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Uma equipa de investigadores descobriu que o tratamento de ratinhos obesos com catestatina, um peptídeo que ocorre naturalmente no organismo, produziu melhorias significativas na sensibilidade à glicose e insulina e ainda fez reduzir o peso dos roedores.

O achado que foi o resultado de um estudo conduzido por uma equipa de investigadores da Faculdade de Medicina de San Diego da Universidade da Califórnia, permitiu identificar o papel desempenhado pela catestatina no recrutamento e função dos macrófagos no fígado, assim como na regulação da inflamação no fígado induzida pela obesidade e na resistência à insulina.

Os macrófagos são células imunitárias especializadas que promovem a inflamação nos tecidos através da segregação de moléculas inflamatórias, o que pode conduzir à resistência à insulina e a doenças metabólicas.

Sushil K. Mahata, investigador neste estudo explicou que “demonstrámos que um peptídeo endógeno, a catestatina, pode suprimir diretamente a produção da glicose dos hepatócitos e pode indiretamente suprimir a acumulação de lipídeos no fígado, assim como a inflamação mediada pelos macrófagos em ratinhos obesos”.

Ao tratarem ratinhos obesos com catestatina, os investigadores observaram que o peptídeo fez inibir o recrutamento de macrófagos derivados de monócitos para o fígado e diminuiu a inflamação. Isto sugere que a catestatina é um peptídeo anti-inflamatório.

O tratamento com a catestatina fez igualmente diminuir o açúcar no sangue e a tolerância à glicose para níveis normais e fez reduzir o fígado gordo.

A catestatina não exerceu efeitos sobre a tolerância à insulina ou glicose em ratinhos magros de controlo, demonstrando assim que este peptídeo só atua em animais obesos. Esta diferença pode ser explicada pelos níveis reduzidos de catestatina nos ratinhos obesos, em relação aos ratinhos magros.

Para confirmar a importância da catestatina que ocorre naturalmente no organismo, a equipa analisou ratinhos com falta do peptídeo. Estes ratinhos comiam mais e eram mais pesados, mas emagreceram quando foram tratados com catestatina. A equipa admite que a catestatina que ocorre naturalmente poderá ajudar o organismo a manter o peso, suprimindo a fome e melhorando a tolerância à glicose.

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Um estudo recente ajudou a perceber a razão pela qual é tão difícil manter um peso saudável após se ter emagrecido de forma substancial.

O estudo que foi conduzido por Cátia Martins, do Departamento de Medicina Clínica e Molecular da Universidade de Ciências e Tecnologia Norueguesa, e equipa, teve por base o acompanhamento de 34 pacientes com obesidade mórbida que participaram num programa integrado de perda de peso e revelou que o problema poderá residir na sensação de fome.

Todos os pacientes pesavam em média 125 quilogramas no início do estudo. Nas três primeiras semanas frequentaram um centro de especializado na abordagem da obesidade, onde praticaram exercício físico regularmente e receberam educação nutricional e apoio psicológico.

Este formato foi repetido a cada seis meses ao longo dos dois anos.

Nas primeiras semanas os participantes perderam cerca de cinco quilogramas. Ao fim dos dois anos todos os participantes tinham perdido uma média de 11 quilogramas. Mas todos sentiam mais fome do que no início do estudo. Em cada 10 participantes, dois, ou seja, 20% conseguiram manter o peso após o emagrecimento.

A chave parece residir no equilíbrio entre as hormonas da fome e da saciedade em quem perde muito peso. De uma perspetiva puramente biológica, dois fatores parecem estar envolvidos: evolução humana e a capacidade de o organismo assegurar a sua sobrevivência. Um é uma hormona, a da fome, e o outro é a capacidade de o organismo conservar energia.

Quando uma pessoa com excesso de peso emagrece, o estômago liberta quantidades elevadas de uma hormona que nos faz sentir fome, a grelina. Os níveis de grelina dos participantes mantiveram-se altos ao longo do estudo, ou seja, não se ajustaram ao novo peso, o que significa que posteriormente tiveram que lidar com uma maior sensação de fome.

Por outro lado, um inpíduo obeso necessita de mais energia para efetuar as funções vitais, mas quando emagrece passa a necessitar de menos pois o corpo é mais leve. No entanto, sentem-se com mais fome porque o corpo está a tentar recuperar o peso perdido, caso necessite. Sobrevivência.

Cátia Martins concluiu que a obesidade é um problema para a vida e como tal deve ser tratada como uma doença crónica em que o paciente deverá receber continuado.

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Uma investigadora desenvolveu um processo que permite retirar o cloreto de sódio da planta marinha salicórnia, tornando-a "mais saudável" e criando assim uma alternativa ao sal, noticiou a agência Lusa.

O projeto denominado Sal Verde foi desenvolvido por Marisa Ribeirinho, da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), no âmbito do seu doutoramento.

"Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), os AVC (Acidentes Vasculares Cerebrais) são causados, na sua maioria, por excesso de cloreto de sódio [sal] no sangue, sendo esta a maior causa de morte a nível global", disse a responsável pelo projeto.

