fbpx
Radius:

Migration Testemonies

agata

√Āgata Pedrosa, 25 anos. Nascida na Marinha Grande, distrito de Leiria. Sou determinada e corajosa mas tamb√©m consigo ser insegura e muito medrosa. Sou uma pessoa muito sentimentalista mas bastante divertida. Sempre tive o sonho de vir a ser enfermeira e fui incentivada pelo desejo que o meu pai tinha de o ter sido um dia tamb√©m. Terminei a minha licenciatura na Escola Superior de Sa√ļde de Leiria em Julho de 2013 e em Setembro tomei rumo a Irlanda do Norte, mais precisamente Donaghadee onde me encontro a exercer a profiss√£o. Aos 25 anos considero me realizada e feliz com a decis√£o de deixar Portugal devido aos problemas socioecon√≥micos que este se encontra a viver neste momento.

√Āgata, quando iniciaste a tua licenciatura em Enfermagem, j√° perspetivavas seguir uma carreira fora do pa√≠s?

Sim, frequentei o curso de enfermagem em Leiria durante 4 anos. Quando iniciei a licenciatura em enfermagem, tive esperan√ßa de conseguir trabalho em Portugal, mas a partir do 2¬ļ ano percebi que n√£o ia ser f√°cil e comecei a pensar em alternativas, como trabalhar fora do pa√≠s. Ideia assustadora inicialmente, mas que se foi tornando forte com o passar do tempo, sobretudo ap√≥s receber a visita da empresa Four Seasons Health Care, para a qual trabalho, para apresenta√ß√£o da mesma e ter-me atirado de cabe√ßa numa entrevista com os mesmos.

Continue reading »

testemunhos

Os profissionais de Sa√ļde Portugueses s√£o cada vez mais procurados na Europa e resto do Mundo.

Nós queremos partilhar as vossas histórias de perseverança e sucesso!

Adoramos as vossas histórias!

Envie-nos a sua para geral@empregosaude.pt

catiaC√°tia Medeiros √© uma enfermeira de 24 anos natural da ilha de S√£o Miguel, A√ßores. Licenciada em 2011 pela Escola Superior de Enfermagem de Ponta Delgada, Universidade dos A√ßores. Tem como principais hobbies ler e ouvir m√ļsica. Considera-se uma pessoa persistente e independente, caracter√≠sticas que considera determinantes na sua decis√£o de emigrar. Decidiu ser Enfermeira pois considera que a profiss√£o engloba aquilo que mais gosta: a parte humana e a parte cient√≠fica do ser enfermeiro. Chegou a Inglaterra em Julho de 2012, onde trabalha como enfermeira de recobro na cidade de High Wycombe, Buckinghamshire.

C√°tia, porque a Inglaterra?

Apesar de ter encontrado trabalho em Portugal como enfermeira, decidi que emigrar seria a melhor op√ß√£o para mim. As minhas pesquisas come√ßaram por Inglaterra, dado a facilidade com a l√≠ngua. Durante alguns meses as √ļnicas propostas para Inglaterra relacionavam-se com lares, continuei a pesquisar e cheguei a ponderar a ida para a B√©lgica. Finalmente a oportunidade de trabalhar num hospital p√ļblico ingl√™s surgiu e a decis√£o final foi tomada.

Continue reading »

cat_oliv1Catarina Oliveira. 24 anos de vida. Venho da terra que viu o galo cantar, Barcelos, mas foi em Famalic√£o, na Escola Superior de Sa√ļde do Vale do Ave, que me formei como enfermeira. E porqu√™ enfermeira? Tinha eu quinze anos quando a minha m√£e me dizia: ‚ÄúVai trocar ali a fralda √† tua tia‚Ķ Muda a posi√ß√£o √† tua avo‚Ä̂Ķ E como estes, tantos outros pedidos que eu fazia com todo o amor. Comecei a desenvolver o CUIDAR de tios e av√≥s, que tanto me formaram como pessoa e disse a mim mesma: ‚ÄúUm dia hei-de ser Enfermeira‚ÄĚ. E assim foi.

