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O meu nome √© Cristiana, tenho 24 anos, sou natural do Porto, licenciei-me na Escola Superior de Sa√ļde da Universidade de Aveiro, em 2011, e trabalhei como enfermeira em regime de presta√ß√£o de servi√ßos, numa unidade de cuidados continuados, em Gaia. Atualmente, vivo e trabalho em Inglaterra, no condado de Berkshire.

Defino-me como uma pessoa independente, introvertida, mas muito comunicativa. Aventureira? Talvez. Gosto especialmente de viajar e observar os espa√ßos e as pessoas que os fazem, como constroem o seu ambiente e como o preservam no seu estilo de vida. Gosto de aprender e reaprender o mundo, na sua unicidade m√ļltipla quotidiana. Gosto de experimentar.

Gosto de cuidar, de atentar aos pormenores, de partilhar as vidas e viv√™ncias de cada um que conhe√ßo e julgo que foi neste contexto que desde pequena desejo ser enfermeira. E escrevo o verbo no presente, porque acredito que ser enfermeira, assumir o papel de enfermeira, requer uma constru√ß√£o di√°ria. Nunca me imaginei a exercer qualquer outra profiss√£o, embora nos √ļltimos tempos, essa tenha sido uma quest√£o que venho colocando, na medida em que exercer Enfermagem √© um desafio e risco constante, e no entanto, sinto que nem sempre se √© devidamente recompensado, em termos de condi√ß√Ķes laborais (oh, o eterno problema do sal√°rio ‚Ķ).

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Chamo-me Eliana Silva e tenho 26 anos, sou natural de Leiria.
Conclui a licenciatura em Enfermagem aos 22 anos.
Sou Enfermeira desde 2009, estudei na Escola Superior de Enfermagem de Coimbra. Entre Agosto de 2009 e Julho de 2010, trabalhei essencialmente em fábricas e lojas, em part time, mas não como enfermeira. O meu primeiro trabalho como enfermeira foi em França em 2010.

Cansada de enviar curr√≠culos, fazer entrevistas e n√£o ver resultados, o desejo de melhorar a minha vida, poder construir algo, obter independ√™ncia financeira e poder exercer a minha profiss√£o levaram-me a ver outras solu√ß√Ķes, e porque n√£o sair de Portugal?¬†Sempre gostei de conhecer o desconhecido e de enfrentar desafios, este foi mais um que me coloquei.

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Espero poder esclarecer as d√ļvidas daqueles que devido a conjuntura atual pensam que a emigra√ß√£o pode ser a solu√ß√£o para um futuro com pastos mais verdes, e nesse sentido olham para os diferentes pa√≠ses de l√≠ngua inglesa (normalmente a primeira escolha) como uma op√ß√£o. Penso que pela minha experi√™ncia n√£o s√≥ na Austr√°lia mas como emigrante desde o inicio de 2004, posso ajudar a tomada de decis√Ķes quer sejam estas de encorajamento ou na realiza√ß√£o de que e uma impossibilidade.

australia

Recomendo a leitura do meu primeiro testemunho para o forumenfermagem, porque n√£o vejo o valor de me estar a repetir. Como desde ent√£o, n√£o senti a necessidade de voltar a emigrar, nunca mais voltei a procurar informa√ß√£o sobre o assunto. Embora tenham passado alguns anos, e saiba que houve algumas altera√ß√Ķes na legisla√ß√£o, o processo e muito semelhante. Continua a ser determinante para o sucesso deste processo o teste de ingl√™s, normalmente IELTS (penso que pode ser outro, desde que seja reconhecido) com uma m√©dia de 7 (entre 0 a 9), as tradu√ß√Ķes de documentos necessitam de ser feitas por tradutores certificados e autenticadas pelo English Council. O Visa de elei√ß√£o continua a ser o sub class 457 (patrocinado pela entidade empregadora), a n√£o ser que o registo na Ordem dos enfermeiros tenha melhorado, continua a ser um processo moroso. O que n√£o melhorou, e quanto a isso tenho a certeza, foi o investimento monet√°rio, a √ļltima vez que ouvi falar no pre√ßo do visa acho que estava acima dos 3000 d√≥lares australianos, o que e um aumento de mais de 30% desde 2006-2007. Mas para melhor esclarecimentos aconselho vivamente a consulta do site do Department of Immigration and Citizenship onde poder√£o encontrar tudo o que e necess√°rio para serem bem-sucedidos, alem de informa√ß√£o sobre estilo de vida australiano. Ou ainda diferentes tipos de visa, que poder√£o tornar o processo mais f√°cil.