Até 2017, "registou-se na Europa uma percentagem de 27,5% de mortes por AVC", continuou a investigadora, que começou a trabalhar com a salicórnia (conhecida por sal verde ou espargo do mar, devido à semelhança aos espargos verdes) em 2013, quando a planta "não era muito conhecida em Portugal".

Em declarações à Lusa, Marisa Ribeirinho contou que o processo desenvolvido permite igualmente produzir a salicórnia durante todo o ano, contornando assim a questão produção sazonal da planta, que só está disponível no meio natural entre abril e setembro.

"A salicórnia, que tem propriedades medicinais já descritas – antitumoral, diurética e antioxidante – pode ser utilizada como condimento, devido ao seu sabor muito peculiar, que se assemelha a maresia", referiu.

Com o Sal Verde, a equipa participou no BIOTECH_agrifood INNOVATION, um programa de pré-aceleração criado pela Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica do Porto (ESB-UCP), com o apoio da associação Portugal Foods e da Associação Nacional de Jovens Empresários (ANJE).

Este programa tem como objetivo selecionar ideias inovadoras para o setor agroalimentar e apoiar a sua transformação em projetos de negócio.

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O diretor-geral do Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências (SICAD) considerou preocupante o aumento do número de mortes por intoxicação aguda alcoólica, que em 2016 ultrapassou os óbitos por “overdose” de substância ilícitas.

Segundo apurou a agência Lusa, os dados do “Relatório Anual sobre A Situação do País em Matéria de Drogas e Toxicodependências 2016”, pulgados na Assembleia da República, revelam que, em 2016, 45 pessoas morreram devido a intoxicação alcoólica e 27 por “overdose” de substâncias ilícitas.

João Goulão, considerou “muito positiva” a redução de 33% do número de mortes por “overdose” em 2016, face a 2015, sublinhando que Portugal tem das taxas mais reduzidas no contexto europeu.

Mas “qualquer subida de dois ou três casos tem um impacto em termos percentuais muito significativo e as curvas que traduzem essas tendências estavam a infletir no sentido de um aumento” nos últimos dois anos.

Por contraponto, “há um número maior de morte por “overdose” de álcool”, disse João Goulão, observando que, neste momento, já “são mais do que aquelas que são ocasionadas pelas substâncias ilícitas”.

“É um dado preocupante, tal como é o facto de ter havido um aumento da mortalidade rodoviária relacionada com o uso do álcool”, salientou. Também “é significativa” a percentagem de pessoas vítimas de acidente mortais que “tinham taxas de alcoolemia que caem já nos padrões da criminalização”.

Por outro lado, é igualmente “significativo o número de pessoas que foram vítimas de atropelamentos em alguns casos porque estavam alcoolizadas”.

Para mudar estes comportamentos, João Goulão defendeu que tem de haver “um reforço na educação e formação dos cidadãos”.

“Cada vez mais nos focamos naquilo que é o bem-estar, a educação para a saúde, o desenvolvimento de hábitos de vida saudáveis e cada vez menos falamos de substâncias ilícitas” e das suas consequências lamentou.

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No √Ęmbito do Programa Nacional para as Doen√ßas Oncol√≥gicas, a Dire√ß√£o-Geral da Sa√ļde informa que rastreio do cancro colo-rectal √© reconhecidamente uma necessidade, pela morbilidade e mortalidade associada a estas neoplasias, sabendo-se que os programas de rastreio podem ter um impacto significativo na redu√ß√£o de incid√™ncia e de mortalidade.

Esta necessidade foi assumida a nível europeu, tendo sido preconizada a realização com teste primário com pesquisa de sangue oculto nas fezes, na população assintomática entre os 50 e os 74 anos, e sem outros fatores de risco. Nesta estratégia, aos doentes com pesquisa de sangue oculto positivo é proposta a realização de colonoscopia.

Este programa diminui a mortalidade por cancro colo-rectal em aproximadamente 16%, tendo sido demonstrada a sua utilidade através de estudos controlados, em rastreios de base populacional.

 Para mais informa√ß√Ķes consulte aqui a Nota de Imprensa.

Fonte Original: Dire√ß√£o-Geral de Sa√ļde

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A Dire√ß√£o-Geral da Sa√ļde, atrav√©s do Programa Nacional para a Promo√ß√£o da Alimenta√ß√£o Saud√°vel, o Instituto Nacional de Sa√ļde Doutor Ricardo Jorge e as Administra√ß√Ķes Regionais de Sa√ļde, reuniram-se para preparar a atribui√ß√£o de um selo de qualidade √†s padarias empenhadas na redu√ß√£o do sal. Recorde-se que o objetivo apresentado pelo Governo definido para 2021 aponta para uma redu√ß√£o do sal utilizado na confe√ß√£o para 1 grama de sal por 100 gramas de p√£o. 

Fonte Original: Dire√ß√£o-Geral de Sa√ļde

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Um novo estudo sugere que a chave para a prevenção do cancro poderá residir no sistema imunitário e não nas mutações genéticas.

Este estudo, de grandes dimensões, foi conduzido por uma equipa de investigadores na Universidade de Dundee, Escócia, e poderá explicar a razão pela qual os homens são mais propensos a desenvolverem cancro do que as mulheres.

