George, que visa distinguir trabalhos e estudos de investiga√ß√£o, in√©ditos e inovadores, em temas de sa√ļde p√ļblica de relevante interesse e impacto para a defesa da sa√ļde p√ļblica. A apresenta√ß√£o das candidaturas decorrer√° at√© 31 de agosto.

O pr√©mio a atribuir √© pecuni√°rio, no montante de 5 mil euros, sendo que o j√ļri poder√° ainda atribuir men√ß√Ķes honrosas, at√© ao m√°ximo de duas. Apenas ser√£o admitidos trabalhos e estudos de investiga√ß√£o in√©ditos, ou seja, todos aqueles que at√© √† data da sua aprecia√ß√£o pelo j√ļri n√£o tenham sido previamente publicados ou premiados em concurso por outra entidade.

O m√©rito dos trabalhos e estudos de investiga√ß√£o ser√° apreciado tendo em conta o car√°cter de originalidade, excel√™ncia, aplicabilidade ou utilidade futura, a possibilidade da sua replica√ß√£o, e a sua relev√Ęncia e impacto na defesa da sa√ļde p√ļblica.

O pr√©mio e as men√ß√Ķes honrosas, caso tenham sido atribu√≠das, e respetivos diplomas, ser√£o entregues em cerim√≥nia p√ļblica a realizar no Dia Mundial da Sa√ļde, assinalado a 7 de abril.

Esta iniciativa do Minist√©rio da Sa√ļde foi tornada p√ļblica no dia 20 de outubro de 2017, data em que Francisco George cessou as fun√ß√Ķes de Diretor-Geral da Sa√ļde, por limite de idade.

Para saber mais, consulte:
Despacho n.¬ļ 9242/2017 – Cria o Pr√©mio de Sa√ļde P√ļblica Francisco George e aprova o respetivo Regulamento

Secretaria-Geral da Sa√ļde – Pr√©mio de Sa√ļde P√ļblica Francisco George

Fonte Original: Dire√ß√£o-Geral de Sa√ļde

Uma sondagem norte-americana revelou que a escolha do vestuário dos médicos perante os pacientes poderá afetar os níveis de satisfação dos mesmos.

Conduzida por investigadores liderados por Christopher Petrilli, da Faculdade de Medicina da Universidade de Michigan, a sondagem revelou que o estilo de vestuário médico importa mais do que os profissionais de saúde e pacientes possam pensar.

Mais de metade dos 4.602 pacientes que responderam à sondagem admitiram que o que o médico veste é importante, com mais de um terço a afirmar que isso influencia mesmo o seu nível de satisfação com os cuidados recebidos.

Os investigadores pediram que os participantes observassem imagens de médicos e médicas com sete diferentes estilos de vestuário, em ambiente de internamento e de consulta externa, cada estilo, com e sem bata branca: casual (calças de ganga e sapatilhas), hospitalar (túnica e calças hospitalares azuis), formal (camisa, calças clássicas e sapatos) e fato clássico.

Para cada fotografia, os participantes deviam dizer se achavam que o médico era conhecedor, confiável, atencioso, acessível e se o vestuário os fazia sentir à vontade, atribuindo uma pontuação.

O estilo formal com bata branca conseguiu a pontuação mais elevada de todos os estilos, sendo especialmente preferido pelas pessoas com mais de 65 anos de idade. O segundo estilo preferido recaiu no vestuário hospitalar com bata, e o estilo formal sem bata.

Quando questionados sobre o que achavam que o seu médico deveria vestir, 44% dos respondentes indicaram vestuário formal com bata branca e 26% vestuário hospitalar com bata branca. Relativamente aos cirurgiões e médicos nas urgências, os participantes disseram preferir vestuário hospitalar apenas (34%), seguido de vestuário hospitalar com bata (23%).

Em relação ao ambiente, 62% dos pacientes consideraram que os médicos deveriam usar bata branca, em contexto hospitalar, e 55% em contexto de consultório. Para os médicos nas urgências, apenas 44% dos respondentes preferiam bata branca.

Relativamente aos fins-de-semana, 44% dos pacientes considerou o vestuário informal apropriado para os médicos em serviço, mas 56% foram neutros ou não concordaram com aquele estilo.