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Isle of man

Eliana  Firmino é enfermeira numa Nursing Home, em Isle of Man (UK). O seu contacto chegou-nos através do nosso parceiros Best Personnel (link). A seguir apresentamos o testemunho sobre uma experiência num cenário pouco habitual mas interessante.

 

 

ES РDiga-me porquê e como é que tomou a decisão de emigrar para o Reino Unido?

Como é do conhecimento de todos nós, neste momento Portugal encontra-se a atravessar um período de grandes dificuldades. Podemos constatar que neste momento em Portugal os mais afectados estão a ser os jovens, jovens com vontade de trabalhar, de lutar por uma causa, com vontade de ficar naquela que sempre foi a sua nação, fazer por esta o que esta um dia fez por nós, lutar para fazê-la crescer novamente.

Estes jovens portugueses, lutadores e determinados, com um longo percurso acad√©mico v√™m-se obrigados a passar os seus dias a esfolhar o jornal, a percorrer todos os sites da internet √† procura do emprego ideal, a enviar 10, 20, 30 vezes por dia o seu curr√≠culo e no final de tudo deparam-se com a dura realidade…‚ÄĚNingu√©m responde?‚ÄĚ, onde est√° aquela frase educada ‚Äúobrigada pela sua candidatura‚ÄĚ.

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Entrevista para o Emprego Sa√ļde por:
Mónica Sousa
Administradora do grupo do facebook
Grupo Enfermeiros em Portugal e no Mundo

Jo√£o Dias, √© um jovem de 24 Anos. Nasceu em Leiria, onde tamb√©m frequentou o curso de Enfermagem, na Escola Superior de Sa√ļde de Leiria. Define-se como orgulhoso e independente, apaixonado por m√ļsica. Decidiu ser enfermeiro por influ√™ncia da situa√ß√£o de sa√ļde do pai, que o obrigava a visitas regulares a clinicas e hospitais. Aos 24 anos, conseguiu finalmente o reconhecimento do seu Diploma na Alemanha, o que lhe permite trabalhar e ser reconhecido como Enfermeiro, depois de ter trabalhado um ano com um contrato de auxiliar, com as fun√ß√Ķes de Enfermeiro. Est√° atualmente a trabalhar num lar de idosos na cidade de Sinzig na Rep√ļblica Federal da Alemanha.


Jo√£o, porque a Alemanha?

J√° durante o curso discutia com os meus colegas a possibilidade de ir trabalhar para o estrangeiro. Com a situa√ß√£o actual do pa√≠s, era dificil permanecer em Portugal, mas achava que nunca ia sair de l√°…Eu decidi ir para a Alemanha cerca de 6 meses depois de ter acabado o curso. Na altura, ainda procurei ir para outros pa√≠ses, como Inglaterra, B√©lgica e Fran√ßa, mas a Alemanha surgiu como a ‚Äúresposta mais r√°pida‚ÄĚ. A oferta era muito grande, e as respostas eram r√°pidas. Al√©m disso, as ofertas de emprego apresentavam-se ser mais interessantes do que para outros pa√≠ses.

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Entrevista para o Emprego Sa√ļde por:¬†
Mónica Sousa
Administradora do grupo do facebook
Grupo Enfermeiros em Portugal e no Mundo

Quest√Ķes baseadas no artigo de In√™s Almeida
Filipa Mendonça, na rota da diáspora da enfermagem
 


C√°tia Ferreira. 24 anos. Nascida em Baltar, distrito do Porto. Defino-me como Teimosa, faladora quanto baste, divertida e apaixonada por viagens. Durante anos quis ser jornalista, mas aos 18 anos ao ter o meu primeiro contacto com o meio hospitalar, e ao visualizar a capacidade de trabalho de uma equipa que d√° 100% todos os dias para o bem-estar do outro, decidi ser enfermeira, profiss√£o que exer√ßo em Anderlecht, Bruxelas h√° um ano, ap√≥s quatro anos de licenciatura na Escola Superior de Sa√ļde do Instituto Polit√©cnico de Leiria. Aos 24 anos considero me realizada e feliz com a decis√£o de deixar Portugal.

Cátia, quando iniciaste a tua licenciatura em Enfermagem, já perspectivavas seguir uma carreira fora do país?

