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Instabilidade marital pode afetar saúde cardiovascular nos homens


Colocado por | Outubro 12, 2017 | Notícias

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Um estudo de longa duração apurou uma associação entre a qualidade do casamento e o risco de doenças cardiovasculares em homens.

Para o estudo, uma equipa de investigadores analisou dados sobre alterações nos fatores de risco cardiovascular em 620 pais casados, ao longo de 19 anos.

Os homens tinham participado num estudo conhecido como Estudo Longitudinal de Pais e Filhos de Avon ("Avon Longitudinal Study of Parents and Children”, na sua versão em inglês) em Inglaterra e que tinha tido início em 1991.

Os pais completaram um questionário que media a escala de laços íntimos para avaliar a qualidade do seu casamento quando os filhos tinham 3 anos e depois 9 anos de idade. A qualidade do relacionamento foi definida como sendo consistentemente boa, consistentemente má, a melhorar ou a deteriorar.

Os investigadores mediram a tensão arterial, o ritmo cardíaco em repouso, o índice de massa corporal (IMC), perfil lipídico e níveis de glicose em jejum entre 2011 e 2013, altura em que os filhos tinham quase 19 anos de idade.

Os resultados revelaram poucas alterações no risco cardiovascular dos pais cujos casamentos eram consistentemente bons ou maus.

No entanto foram observados padrões distintos nos homens cujos relacionamentos tenham melhorado ou deteriorado ao longo do período do estudo, os quais embora reduzidos eram significativos.

Em comparação com os homens cujas relações eram consistentemente boas, os que tinham relações que estavam a melhorar apresentavam níveis inferiores de “mau” colesterol e um peso inferior. Os níveis de colesterol e de tensão arterial diastólica revelavam também alguns melhoramentos.

A contrastar, os homens cujos casamentos estavam a deteriorar-se apresentavam uma tensão arterial diastólica significativamente pior.

Os autores concluem que as “alterações na qualidade de uma relação marital aparentam prever o risco de DC [doença cardiovascular], embora os grupos das relações consistentemente boas ou más não eram muito diferentes”. Os autores adiantam que os resultados das relações consistentes, boas ou más, poderão dever-se a uma habituação à situação marital.

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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