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O consumo de mangas é mais eficaz no alívio da obstipação e redução da inflamação intestinal do que uma quantidade de fibra comparável, indicou um estudo.

O estudo conduzido por uma equipa de investigadores na Universidade de Texas A & M, EUA, revelou que a vantagem demonstrada pelas mangas residirá no seu teor de polifenóis bioativos que ajudam a reduzir os marcadores da inflamação e alteram a constituição do microbioma presente no trato gastrointestinal.

Para o estudo, que durou quatro semanas, os investigadores recrutaram 36 homens e mulheres adultos que sofriam de obstipação crónica.

Os participantes foram aleatoriamente pididos em dois grupos. Os participantes de um grupo consumiram 300 gramas de manga por dia (o equivalente a uma manga) e o outro grupo a quantidade de fibra equivalente à fruta, em forma de pó (uma colher de chá ou cinco gramas de suplemento de fibra de psílio).

No decorrer do estudo, a equipa avaliou a alimentação dos voluntários através de um questionário, de forma a assegurarem que os hábitos alimentares não tinham mudado. Foi verificado que ambos os grupos da manga e da fibra consumiam quantidades equivalentes de calorias, hidratos de carbono, proteínas, gordura e fruta.

Como resultado, foi observada uma melhoria na severidade da obstipação em todos os participantes.

No entanto, as mangas revelaram serem mais eficazes na redução dos sintomas da severidade em relação à fibra. A manga demonstrou melhorar significativamente a frequência, consistência e formato das fezes e melhorou os níveis de ácidos gordos de cadeia curta que indicam uma melhoria na composição intestinal microbiana. Foi ainda observada uma redução nos biomarcadores de inflamação.

“Os suplementos de fibra podem ajudar no tratamento da obstipação, mas não tratam todos os sintomas como a inflamação intestinal”, concluiu Susanne Mertens-Talcott, autora correspondente do estudo.

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O Centro Hospitalar Lisboa Norte (CHLN), perdeu a capacidade formativa em pneumologia para 2019, segundo o mapa de vagas de acesso à especialidade, uma situação inédita naquele centro, como confirmou à agência Lusa a Ordem dos Médicos.

Segundo o bastonário Miguel Guimarães, o serviço de pneumologia do CHLN, que integra o Pulido Valente e o Santa Maria, está a ser avaliado, na sequência de denúncias relativas a situações irregulares, como o caso de internos que estariam a fazer urgência sozinhos, sem tutela de um especialista.

Segundo o mapa de capacidades formativas recentemente publicado, o CHLN deixou de ter vagas também em imunoalergologia e em otorrinolaringologia. No caso da otorrino, já tinha sido tornado público que este Centro Hospitalar não iria formar internos em 2019, também na sequência de um processo em curso na Ordem dos Médicos.

O pneumologista Filipe Froes lembra que o CHLN era a “maior escola de pneumologia de Portugal”, sendo responsável pela formação da maioria dos pneumologistas do sul do país. “É um dos dias mais tristes da minha carreira e um dia de uma enorme vergonha”, afirmou à Lusa o pneumologista do Hospital Pulido Valente.

O especialista lembrou igualmente que o hospital Pulido Valente esteve largos anos no primeiro lugar dos “rankings” nacionais relativos a doenças respiratórias

O bastonário da Ordem dos Médicos frisou que o mapa de capacidade formativa foi avaliado “de forma rigorosa” e que há uma “clara fundamentação” nos casos em que não são atribuídas vagas.

“A capacidade formativa depende da capacidade do serviço. A preocupação da Ordem é garantir que a formação dos especialistas é feita com qualidade. Temos uma elevada qualidade na formação e esse é o nosso principal objetivo”, disse.

Pelo segundo ano seguido, cerca de 700 médicos deverão ficar sem vaga para fazer a sua especialidade, já que o mapa das capacidades formativas tem 1.665 vagas para 2.365 candidatos.

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O antigo ministro da Saúde Paulo Macedo estima que o financiamento da saúde dependerá, no futuro, dos resultados alcançados, indicando que as sociedades aceitarão mais recursos despendidos na saúde se compreenderem o que se pode obter.

“Quando falamos em pactos para a saúde, vale a pena dizer o que a saúde consegue dar à sociedade. E a sociedade estará certamente apta a dar mais recursos”, afirmou no arranque da Convenção Nacional da Saúde.