Sim, frequentei o curso de enfermagem em Leiria durante 4 anos.¬†Quando iniciei a licenciatura em enfermagem, tive esperan√ßa de conseguir trabalho em Portugal, mas a partir do 3¬ļ ano percebi que n√£o ia ser f√°cil e comecei a pensar em alternativas, como trabalhar fora do pa√≠s. Ideia assustadora inicialmente, mas que se foi tornando forte com o passar do tempo, sobretudo depois de realizar Erasmus em Espanha durante 3 meses.


Como chegaste √† op√ß√£o “B√©lgica”?

Decidi escolher a Bélgica depois de uma palestra realizada pela BestPersonnel na minha escola, sobre países que têm mais carência de enfermeiros. Falaram sobretudo de Inglaterra e da Bélgica. Decidi escolher a Bélgica, porque é um país semelhante e próximo de Portugal, e sobretudo porque ouvi testemunhos muito positivos quanto ao modo de vida e de trabalho. Então apostei em aprender francês, inscrevi-me na BestPersonnel e enviei os documentos necessários para trabalhar na Bélgica e depois de 5 meses tinha tudo tratado e a passagem de avião.

Como se processou a escolha do local de trabalho?

Quando me inscrevi na¬†BestPersonnel, respondi a um an√ļncio para cuidados continuados na B√©lgica, depois tive o primeiro contacto com a empresa que me disponibilizou todas as informa√ß√Ķes e op√ß√Ķes de trabalho. Tive uma primeira entrevista online com a pessoa respons√°vel que quis conhecer os meus objectivos, e tamb√©m explicar-me o que era necess√°rio para conseguir a autoriza√ß√£o de trabalho. Passado um m√™s contactaram-me e j√° tinha trabalho em Anderlecht. Os restantes meses foi para tratar de burocracias.

E os primeiros tempos, como foi essa adaptação?

√Č sempre dif√≠cil deixar a cidade que viveste durante anos, mas eu estive sempre muito entusiasmada, queria mesmo come√ßar a trabalhar e ser independente, ent√£o tentei manter a mente aberta.
O primeiro mês é crucial, é o mais difícil como costumo dizer, é quando tens o contacto verdadeiro com a língua, com o trabalho e com as pessoas.
Eu vim com o meu namorado, também ele enfermeiro e ainda hoje consideramos que tivemos muita sorte. A cidade é óptima, muito calma e as pessoas receberam-nos muito bem.
Relativamente à cultura dos belgas apesar de por vezes pensarmos que sim, não é muito diferente da nossa, mas como Bruxelas é um país que se situa no centro da Europa, acabamos por conviver com pessoas de diferentes países o que acaba por ser engraçado conviver com os seus diferentes costumes.
A língua francesa foi o maior obstáculo, porque vinha de Portugal optimista quanto ao meu nível de francês, e quando cheguei à Bélgica, nas primeiras semanas as pessoas falavam tão rápido que só entendia as primeiras palavras. Mas com o passar do tempo, e com a ajuda da equipa com quem trabalho, as coisas foram ficando mais fáceis.


O que é que foi mais complicado de gerir?

Como já referi anteriormente, posso considerar que tive muita sorte, a empresa conseguiu arranjar-me casa antes de chegar à Bélgica, depois tive a companhia do meu namorado em todo o processo e por fim foi também a equipa de trabalho sempre muito acessível, o que facilitou a mudança.
Mas como é óbvio, as lágrimas que deixamos cair quando deixamos a família e amigos foi e continua a ser o mais difícil, mas felizmente que temos as tecnologias como o Skype que facilita muito as coisas! Depois existem sempre as saudades da comida que nunca é a mesma que a mãe faz, e do sol, pois, em Bélgica é praticamente Inverno o ano todo. Mas estes são aspetos que vão sendo ultrapassados com o tempo.

E as diferenças relativamente ao exercício da profissão?

Sim é verdade cheguei a Bélgica só com a experiência dos estágios, e posso afirmar que estamos muito bem preparados. Claro que as primeiras semanas são sempre uma novidade e de constante aprendizagem, porque tens de perceber a organização do serviço, conhecer a equipa, os doentes… mas tem sido muito bom, sobretudo porque os métodos de trabalho, as técnicas são as mesmas que aprendemos na escola, às vezes com uma ou outra diferença, mas quando isso acontece existe liberdade para discutir as diferentes alternativas.

