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Gravidez: acetaminofeno associado a atraso na linguagem nas raparigas


Colocado por | Janeiro 12, 2018 | Notícias

O acetaminofeno, ou paracetamol, foi associado a uma taxa elevada de atraso na linguagem nas raparigas, mas não nos rapazes, observou um novo estudo.

Conduzido por uma equipa de investigadores da Faculdade de Medicina Icahn no Hospital Mount Sinai, EUA, este foi o primeiro estudo a investigar o desenvolvimento da linguagem em relação aos níveis de acetaminofeno na urina.

Para o estudo, os investigadores usaram dados retirados do Estudo Longitudinal Ambiental, Mãe e Filho, Asma e Alergia Sueco (SELMA nas suas iniciais). Os dados recolhidos incluíam 754 mulheres que tinham entrado no estudo na oitava a décima-terceira semana de gravidez.

A equipa questionou as mulheres sobre a quantidade de comprimidos de acetaminofeno tomados entre a conceção e a entrada no estudo, e analisou a concentração do composto na urina das grávidas no início do estudo.

A frequência de atraso na linguagem foi considerada como o uso de menos de 50 palavras pelas crianças e foi medida por enfermeiros, e através de um questionário de acompanhamento, entregue às participantes, sobre os marcos na linguagem dos filhos aos 30 meses de idade.

Foi verificado que o acetaminofeno tinha sido usado por 59% das mulheres no início da gravidez. O uso do fármaco foi quantificado de duas formas: uso elevado e ausência de uso. As grávidas que disseram não ter usado o fármaco serviram como controlos.

Relativamente à análise à urina, o quarto de mulheres mais expostas foi comparado com o quarto menos exposto ao fármaco.

Foram verificados atrasos na linguagem em 10% de todas as crianças no estudo, com mais atrasos nos rapazes do que as raparigas, em geral.

No entanto, nas raparigas cujas mães tinham tido uma maior exposição ao acetaminofeno, ou seja, as que tinham tomado o fármaco mais de seis vezes no início da gravidez, apresentavam uma propensão seis vezes maior de terem atrasos na linguagem do que as de mães que não tinham tomado acetaminofeno.

Estes resultados são consistentes com os de estudos que reportaram um menor QI e mais problemas de comunicação em raparigas cujas mães tinham também tomado mais acetaminofeno durante a gravidez, o que sugere que as grávidas devem limitar o uso daquele fármaco.

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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