Venho de uma enorme fam√≠lia, humilde, que lutou para ter o que tem e ser aquilo que √©. E isso, reflete-se enormemente na pessoa que sou hoje. Tive uma educa√ß√£o centrada no ‚Äúfaz aos outros o que gostavas que te fizessem a ti‚ÄĚ, e tenho a bondade do meu av√ī presente em cada gesto da minha vida. Sou humana. Muito. Dou imenso daquilo que sou aos que se cruzam na minha vida. Sou din√Ęmica, observadora e diria que um pouco perfecionista. Quero sempre dar o meu melhor. Ambiciosa tamb√©m. Chatinha por vezes, mas como diria a minha avozinha ‚Äúum amor de pessoa‚ÄĚ. Durante estes vinte e quatro anos de vida pertenci a imensos grupos: escuteiros, catequese, ac√≥litos, futebol, voluntariado, campos de f√©rias‚Ķ Tinha a minha vida ocupada a 200%… Mas era imensamente feliz nesse dispensar de energia, de tempo‚Ķ Ganhei imensa bagagem como pessoa. Conheci imensas pessoas. Vivi variadas experi√™ncias. E tornei-me numa pessoa ‚Äúapta a tudo‚ÄĚ. E esta aptid√£o fez-me, aos vinte e dois anos, partir com uma mala de 20Kg, o meu primeiro bilhete de avi√£o e o destino Paris, sem ter qualquer tipo de proposta de trabalho. Tinha apenas o desejo de vingar no meio destes avec‚Äôs, como lhes chamava, a ambi√ß√£o de me superar a mim mesma, num enorme desafio que seria: Procurar emprego numa das capitais europeias, e posto isso, VIVER numa capital como Paris. Superei-me‚Ķ Como tantos milhares (milh√Ķes?) de portugueses se superam em emigra√ß√£o.

Continue reading »

cristiana_berkshire

O meu nome √© Cristiana, tenho 24 anos, sou natural do Porto, licenciei-me na Escola Superior de Sa√ļde da Universidade de Aveiro, em 2011, e trabalhei como enfermeira em regime de presta√ß√£o de servi√ßos, numa unidade de cuidados continuados, em Gaia. Atualmente, vivo e trabalho em Inglaterra, no condado de Berkshire.

Defino-me como uma pessoa independente, introvertida, mas muito comunicativa. Aventureira? Talvez. Gosto especialmente de viajar e observar os espa√ßos e as pessoas que os fazem, como constroem o seu ambiente e como o preservam no seu estilo de vida. Gosto de aprender e reaprender o mundo, na sua unicidade m√ļltipla quotidiana. Gosto de experimentar.

Gosto de cuidar, de atentar aos pormenores, de partilhar as vidas e viv√™ncias de cada um que conhe√ßo e julgo que foi neste contexto que desde pequena desejo ser enfermeira. E escrevo o verbo no presente, porque acredito que ser enfermeira, assumir o papel de enfermeira, requer uma constru√ß√£o di√°ria. Nunca me imaginei a exercer qualquer outra profiss√£o, embora nos √ļltimos tempos, essa tenha sido uma quest√£o que venho colocando, na medida em que exercer Enfermagem √© um desafio e risco constante, e no entanto, sinto que nem sempre se √© devidamente recompensado, em termos de condi√ß√Ķes laborais (oh, o eterno problema do sal√°rio ‚Ķ).

Continue reading »

eliana_silva3

Chamo-me Eliana Silva e tenho 26 anos, sou natural de Leiria.
Conclui a licenciatura em Enfermagem aos 22 anos.
Sou Enfermeira desde 2009, estudei na Escola Superior de Enfermagem de Coimbra. Entre Agosto de 2009 e Julho de 2010, trabalhei essencialmente em fábricas e lojas, em part time, mas não como enfermeira. O meu primeiro trabalho como enfermeira foi em França em 2010.

Cansada de enviar curr√≠culos, fazer entrevistas e n√£o ver resultados, o desejo de melhorar a minha vida, poder construir algo, obter independ√™ncia financeira e poder exercer a minha profiss√£o levaram-me a ver outras solu√ß√Ķes, e porque n√£o sair de Portugal?¬†Sempre gostei de conhecer o desconhecido e de enfrentar desafios, este foi mais um que me coloquei.