Eu neste momento trabalho no privado, em psiquiatria, nas conhecidas ‚ÄĚnursing Home‚ÄĚ, e as condi√ß√Ķes para os pacientes s√£o muito melhores comparadas com Portugal, h√° todo um cuidado que em Portugal no mesmo tipo de situa√ß√£o n√£o existe. Mas os cuidados e a organiza√ß√£o de trabalho √© semelhante.
Um aspecto onde notei que realmente estamos mais preparados, √© no tratamento de feridas, temos mais conhecimentos, mais vigil√Ęncia e mais assepsia.
Outra grande diferença passa pela burocracia: papéis e dossiers para tudo e mais alguma coisa, perco muito tempo diariamente no que toca a completar e assinar os meus cuidados.
Um aspecto positivo √© que existe abertura e possibilidade de discuss√£o no que diz respeito √† rela√ß√£o enfermeiro ‚Äď m√©dico, o que √© muito satisfat√≥rio.
Tenho que reforçar também que a capacidade de trabalho dos portugueses em relação aos belgas/outras nacionalidades é enorme, observa-se isso diariamente, trabalhamos mais horas se necessário, não faltamos ao trabalho, estamos constantemente disponíveis e trabalhamos rápido e bem, por isso é que gostam tanto dos enfermeiros portugueses e isso é mais um ponto positivo para quem pensa vir trabalhar para a bélgica.

Existe uma presença portuguesa notória em Bruxelas?

Sim, existe uma grande comunidade portuguesa aqui em Bruxelas. Conheço muitos enfermeiros que deixaram Portugal na esperança de um novo começo, existem também muitos cafés, restaurantes e curiosamente existe uma praça que é conhecida como a praça mais portuguesa de Bruxelas, a praça Flagey.

Satisfeita com a escolha?

Estou a gostar muito e tenho a certeza que a fiz a escolha acertada. A bélgica é um óptimo país para viver e trabalhar, a comunidade belga gosta muito dos portugueses e recebem-nos muito bem.
A decisão é difícil, deixar família e amigos… é uma saudade diária, mas temos sempre que acreditar que pode haver um futuro risonho à nossa espera em qualquer lugar do mundo.
Por isso quando vejo as pessoas indecisas se devem ou não lutar por um novo começo, o meu conselho é não desistir, não ter medo, o estrangeiro é uma óptima opção, existem muitos países que querem e gostam muito dos enfermeiros portugueses por tudo: pelo óptimo currículo, formação.. por isso devemos aproveitar e fazer o que mais gostamos..que é cuidar do outro, seja ela inglês, francês, alemão, o importante é a formação e o carinho à profissão e se isso existe, a sorte vai estar do nosso lado.

Entrevista para o Emprego Sa√ļde conduzida por:¬†
Mónica Sousa
Administradora do grupo do facebook
Grupo Enfermeiros em Portugal e no Mundo

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Sorry, this entry is only available in European Portuguese.

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brisbane

Por Ricardo Barbosa, Brisbane

Indo de encontro √†s quest√Ķes de muitos que n√£o encontram resposta em Portugal para aquilo¬†que tanto trabalharam nos anos do curso de enfermagem, e pensam agora em outras possibilidades, tais como sair de Portugal, espero poder satisfazer a vossa curiosidade e de algumaforma poder ajudar a que tomem a melhor decis√£o poss√≠vel para o vosso futuro.

Dos muitos países onde a procura de enfermeiros excede a oferta, Austrália é talvez o mais e o menos atractivo ao mesmo tempo. O menos atractivo porque 30 horas de viajem, é algo que não alicia ninguém, muito menos aqueles que não dispensam do conforto da família e dos amigos. E por isso uma decisão que nos pode tirar algumas noites de sono. E quanto a desvantagens não consigo encontrar nada de relevante que mereça ser referido.

No outro extremo, Austr√°lia √© sem d√ļvida um pa√≠s fabuloso. Aquando da minha decis√£o, o¬†meu conhecimento, n√£o passava da literatura e de algumas opini√Ķes de colegas¬†de profiss√£o com quem¬†convivi¬†durante 2 anos no¬†Reino Unido.

Não posso deixar de referir que o meu gosto por viajar e o meu interesse por outras culturas teve um grande peso na minha decisão. Como é compreensível, muitas duvidas se levantam nestas alturas, e decerto que a quem despertou o interesse em ler estas notas, sabe ao que eu me refiro. Penso que ter passado pela experiência de ter trabalhado noutro pais, neste caso mais perto do tal conforto dos nossos queridos, ajudou a derrotar essas duvidas e receios.