Para Paulo Macedo, o debate em torno da saúde não deve centrar-se apenas nos meios humanos e técnicos necessários, mas sobretudo nos resultados.

Macedo considera que uma sociedade deve ser avaliada pelo seu rendimento inclusivo, sendo que este é obtido através do crescimento do PIB somado com o aumento da esperança de vida com qualidade, especificou.

Em Portugal, haverá “menos portugueses para tratar, mas não necessariamente menos população (devido aos fluxos migratórios)”, haverá uma população mais envelhecida e com mais necessidade de cuidados, pessoas mais exigentes e a quem também será exigida maior responsabilidade inpidual sobre a sua saúde.

“E teremos um financiamento obtido muito por resultados”, estimou, recordando um documento da Organização Mundial da Saúde sobre os recursos a afetar ao setor e sobre a forma como justificar perante a sociedade os recursos necessários.

A Convenção Nacional da Saúde foi criada com o objetivo de ser “o maior debate nacional de sempre sobre o presente e o futuro da saúde em Portugal” e as cerca de 90 instituições da saúde participantes defendem mais financiamento e a criação de um pacto para o setor.

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O surto de sarampo na Regi√£o Norte com liga√ß√£o ao Hospital de Santo Ant√≥nio, com in√≠cio em fevereiro de 2018, registou o √ļltimo caso em 29 de abril. A declara√ß√£o de fim do surto ocorre agora, a 10 de junho, por se respeitar dois per√≠odos de incuba√ß√£o sem novos casos confirmados (42 dias).

Consulte o Comunicado da Diretora-Geral da Sa√ļde em anexo.

Fonte Original: Dire√ß√£o-Geral de Sa√ļde

No dia 10 de maio de 2018, a Organiza√ß√£o Mundial da Sa√ļde reportou um surto de √Čbola na Rep√ļblica Democr√°tica do Congo, na prov√≠ncia de Equateur (Bikoro, Iboko e Wangata).  Este √© o 9¬ļ surto de √Čbola que ocorre naquele Pa√≠s, onde o v√≠rus foi identificado pela primeira vez em 1976.

A Organiza√ß√£o Mundial da Sa√ļde e outros parceiros internacionais est√£o a apoiar as autoridades da Rep√ļblica Democr√°tica do Congo na resposta ao surto, com disponibiliza√ß√£o de recursos humanos, financeiros e material m√©dico para preven√ß√£o e tratamento da doen√ßa, incluindo vacina√ß√£o dos contactos pr√≥ximos.

Foram implementadas medidas de exit screening nos aeroportos de Kinshasa e Mbandaka.

Para o Centro Europeu de Preven√ß√£o e Controlo de Doen√ßas, a confirma√ß√£o de casos no centro urbano de Mbandaka e na zona do lago Tumba, √°reas com liga√ß√£o ao Rio Congo, aumenta o risco de dissemina√ß√£o a outras prov√≠ncias daquele Pa√≠s e aos pa√≠ses vizinhos, nomeadamente √† Rep√ļblica do Congo e Rep√ļblica Centro Africana. O risco de exposi√ß√£o dos cidad√£os europeus que vivam ou viajem para √°reas em que n√£o tenham sido notificados casos √© atualmente considerado muito baixo.

Os cidad√£os que residam ou visitem as √°reas afetadas pelo surto t√™m baixo risco de serem infetados, se adotarem as precau√ß√Ķes recomendadas: evitar contato com doentes sintom√°ticos, cad√°veres e respetivos fluidos corporais; evitar contato com animais selvagens (incluindo primatas, ant√≠lopes, roedores e morcegos), vivos ou mortos; evitar o consumo de carne de animais selvagens (‚Äúbush meat‚ÄĚ); e higieniza√ß√£o regular das m√£os, entre outras.

A Organiza√ß√£o Mundial da Sa√ļde n√£o recomenda restri√ß√£o de viagens ou de trocas comerciais relativamente √† Rep√ļblica Democr√°tica do Congo.

A Dire√ß√£o-Geral da Sa√ļde est√° a acompanhar a evolu√ß√£o da situa√ß√£o e divulgar√° informa√ß√£o sempre que necess√°rio.