Continue reading »

Espero poder esclarecer as d√ļvidas daqueles que devido a conjuntura atual pensam que a emigra√ß√£o pode ser a solu√ß√£o para um futuro com pastos mais verdes, e nesse sentido olham para os diferentes pa√≠ses de l√≠ngua inglesa (normalmente a primeira escolha) como uma op√ß√£o. Penso que pela minha experi√™ncia n√£o s√≥ na Austr√°lia mas como emigrante desde o inicio de 2004, posso ajudar a tomada de decis√Ķes quer sejam estas de encorajamento ou na realiza√ß√£o de que e uma impossibilidade.

australia

Recomendo a leitura do meu primeiro testemunho para o forumenfermagem, porque n√£o vejo o valor de me estar a repetir. Como desde ent√£o, n√£o senti a necessidade de voltar a emigrar, nunca mais voltei a procurar informa√ß√£o sobre o assunto. Embora tenham passado alguns anos, e saiba que houve algumas altera√ß√Ķes na legisla√ß√£o, o processo e muito semelhante. Continua a ser determinante para o sucesso deste processo o teste de ingl√™s, normalmente IELTS (penso que pode ser outro, desde que seja reconhecido) com uma m√©dia de 7 (entre 0 a 9), as tradu√ß√Ķes de documentos necessitam de ser feitas por tradutores certificados e autenticadas pelo English Council. O Visa de elei√ß√£o continua a ser o sub class 457 (patrocinado pela entidade empregadora), a n√£o ser que o registo na Ordem dos enfermeiros tenha melhorado, continua a ser um processo moroso. O que n√£o melhorou, e quanto a isso tenho a certeza, foi o investimento monet√°rio, a √ļltima vez que ouvi falar no pre√ßo do visa acho que estava acima dos 3000 d√≥lares australianos, o que e um aumento de mais de 30% desde 2006-2007. Mas para melhor esclarecimentos aconselho vivamente a consulta do site do Department of Immigration and Citizenship onde poder√£o encontrar tudo o que e necess√°rio para serem bem-sucedidos, alem de informa√ß√£o sobre estilo de vida australiano. Ou ainda diferentes tipos de visa, que poder√£o tornar o processo mais f√°cil.

Continue reading »

Isle of man

Eliana  Firmino é enfermeira numa Nursing Home, em Isle of Man (UK). O seu contacto chegou-nos através do nosso parceiros Best Personnel (link). A seguir apresentamos o testemunho sobre uma experiência num cenário pouco habitual mas interessante.

 

 

ES РDiga-me porquê e como é que tomou a decisão de emigrar para o Reino Unido?

Como é do conhecimento de todos nós, neste momento Portugal encontra-se a atravessar um período de grandes dificuldades. Podemos constatar que neste momento em Portugal os mais afectados estão a ser os jovens, jovens com vontade de trabalhar, de lutar por uma causa, com vontade de ficar naquela que sempre foi a sua nação, fazer por esta o que esta um dia fez por nós, lutar para fazê-la crescer novamente.

Estes jovens portugueses, lutadores e determinados, com um longo percurso acad√©mico v√™m-se obrigados a passar os seus dias a esfolhar o jornal, a percorrer todos os sites da internet √† procura do emprego ideal, a enviar 10, 20, 30 vezes por dia o seu curr√≠culo e no final de tudo deparam-se com a dura realidade…‚ÄĚNingu√©m responde?‚ÄĚ, onde est√° aquela frase educada ‚Äúobrigada pela sua candidatura‚ÄĚ.

Continue reading »

joao_dias_empregosaude

Entrevista para o Emprego Sa√ļde por:
Mónica Sousa
Administradora do grupo do facebook
Grupo Enfermeiros em Portugal e no Mundo

Jo√£o Dias, √© um jovem de 24 Anos. Nasceu em Leiria, onde tamb√©m frequentou o curso de Enfermagem, na Escola Superior de Sa√ļde de Leiria. Define-se como orgulhoso e independente, apaixonado por m√ļsica. Decidiu ser enfermeiro por influ√™ncia da situa√ß√£o de sa√ļde do pai, que o obrigava a visitas regulares a clinicas e hospitais. Aos 24 anos, conseguiu finalmente o reconhecimento do seu Diploma na Alemanha, o que lhe permite trabalhar e ser reconhecido como Enfermeiro, depois de ter trabalhado um ano com um contrato de auxiliar, com as fun√ß√Ķes de Enfermeiro. Est√° atualmente a trabalhar num lar de idosos na cidade de Sinzig na Rep√ļblica Federal da Alemanha.


Jo√£o, porque a Alemanha?