Uma nota, acerca desta decis√£o na minha vida, n√£o foi f√°cil, e aqueles que me acompanharam de perto sabem disso, levou a muitas frustra√ß√Ķes. Muito dinheiro em tradu√ß√Ķes e autentica√ß√Ķes. Muito tempo de espera, e algum tempo a contar os tost√Ķes do bolso… muitas vezes com a impress√£o de que o bolso estava furado.

Uma vez decidido, passei ao passo seguinte, e aqui espero poder esclarecer aqueles que ouvem noticias de boca em boca e por falta de informa√ß√£o tem um conhecimento errado de todo o processo, das condi√ß√Ķes do visa, do emprego…

Para trabalhar em qualquer um dos estados da Austr√°lia, o primeiro passo √© o registo na ordem dos enfermeiros desse estado, ¬†tendo em conta que as¬†regras variam de estado para estado. Tendo nascido e vivido¬†maior parte da minha vida num pais em que a primeira l√≠ngua n√£o √©¬†o ingl√™s, √© certo que um exame de ingl√™s vai ser exigido, a n√£o ser que se apresente experi√™ncia de trabalho comprovada num pais¬†em que a l√≠ngua oficial √© o ingl√™s. Foi o meu caso. Mas o mais certo √© contar com o exame. H√° v√°rios que podem ser feitos, e¬†n√£o h√° um melhor do que outro, o importante e obter a classifica√ß√£o exigida pela ordem, diferentes exames tem diferentes classifica√ß√Ķes, no site da ordem encontram qual a classifica√ß√£o exigida para cada um deles. ¬†No meu caso¬†optei por fazer o¬†International¬†English Language Test System mais conhecido por IELTS, que consiste em 30min a ouvir um texto e a responder as respectivas perguntas (listening), 1h¬†de¬†leitura e interpreta√ß√£o de¬†3 textos (reading), ¬†1h de escrita, dois textos um de 150 palavras um relat√≥rio ou interpreta√ß√£o de um gr√°fico e outro de 250 palavras¬†um coment√°rio sobre um qualquer assunto da actualidade. Seguidos de 15mins numa entrevista, com perguntas de resposta r√°pidas e outras a pedir algum desenvolvimento.

Dependendo da profiss√£o, pode ser requerido classifica√ß√Ķes diferentes, de 0 a 9 no nosso caso temos que atingir 7 de m√©dia e como nota m√≠nima em cada uma das partes do exame 6,5. De referir que muitos nativos da l√≠ngua n√£o atingem o 9, normalmente s√≥ universit√°rios. Por isso para aqueles que tem alguma d√ļvida em rela√ß√£o √† l√≠ngua, e prefer√≠vel¬†uma prepara√ß√£o pr√©via, do que perder alguns euros (n√£o s√£o poucos) no exame, ate porque dar√° mais confian√ßa, necess√°ria pois apesar de n√£o ser dif√≠cil, o tempo voa durante o exame. H√° dois tipos de exames, para n√≥s o que conta √© o acad√©mico, o mais dif√≠cil.

Depois de uma s√©rie de tradu√ß√Ķes, tudo o que tenho est√° traduzido por tradutores oficiais e autenticado pelo British Council no Porto, o que n√£o fica barato, come√ßa o processo de registo¬†na ordem. Em rela√ß√£o¬† √† documenta√ß√£o necess√°ria: curr√≠culo (aconselho a passar os olhos por algum curr√≠culo ingl√™s), curr√≠culo¬†universit√°rio, passaporte, carta da ordem em que est√£o inscritos, possivelmente registo criminal,¬†fotocopia de passaporte. Tudo pode ser encontrado no site da ordem do estado a que se candidatam, no meu caso QNC (Queensland¬†Nursing Council). N√£o posso tecer coment√°rios em rela√ß√£o a outros estados mas Queensland √© possivelmente o estado em que a delonga do processo burocr√°tico √© mais demorada, simplesmente pelo facto de que existem muitas aplica√ß√Ķes a decorrer ao mesmo tempo. Uma boa noticia √© que talvez no final do ano, as ordens se agreguem e n√£o seja necess√°rio passar pelo processo todo outra vez se por ventura mudar de cidade, para um estado diferente.

