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Glioblastoma: resistência tumoral revela novo alvo de tratamento


Colocado por | Dezembro 15, 2017 | Notícias

Um novo estudo revelou o mecanismo de sobrevivência tumoral no glioblastoma, cuja inibição do processo poderá potenciar os efeitos da radioterapia.

O glioblastoma é o tipo de tumor cerebral mais comum e agressivo. O prognóstico para este tipo de cancro é bastante desanimador e é incurável. Os tratamentos existentes para o glioblastoma são a cirurgia, quimioterapia e radiologia.

Há estudos que sugerem que a autofagia, um processo de destruição celular, mas que, no entanto, desempenha um papel protetor em determinadas condições de stress, contribui para a sobrevivência e crescimento tumoral, sendo induzida pelos tratamentos comuns do cancro, que conduz à resistência do cancro aos tratamentos.

Tendo este facto em consideração, tem havido um grande interesse por parte da comunidade científica em inibir este mecanismo de sobrevivência.

Conduzido por investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade Northwestern, EUA, este estudo teve como objetivo perceber os mecanismos moleculares subjacente à regulação da autofagia no cancro, o que poderá conduzir a novas perspetivas de tratamento da doença.

Neste estudo, os investigadores liderados por Shi-Yuan Cheng, descobriram que uma proteína-cinase conhecida como MST4 promove o desenvolvimento tumoral no glioblastoma.

Seguidamente, identificaram pela primeira vez o substrato da MST4, que é conhecido como ATG4B e que medeia a função de promoção tumoral da MST4 através do aumento da atividade autofágica. Foi ainda demonstrado que a radiologia induz a expressão da MST4 e a fosforilação do ATG4B, promovendo assim o processo de autofagia que contribui para a sobrevivência das células tumorais.

Finalmente, os investigadores investigaram o efeito de um inibidor do substrato ATG4B num modelo animal de glioblastoma. Foi observado que quando utilizado em combinação com a radioterapia, o inibidor conseguiu desacelerar o crescimento tumoral de forma significativa e aumentou os índices de sobrevivência.

“Os nossos achados solidificaram o conceito do papel promotor da autofagia no glioblastoma maligno, e apontam para a necessidade de uma autofagia com uma ação específica, em combinação com tratamentos de primeira linha – como a radiação – para o glioblastoma e outros tumores”, concluiu o líder do estudo.

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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