Sabe-se desde há longa data que o cancro pode ser causado por mutações devidas a uma predisposição genética, ao estilo de vida ou a fatores ambientais. A aceção tradicional sobre o aumento da incidência do cancro com a idade pode ser percebida e quantificada se ocorrerem múltiplas mutações numa célula para que a doença se inicie.

Este novo estudo veio, no entanto, sugerir que o envelhecimento do sistema imunitário poderá constituir uma razão bem mais forte para o aumento da incidência da doença com a idade do que a aceção das mutações múltiplas.

Para chegar a esta conclusão, a equipa analisou dados sobre dois milhões de casos de cancro em inpíduos dos 18 aos 70 anos de idade. Seguidamente desenvolveram uma equação matemática para calcular o aumento da incidência do cancro em relação ao declínio do sistema imunitário e comparou-o com perfis etários em 100 tipos de cancro.

O modelo desenvolvido revelou-se mais exato do que a teoria das mutações múltiplas. Como o sistema imunitário normalmente envelhece mais lentamente nas mulheres do que nos homens, foi possível ter em conta a diferença dos sexos na incidência do cancro, algo que as mutações genéticas só por si não conseguem explicar.

Estes achados sugerem que o sistema imunitário, particularmente à medida que envelhece, poderá desempenhar um papel mais significativo do que se pensava. Se esta hipótese for provada em estudos posteriores, poderá ter implicações significativas sobre a prevenção e tratamento do cancro mundialmente.

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Os mecanismos subjacentes aos efeitos benéficos do exercício físico no cérebro também ajudam a combater a gordura e a fortalecer as propriedades anti-inflamatórias do sistema imunitário, indicou um novo estudo.

Conduzido por investigadores do Instituto Karolinska, na Suécia, o estudo poderá conduzir ao desenvolvimento de novos fármacos para a obesidade e diabetes.

“Ligámos as duas partes da expressão ‘mente sã em corpo são’”, avançou Jorge Ruas, investigador neste estudo.

Num estudo anterior na mesma instituição tinha-se demonstrado que os músculos treinados ajudam a limpar o sangue de uma forma semelhante à dos rins e fígado. Através do treino, os músculos conseguem converter o marcador de stress, a quinurenina, em ácido quinolínico. Os inpíduos com depressão e doenças mentais costumam apresentam níveis elevados de quinurenina.

Para este estudo, a equipa decidiu explorar melhor a função do ácido quinolínico em ratinhos que seguiram uma alimentação rica em gordura, fazendo com que ficassem com excesso de peso e níveis de glicose no sangue elevados.

Os ratinhos receberam também uma dose diária de ácido quinolínico que fez com que os ratinhos deixassem de engordar e ficassem com uma melhor tolerância à glicose, sem terem mudado o tipo de alimentação rica em gordura.

A equipa considera que o ácido quinolínico ativou o recetor celular conhecido como GPR35 que está presente nas células adiposas e imunitárias. Isto conduziu as células adiposas a converteram gordura branca em gordura bege que queima energia, bem como fez aumentar as propriedades anti-inflamatórias das células imunitárias.

“Demonstrámos que o ácido quinolínico previne o ganho de peso apesar de um consumo excessivo de energia”, concluiu Jorge Ruas.

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Um estudo recente demonstrou que a aprendizagem ao ar livre é mais benéfica para os alunos, tornando-os mais motivados e abertos para aprenderem.

Conduzido por Ulrich Dettweiler da Universidade de Stavanger, Noruega, e colegas, o estudo teve por base o seguimento de alunos que participaram num programa de estudo de ciências da natureza num centro de investigação, no âmbito de uma semana da investigação, entre 2014 e 2016.

Foram selecionados 281 alunos para o programa, o qual foi baseado no currículo de cadeiras de ciências do ensino secundário.

Os alunos foram preparados para uma semana dentro de uma sala de aula. Depois continuaram no local durante a semana de investigação, tendo culminado numa expedição de investigação com experimentações, durante dois dias.

Tanto antes como após o curso, os alunos responderam a questionários de satisfação e motivação geral em relação à sua autonomia. No fim da semana, partilharam as suas experiências durante a aula ao ar livre.

No contexto pedagógico, as necessidades psicológicas básicas de autonomia e competência, assim como de relações sociais positivas, exercem influências fundamentais sobre o comportamento motivacional.

O estudo demonstrou que o comportamento motivacional em ambos os contextos tinha sido influenciado por aquelas três necessidades, mas a diferentes níveis: as necessidades básicas são atingidas a um grau mais elevado durante o ensino ao ar livre do que em sala de aula. A sensação de algo atingido faz aumentar particularmente a motivação durante o ensino ao ar livro.

A equipa concluiu assim que o ensino ao ar livre com uma metodologia de aprendizagem exploratória em que os alunos têm a liberdade de descobrir a matéria da disciplina através de experimentações organizadas independentemente, faz aumentar a motivação dos mesmos para a aprendizagem e potencialmente exerce benefícios sobre a sua saúde física e mental.

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