Entretanto, se a vontade ainda não esmoreceu, pois vão passar meses, sem qualquer resposta, a procura de emprego pode e deve começar de forma a acelerar o processo. Para isto aconselho uma agência. O que eu fiz foi perguntar na ordem dos enfermeiros, instituição credível, qual a melhor agência para me ajudar, de entre tantas que existem. A Oxley foi-me recomendada e posso dizer que foi uma ajuda preciosa. Podem começar por procurar uma agência primeiro, de forma a terem alguma ajuda com a ordem. Não há qualquer gasto, da nossa parte, em estar ligado a uma agência, antes pelo contrário, só nos facilitam o processo, e aconselham de forma termos menos gastos.

Quer a op√ß√£o seja a procura de emprego atrav√©s da net ou atrav√©s de uma ag√™ncia, recomendo uma ag√™ncia, depois do registo na ordem dos enfermeiros, a fase seguinte √© a procura de emprego. ¬†Devo referir que o registo na ordem¬†¬†ser√° apenas tempor√°rio, com a dura√ß√£o de 3 meses, em que exercer√£o sobre a supervis√£o de algu√©m j√° registado, na pratica n√£o passa de papelada, e estar√£o a trabalhar a 100%, mas s√≥ no final desses 3 meses e que poder√£o exercer sem limita√ß√Ķes. Devido a grande car√™ncia de enfermeiros, essa procura deve ser frut√≠fera em pouco tempo, especialmente se no vosso curr√≠culo apresentarem alguma experi√™ncia profissional, e como √© de esperar √© muito mais f√°cil encontrar emprego em grandes aglomerados, Sydney, Melbourne, Camberra, Brisbane, Perth (todas estas cidades s√£o as capitais de diferentes estados, por isso ordens de enfermeiros diferentes, com possibilidade de diferentes requisitos), mas para aqueles que queiram experimentar a verdadeira cultura Australiana, e viajar por s√≠tios remotos e onde a natureza prevalece, existem imensas possibilidades.

Para al√©m da apresenta√ß√£o do n√ļmero da ordem e do curr√≠culo profissional √© imprescind√≠vel 2 refer√™ncias profissionais, para quem ainda n√£o come√ßou a trabalhar, n√£o estou certo, mas talvez tenha que recorrer a 2 professores. Se isto for do agrado da entidade empregadora, passar√£o a fase seguinte onde ser√£o entrevistados pelo clinical manager do servi√ßo a que se candidatam. Correndo bem, passa s√≥ faltar o visa, que ser√° mais 4 a 5 meses.

A¬†raz√£o pela qual deixei o visa para o fim, foi simplesmente porque foi assim¬†comigo. H√° diferentes tipos de visa, e poder√£o encontrar toda a informa√ß√£o necess√°ria no site¬†www.immi.gov.au. Existindo tamb√©m ag√™ncias que vos podem ajudar com todo este processo, mas n√£o acho que seja necess√°rio. De todos os visas que encontrar√£o no site, existem dois¬†diferentes que s√£o os mais utilizados pelos profissionais de sa√ļde. O primeiro Working visa holiday, com a dura√ß√£o de¬†12¬†meses,¬†e mais favor√°vel para quem¬†n√£o est√° a pensar ficar muito tempo no pais, e quer aproveitar ao m√°ximo a estadia, s√≥ lhe e permitido trabalhar por 3 meses em cada local de trabalho. O segundo sub-class 457, ou sponsered visa, a meu ver a melhor op√ß√£o, ¬†pois o hospital¬†patrocina todas as despesas com o visa a troco do compromisso de um ano de contracto, se por acaso, este compromisso terminar ter√£o que¬†deixar o pais. Tal como na ordem dos enfermeiros, o contrato com o hospital √© experimental nos primeiros 3 meses. N√£o havendo, √† partida, problemas no final desses 3 meses, assim como no final dos 12 meses a impossibilidade de renova√ß√£o √© praticamente inexistente. H√° outras possibilidades de visa, mas ter√° que haver algum investimento monet√°rio da vossa parte.

Sei que parece um processo moroso e nada atractivo, e garanto-vos que é certamente bastante frustante, mas pessoalmente gosto de olhar para estas alturas mais difíceis como um investimento que mais tarde dera os seus frutos. Posso-vos assegurar que a colheita está a ser boa.