J√° durante o curso discutia com os meus colegas a possibilidade de ir trabalhar para o estrangeiro. Com a situa√ß√£o actual do pa√≠s, era dificil permanecer em Portugal, mas achava que nunca ia sair de l√°…Eu decidi ir para a Alemanha cerca de 6 meses depois de ter acabado o curso. Na altura, ainda procurei ir para outros pa√≠ses, como Inglaterra, B√©lgica e Fran√ßa, mas a Alemanha surgiu como a ‚Äúresposta mais r√°pida‚ÄĚ. A oferta era muito grande, e as respostas eram r√°pidas. Al√©m disso, as ofertas de emprego apresentavam-se ser mais interessantes do que para outros pa√≠ses.

Continue reading »

catia_ferreira_empregosaude
Entrevista para o Emprego Sa√ļde por:¬†
Mónica Sousa
Administradora do grupo do facebook
Grupo Enfermeiros em Portugal e no Mundo

Quest√Ķes baseadas no artigo de In√™s Almeida
Filipa Mendonça, na rota da diáspora da enfermagem
 


C√°tia Ferreira. 24 anos. Nascida em Baltar, distrito do Porto. Defino-me como Teimosa, faladora quanto baste, divertida e apaixonada por viagens. Durante anos quis ser jornalista, mas aos 18 anos ao ter o meu primeiro contacto com o meio hospitalar, e ao visualizar a capacidade de trabalho de uma equipa que d√° 100% todos os dias para o bem-estar do outro, decidi ser enfermeira, profiss√£o que exer√ßo em Anderlecht, Bruxelas h√° um ano, ap√≥s quatro anos de licenciatura na Escola Superior de Sa√ļde do Instituto Polit√©cnico de Leiria. Aos 24 anos considero me realizada e feliz com a decis√£o de deixar Portugal.

Cátia, quando iniciaste a tua licenciatura em Enfermagem, já perspectivavas seguir uma carreira fora do país?

Sim, frequentei o curso de enfermagem em Leiria durante 4 anos.¬†Quando iniciei a licenciatura em enfermagem, tive esperan√ßa de conseguir trabalho em Portugal, mas a partir do 3¬ļ ano percebi que n√£o ia ser f√°cil e comecei a pensar em alternativas, como trabalhar fora do pa√≠s. Ideia assustadora inicialmente, mas que se foi tornando forte com o passar do tempo, sobretudo depois de realizar Erasmus em Espanha durante 3 meses.


Como chegaste √† op√ß√£o “B√©lgica”?

Decidi escolher a Bélgica depois de uma palestra realizada pela BestPersonnel na minha escola, sobre países que têm mais carência de enfermeiros. Falaram sobretudo de Inglaterra e da Bélgica. Decidi escolher a Bélgica, porque é um país semelhante e próximo de Portugal, e sobretudo porque ouvi testemunhos muito positivos quanto ao modo de vida e de trabalho. Então apostei em aprender francês, inscrevi-me na BestPersonnel e enviei os documentos necessários para trabalhar na Bélgica e depois de 5 meses tinha tudo tratado e a passagem de avião.

Como se processou a escolha do local de trabalho?

Quando me inscrevi na¬†BestPersonnel, respondi a um an√ļncio para cuidados continuados na B√©lgica, depois tive o primeiro contacto com a empresa que me disponibilizou todas as informa√ß√Ķes e op√ß√Ķes de trabalho. Tive uma primeira entrevista online com a pessoa respons√°vel que quis conhecer os meus objectivos, e tamb√©m explicar-me o que era necess√°rio para conseguir a autoriza√ß√£o de trabalho. Passado um m√™s contactaram-me e j√° tinha trabalho em Anderlecht. Os restantes meses foi para tratar de burocracias.

E os primeiros tempos, como foi essa adaptação?

√Č sempre dif√≠cil deixar a cidade que viveste durante anos, mas eu estive sempre muito entusiasmada, queria mesmo come√ßar a trabalhar e ser independente, ent√£o tentei manter a mente aberta.
O primeiro mês é crucial, é o mais difícil como costumo dizer, é quando tens o contacto verdadeiro com a língua, com o trabalho e com as pessoas.
Eu vim com o meu namorado, também ele enfermeiro e ainda hoje consideramos que tivemos muita sorte. A cidade é óptima, muito calma e as pessoas receberam-nos muito bem.
Relativamente à cultura dos belgas apesar de por vezes pensarmos que sim, não é muito diferente da nossa, mas como Bruxelas é um país que se situa no centro da Europa, acabamos por conviver com pessoas de diferentes países o que acaba por ser engraçado conviver com os seus diferentes costumes.
A língua francesa foi o maior obstáculo, porque vinha de Portugal optimista quanto ao meu nível de francês, e quando cheguei à Bélgica, nas primeiras semanas as pessoas falavam tão rápido que só entendia as primeiras palavras. Mas com o passar do tempo, e com a ajuda da equipa com quem trabalho, as coisas foram ficando mais fáceis.


