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Medicação para TDAH: menos consumo de álcool e drogas mais tarde?


Colocado por | Julho 17, 2017 | Notícias

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A toma de medicação usada no Transtorno do Défice de Atenção com Hiperatividade (TDAH) foi associada a um menor risco de abuso de drogas e bebidas alcoólicas na adolescência e idade adulta, sugere um estudo.

Conduzido por uma equipa de investigadores da Universidade de Indiana, EUA, o estudo apurou uma associação bastante significativa nos períodos de toma da medicação e um menor consumo daquelas substâncias, sendo aquele reduzido em 35% nos homens e 31% nas mulheres participantes no estudo.

Para o estudo, liderado por Patrick Quinn, do Departamento de Ciências da Psicologia e do Cérebro da Faculdade de Artes e Ciências, contou com a análise de dados oriundos de 146 milhões de pessoas nos Estados Unidos, entre 2005 e 2014.

Os investigadores procuraram identificar pessoas com TDAH (três milhões) que tivessem passado períodos a tomar e sem tomar medicação para aquele transtorno. A equipa procurou também idas às urgências devido ao consumo de bebidas alcoólicas e de droga.

Seguidamente, os investigadores calcularam a probabilidade de as visitas terem ocorrido durante um período de toma da medicação, em comparação com períodos de não toma, no mesmo inpíduo.

Foi apurado que daqueles três milhões de pessoas, cerca de 57% tinham passado por períodos em que tinham recebido prescrições de medicamentos para o TDAH, e outros em que não tinham recebido. Cerca de 2% tinham ido às urgências na sequência de abuso de álcool ou drogas.

“Este estudo contribui para a evidência cada vez maior de uma associação entre a medicação para o TDAH e um menor risco de muitos tipos de comportamentos nocivos, incluindo o abuso de substâncias tóxicas” adiantou o autor principal deste estudo.

O investigador disse ainda que os resultados deste estudo sugerem que é importante elaborar um diagnóstico cuidado daquele transtorno e procurar que o paciente adira ao tratamento prescrito.

Patrick Quinn comentou ainda que “apesar de se compreender as preocupações em se prescrever medicação para tratar o TDAH que tem o potencial de abuso, este estudo fornece maior evidência sobre o uso dessa medicação não estar associado a um maior risco de problemas de consumo de substâncias tóxicas na adolescência e idade adulta”.

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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