Quanto a minha experi√™ncia pessoal, estou a viver em Brisbane (www.ourbrisbane.com), uma cidade que estou a adorar, e pelos vistos n√£o sou o √ļnico, para quem gosta de n√ļmeros, aquando da minha chegada o fluxo de pessoas, tanto estrangeiros como australianos, era de 900 pessoas por semana, penso na altura¬†uma das¬†cidade com maior crescimento populacional no mundo, e sem d√ļvida a maior na Austr√°lia. Sendo a maior em termos de espa√ßo territorial, levando a que n√£o pare√ßa uma grande cidade pois esta espalhada, n√£o havendo, aparte as principais ruas, espa√ßos com grandes¬†edif√≠cios, prevalecendo as casas t√©rreas. Dominada por espa√ßos verdes, e serpenteada por um rio onde se avistam golfinhos. Para muitos, comparada com Sydney e Melbourne n√£o √© t√£o atractiva, n√£o tem tanta variedade cultural. Mas como em tudo, as opini√Ķes divergem, e eu considero-me um sortudo por ter aterrado aqui. A principal raz√£o desta escolha foi o clima, praticamente sem inverno, com uma temperatura¬†entre os 20-30 graus praticamente todo o ano. ¬†Por exemplo, hoje esta¬†um excelente dia de inverno, 25 graus. O grande sen√£o deste clima¬†√© a falta de √°gua, um dos grandes problemas com que a Austr√°lia se debate, sendo o estado de Queensland, particularmente a zona de Brisbane a parte que mais sofre com a seca, levando a que o governo tome alguns decis√Ķes restritivas quanto ao consumo de agua. Pessoalmente, acho que todos dever√≠amos pensar nisso.

Culturalmente há diferencias entre os australianos e outras culturas, mas penso que isso haverá sempre, o nosso pais é sempre o nosso pais, independentemente de todas as críticas que lhe possamos fazer. Na generalidade, é um povo muito simpático, mas da minha experiência como emigrante, e depois de conversar com muita gente sobre o assunto,  não é fácil, começar uma vida num pais diferente, leva muito tempo a conhecer as pessoas, e a que elas se abram mais. Mesmo num pais em que existe uma percentagem enorme de emigrantes.

Quanto √† experi√™ncia profissional, pela qualidade que nos √© exigida, e pelo que nos √© oferecido pelo hospital, pelas condi√ß√Ķes que os doentes t√™m, eu n√£o voltaria a trabalhar em Portugal, caso a minha decis√£o fosse meramente¬†Portugal. ¬†Como disse anteriormente, a car√™ncia de profissionais de sa√ļde √© muito grande, e isso limita a presta√ß√£o de cuidados. ¬†Ser√£o mais do que bem-vindos, caso fa√ßam o tal investimento.

H√° certamente diferen√ßas, entre enfermagem portuguesa e australiana, assim como¬†as senti quando trabalhei no Reino Unido, mas nada que a nossa forma√ß√£o de base n√£o nos permita ultrapassar. √Č um grande enriquecimento tanto pessoal como profissional, experimentarmos situa√ß√Ķes diferentes.

Para muitos a grande questão é sempre, a parte monetária, acho que para enriquecer temos que mudar de profissão. Aqui consigo ter uma boa qualidade de vida, consigo, fazer aquilo que gosto.

Espero que de alguma forma, para aqueles que estão cheio de duvidas, pelo menos algumas delas se dissiparam,  a grande parte delas temos que ser nos a passar pela experiência. Para aqueles, que foi uma mera satisfação de algumas curiosidades, espero sinceramente que a situação em Portugal melhore. Para os atrevidos e audazes, que por ventura, aceitem enfrentar o desafio talvez nos encontremos um dia aqui Down Under.

Artigo originalmente publicado em http://forumenfermagem.org/index.php?option=com_content&view=article&id=3587:emigrar-para-a-australia&catid=219:marco-a-abril-2011
O enfermeiro Ricardo continua a viver e a trabalhar em Brisbanne.

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At a time when unemployment reaches record levels in Portugal and that emigration seems to have returned to values ‚Äč‚Äčrecorded in the last century, there are many nurses who try their luck abroad. The Nurse. ¬į Ana Isabel Diogo Lopes and enf ¬į Bai√£o are examples by choosing to work in a German home.

The language starts to be the biggest hurdle, but ended up becoming a huge asset. Being the “economic engine” of Europe, Germany has demonstrated considerable resistance to the crisis and therefore remains an important pole of attraction work. Furthermore, the countries of Germanic influence become, themselves in potential destinations.

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