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Tratamento de pacientes com enfarte do mioc√°rdio depende do historial de cancro


Colocado por | Setembro 22, 2017 | Notícias

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O tratamento oferecido a pacientes que tenham sofrido um enfarte do miocárdio parece depender do historial de cancro dos mesmos, indicou um novo estudo.

Conduzido por uma equipa de investigadores liderados por Dragana Rodovanovic, do Centro de Dados AMIS Plus, em Zurique, Suíça, o estudo apurou que aqueles com um historial de cancro apresentavam maior propensão a não receberem os tratamentos e intervenções protocolados, bem como a morrerem no hospital, em comparação com os pacientes sem historial da doença.

Para o estudo, a equipa teve por base a análise de 35.429 pacientes que tinham sofrido um enfarte agudo do miocárdio na Suíça, entre 2002 e meados de 2015. Foi verificado que 1.981 pacientes (5,6%) daquele grupo tinham um historial de cancro.

A equipa formou então um outro grupo com também 1.981 pacientes, com idades, sexo e fatores de risco semelhantes aos pacientes do grupo de 1.981 inpíduos com historial de cancro.

Os investigadores compararam depois as proporções de pacientes em cada um dos grupos que tinha recebido tratamentos imediatos com fármacos específicos para o enfarte agudo do miocárdio, bem como intervenção coronária percutânea para desbloquear as artérias. Foram também comparados os índices de morte e de complicações durante a estadia dos doentes no hospital.

Como resultado, os investigadores descobriram que os pacientes com cancro tinham sido submetidos a intervenção coronária percutânea com menos frequência (menos 24%), assim como tinham recebido também estatinas (13%) e bloqueadores da P2Y12 (menos 18%) com menos frequência em comparação com os pacientes sem historial de cancro.

Os índices de mortalidade durante a estadia hospitalar foram também mais frequentes neste grupo de pacientes em relação aos que não tinham historial de cancro (10,7% e 7,6%, respetivamente).

Os pacientes com um historial de cancro apresentavam igualmente uma maior propensão para sofrerem complicações no hospital, como hemorragias e insuficiência cardíaca.

“Sabe-se bem que os pacientes com cancro poderão apresentar um maior risco de doença cardiovascular como resultado do seu tratamento”, explicou Dragana Radovanovic. “No entanto, por outro lado sabe-se pouco sobre o tratamento e resultados dos pacientes com cancro que têm um enfarte do miocárdio”, acrescentou.

A investigadora concluiu que são necessários mais estudos para perceber a razão dos resultados apurados nesta investigação.

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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