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As Redes Sociais e a Marca Pessoal


Colocado por | Julho 10, 2013 | Recursos Humanos

Rede Social e marca pessoal

Como qualquer marca de um produto ou servi√ßo, a marca de cada um de nos tem atributos, como sejam a personalidade, interesses, profiss√£o, capacidades e compet√™ncias, aspeto, comportamento, etc. Construir uma marca, normalmente, demora tempo e requer investimento. Para ser eficaz, uma marca, para al√©m de ter de ser atrativa para o seu mercado alvo, tem de ser diferente das outras, para poder facilmente ser escolhida no universo concorrencial em que se insere. Mas, para al√©m das caracter√≠sticas espec√≠ficas que cada marca tem e que supostamente, se estivermos a falar de uma pessoa, s√£o √ļnicas, h√° um aspeto fundamental que deve ser levado em linha de conta: a consist√™ncia.

Para que uma pessoa possa ser percebida como sendo A ou B, ela deve evidenciar um conjunto de atributos e comportamentos de uma forma coerente e continuada e em todas as situa√ß√Ķes que fa√ßam com que todos os que com ela contactem fiquem com a perce√ß√£o de que ela e realmente aquilo. A quest√£o aqui e que o aquilo √© a marca que a pessoa quer e/ou saiba que tem.

√Č importante ter-se a no√ß√£o de que uma marca pessoal, que leva uma vida a construir, pode ser desfeita por um √ļnico acontecimento. Ainda recentemente, no pa√≠s vizinho, um ex-pol√≠tico e atual comentador politico muito ex-respeitado foi apanhado pela pol√≠cia ap√≥s provocar um acidente rodovi√°rio com uma taxa de alcoolemia tr√™s vezes superior ao permitido por lei. Acredito que a sua marca pessoal tenha sido seriamente afetada pelo facto e estou certo que se ele tivesse pensado bem nos danos que iria causar a sua imagem (para alem de outros potenciais) teria apanhado um t√°xi antes de entrar no carro.

Cito este exemplo mais dram√°tico, simplesmente para refor√ßar a ideia da import√Ęncia da consist√™ncia, embora sejam normalmente as pequenas coisas que mais afetam almo√ßar marca pessoal sem que nos nos apercebamos. H√° uns anos, vinha eu de almo√ßar, entrei no edif√≠cio do escrit√≥rio da Boyden. Estava na altura a fazer entrevistas para recrutar um CEO para uma empresa cliente e tinha uma marcada para dai a cinco minutos. Dirigi-me ao elevador e cumprimentei com um formal boa tarde a pessoa que j√° la estava a espera, que me respondeu com um sobranceiro silencio. A arrog√Ęncia da sua postura transformou-se por completo ao perceber minutos mais tarde que eu era a pessoa que o ia entrevistar. No entanto, para mim, um dos atributos da sua marca pessoal estava definido e n√£o me agradou. Acredito que ele nunca soube que esse facto pode ter feito a diferen√ßa na sua vida.

Com o advento das redes sociais, em especial aquelas mais associadas a vida priva¬¨da, muitos de nos exp√Ķem-se de uma forma que n√£o coincide com a marca pessoal que pretendemos transmitir na vida profissional. Muitas vezes ou√ßo o argumento que a vida privada √© uma coisa e a vida profissional outra. Errado! A nossa marca pessoal √© uma, e as pessoas quando a avaliam avaliam-na como um todo. E n√£o se pense que s√≥ os “amigos” v√™em o que se publica nas redes. Hoje √© muito f√°cil consultar tudo o que se publica. Muitas empresas de recrutamento v√£o investigar o que as pessoas publicam para conhecerem melhor com quem est√£o a lidar.

O meu conselho é que sejam muito criteriosos/as relativamente a tudo o que publicam nas redes sociais. E o critério deve ser se está de acordo ou não com a marca pessoal que querem ter. Para alem disso convém não esquecer que uma vez online, allways online, ou seja, nunca publiquem nada que mais tarde se venham a arrepender. A vida dá muitas voltas e nunca se sabe onde se vai estar (ou onde se gostaria de estar) daqui a cinco anos.

As redes sociais devem ser utilizadas estrategicamente como uma ferramenta de marketing pessoal para gest√£o da marca. Claro est√°, isto para quem tem como prioridade uma carreira de sucesso.

Artigo original:  Human Resources Portugal 56,  Maio 2013

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