Raio:

Vacina personalizada contra o cancro a caminho?


Colocado por | Abril 16, 2018 | Notícias

809985b5dc.jpeg

Uma vacina antitumoral que está a ser desenvolvida revelou resultados promissores num ensaio clínico piloto.

Uma equipa de investigadores da Faculdade de Medicina Perelman e do Centro do Cancro Abramson, ambos da Universidade da Pensilvânia, EUA, está a desenvolver a nova vacina e o primeiro ensaio clínico destinava-se a verificar, primordialmente, a segurança e viabilidade da mesma.

“Esta vacina parece ser segura para os pacientes e desencadeia uma imunidade antitumoral alargada – achamos que é segura em ensaios clínicos mais abrangentes”, comentou Janos Tanyi, autor principal do estudo.

A vacina personalizada é produzida a partir das próprias células imunitárias do paciente que são expostas em laboratório, ao conteúdo das células tumorais do mesmo paciente. A vacina é depois injetada no paciente para desencadear uma resposta imunitária mais alargada. O tumor (ou tumores) de cada paciente possui um conjunto único de mutações e, por conseguinte, uma apresentação única ao sistema imunitário.

Esta vacina foi também elaborada para estimular uma resposta imunitária não apenas contra um alvo associado ao tumor, mas contra centenas e mesmo milhares. “A ideia é mobilizar uma resposta imunitária que atue sobre o tumor de forma muito alargada, afetando uma variedade de marcadores, incluindo alguns que só seriam encontrados naquele tumor específico”, disse Janos Tanyi.

A equipa testou a nova vacina em 25 pacientes. Cada paciente recebeu uma dose, a cada três semanas, e em alguns casos durante mais de seis meses. Metade das pacientes revelaram uma boa resposta, visível através de grandes aumentos nas células-T especificamente reativas ao material tumoral.

O índice de sobrevivência a dois anos naquelas pacientes foi de 100%. Nas que não responderam, aquele índice foi de apenas 25%. Uma paciente em particular, de 46 anos e que iniciou o ensaio com cancro do ovário em estádio 4 (que geralmente apresenta um mau prognóstico), após dois anos de vacinações, apresentou uma remissão da doença durante cinco anos, e sem mais tratamentos.

A equipa espera conseguir melhorar a eficácia da vacina e combiná-la com outros fármacos para desativar as defesas anti imunitárias dos tumores.

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

56 total de vistas, 1 hoje