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Italianos com 90 a 101 anos possuem traços psicológicos comuns


Colocado por | Dezembro 15, 2017 | Notícias

Uma equipa de investigadores identificou traços psicológicos comuns em italianos muito idosos oriundos de zonas rurais remotas da icónica “bota”.

Num estudo conduzido por investigadores da Universidade La Sapienza de Roma, Itália, e da Faculdade de Medicina da Universidade da Califórnia em San Diego, EUA, foi apurado que os participantes com idades compreendidas entre os 90 e os 101 anos apresentavam uma saúde física pior, mas, no entanto, um melhor bem-estar mental do que os seus familiares mais jovens, com 51 a 75 anos de idade.

Para o estudo, os investigadores recrutaram 29 idosos, residentes em nove aldeias na região de Cilento, sul da Itália. Os investigadores usaram escalas quantitativas para avaliarem a saúde física e mental dos participantes, assim como entrevistas qualitativas com o objetivo de obterem informação sobre crenças, histórias de vida, migrações, crenças e outros.

Os investigadores efetuaram a mesma avaliação aos filhos dos participantes e outros membros da família mais jovens. Foi também pedido a este grupo que descrevessem os traços da personalidade dos seus familiares mais idosos.

Anna Scelzo, autora principal do estudo, explicou que o amor pela terra por parte de todos os idosos participantes lhes conferia um objetivo na vida. A equipa apurou que a maioria dos idosos continuava a fazer trabalho doméstico e na terra e que sentia que aquela era a vida deles, da qual não abdicavam.

As respostas dadas nas entrevistas sugeriram igualmente que os participantes possuíam uma autoconfiança e competências de tomada de decisão consideráveis.

Até à data, os estudos sobre pessoas muito idosas têm sido focados essencialmente em fatores genéticos, em vez de personalidade e saúde mental.

“Os temas principais que emergiram do nosso estudo e que parecem ser as características únicas associadas a uma melhor saúde mental desta população rural foram a positividade, a ética de trabalho, a teimosia e os fortes laços com a família, religião e terra”, concluiu Dilip V. Jeste, autor sénior do estudo.

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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