O que é que foi mais complicado de gerir?

Como já referi anteriormente, posso considerar que tive muita sorte, a empresa conseguiu arranjar-me casa antes de chegar à Bélgica, depois tive a companhia do meu namorado em todo o processo e por fim foi também a equipa de trabalho sempre muito acessível, o que facilitou a mudança.
Mas como é óbvio, as lágrimas que deixamos cair quando deixamos a família e amigos foi e continua a ser o mais difícil, mas felizmente que temos as tecnologias como o Skype que facilita muito as coisas! Depois existem sempre as saudades da comida que nunca é a mesma que a mãe faz, e do sol, pois, em Bélgica é praticamente Inverno o ano todo. Mas estes são aspetos que vão sendo ultrapassados com o tempo.

E as diferenças relativamente ao exercício da profissão?

Sim é verdade cheguei a Bélgica só com a experiência dos estágios, e posso afirmar que estamos muito bem preparados. Claro que as primeiras semanas são sempre uma novidade e de constante aprendizagem, porque tens de perceber a organização do serviço, conhecer a equipa, os doentes… mas tem sido muito bom, sobretudo porque os métodos de trabalho, as técnicas são as mesmas que aprendemos na escola, às vezes com uma ou outra diferença, mas quando isso acontece existe liberdade para discutir as diferentes alternativas.

Eu neste momento trabalho no privado, em psiquiatria, nas conhecidas ‚ÄĚnursing Home‚ÄĚ, e as condi√ß√Ķes para os pacientes s√£o muito melhores comparadas com Portugal, h√° todo um cuidado que em Portugal no mesmo tipo de situa√ß√£o n√£o existe. Mas os cuidados e a organiza√ß√£o de trabalho √© semelhante.
Um aspecto onde notei que realmente estamos mais preparados, √© no tratamento de feridas, temos mais conhecimentos, mais vigil√Ęncia e mais assepsia.
Outra grande diferença passa pela burocracia: papéis e dossiers para tudo e mais alguma coisa, perco muito tempo diariamente no que toca a completar e assinar os meus cuidados.
Um aspecto positivo √© que existe abertura e possibilidade de discuss√£o no que diz respeito √† rela√ß√£o enfermeiro ‚Äď m√©dico, o que √© muito satisfat√≥rio.
Tenho que reforçar também que a capacidade de trabalho dos portugueses em relação aos belgas/outras nacionalidades é enorme, observa-se isso diariamente, trabalhamos mais horas se necessário, não faltamos ao trabalho, estamos constantemente disponíveis e trabalhamos rápido e bem, por isso é que gostam tanto dos enfermeiros portugueses e isso é mais um ponto positivo para quem pensa vir trabalhar para a bélgica.

Existe uma presença portuguesa notória em Bruxelas?

Sim, existe uma grande comunidade portuguesa aqui em Bruxelas. Conheço muitos enfermeiros que deixaram Portugal na esperança de um novo começo, existem também muitos cafés, restaurantes e curiosamente existe uma praça que é conhecida como a praça mais portuguesa de Bruxelas, a praça Flagey.

Satisfeita com a escolha?

Estou a gostar muito e tenho a certeza que a fiz a escolha acertada. A bélgica é um óptimo país para viver e trabalhar, a comunidade belga gosta muito dos portugueses e recebem-nos muito bem.
A decisão é difícil, deixar família e amigos… é uma saudade diária, mas temos sempre que acreditar que pode haver um futuro risonho à nossa espera em qualquer lugar do mundo.
Por isso quando vejo as pessoas indecisas se devem ou não lutar por um novo começo, o meu conselho é não desistir, não ter medo, o estrangeiro é uma óptima opção, existem muitos países que querem e gostam muito dos enfermeiros portugueses por tudo: pelo óptimo currículo, formação.. por isso devemos aproveitar e fazer o que mais gostamos..que é cuidar do outro, seja ela inglês, francês, alemão, o importante é a formação e o carinho à profissão e se isso existe, a sorte vai estar do nosso lado.

Entrevista para o Emprego Sa√ļde conduzida por:¬†
Mónica Sousa
Administradora do grupo do facebook
Grupo Enfermeiros em Portugal e no Mundo

Continue reading »