Saiba mais:
http://www.who.int/ebola/situation-reports/drc-2018/en/

Mais informa√ß√Ķes em aqui.

 

Fonte Original: Dire√ß√£o-Geral de Sa√ļde

Um novo estudo poderá ter desvendado os possíveis mecanismos subjacentes às diferenças em termos de sexo na incidência das doenças autoimunes.

Conduzido por Åsa Tivesten, docente de medicina na Academia Sahlgrenska, da Universidade de Gotemburgo na Suécia, e equipa, o achado poderá ser relevante para futuros tratamentos daquele tipo de doenças.

Nas doenças autoimunes, o sistema imunitário produz anticorpos que atacam os tecidos do próprio organismo. Quase todas estas doenças afetam mais as mulheres do que os homens, sendo a diferença particularmente visível no caso do lúpus, em que cerca de 90% dos pacientes são mulheres.

Sabe-se que existe uma ligação entre a testosterona, a hormona sexual masculina, e a proteção contra as doenças autoimunes. Efetivamente, os homens possuem 10 vezes mais testosterona do que as mulheres e encontram-se normalmente mais protegidos contra aquele tipo de doenças.

A testosterona reduz o número de linfócitos B, que são células integrantes do sistema imunitário e libertam anticorpos prejudiciais.

Os investigadores pretendiam perceber a ligação entre a testosterona e a produção dos linfócitos B no baço. Para o efeito conduziram persos ensaios em ratinhos e analisaram amostras de sangue de 128 homens.

Como resultado, verificaram que a ligação entre a testosterona e a produção de linfócitos B estava numa proteína conhecida como BAFF que torna as células B mais viáveis.

A equipa concluiu que a testosterona suprime a proteína BAFF; se se eliminar a testosterona, existirá maior quantidade de BAFF e consequentemente mais linfócitos B no baço. Åsa Tivesten afirmou que a descoberta desta ligação é pioneira.

O achado encaixa com o de um estudo anterior que demonstrava que as variações genéticas na BAFF podem estar associadas ao risco de doenças como o lúpus. O lúpus é tratado com inibidores da BAFF, cujos resultados não são sempre satisfatórios.

Sendo assim, saber como o organismo regula os índices de BAFF é muito importante para que se possa perceber que pacientes poderão beneficiar com os inibidores desta proteína.

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Uma nova abordagem à imunoterapia produziu a remissão total de um cancro da mama avançado que não respondia a todos os outros tratamentos.

O extraordinário resultado foi conseguido através de uma nova abordagem à imunoterapia desenvolvida por uma equipa do Instituto Nacional do Cancro, EUA.

Como se sabe, a imunoterapia emprega as próprias células do sistema imunitário do paciente para lutar contra o cancro.

A nova abordagem à imunoterapia consiste numa forma modificada de transferência celular adotiva (ACT, nas suas iniciais em inglês) e foi já eficaz no tratamento de melanoma que apresenta níveis elevados de mutações. No entanto, este método não se revelou tão eficaz nalguns cancros epiteliais ou que apresentam níveis inferiores de mutações, como o da mama, estômago e esófago.

Neste estudo, a equipa está a desenvolver uma forma de ACT que emprega linfócitos infiltrantes de tumores (TIL) que atuam especificamente sobre as mutações celulares do tumor. O objetivo é fazer regredir os tumores nos tipos comuns de cancro epitelial.

Os TIL selecionados são cultivados em laboratório, em números elevados, e posteriormente injetados de novo no paciente para criar uma resposta imunitária mais forte contra o tumor.

O tratamento foi usado em Judy Perkins, uma norte-americana de 52 anos com cancro da mama em estado avançado com metástases que não respondia a persos tratamentos hormonais e de quimioterapia. A equipa sequenciou o ADN e ARN de um dos tumores da paciente e de tecido normal, para isolar as mutações únicas no cancro da paciente, identificando 62 mutações diferentes.

Seguidamente, a equipa testou diferentes TIL da paciente para identificar os que reconheciam uma ou mais daquelas proteínas com mutações. Os TIL foram injetados de novo na paciente e o resultado do tratamento foi extraordinário, com o cancro em remissão total 22 meses mais tarde. A equipa espera agora que a nova abordagem seja confirmada num estudo maior.

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