Raio:

Fármaco para a bicha-solitária promissor na doença de Parkinson


Colocado por | Dezembro 15, 2017 | Notícias

de5c99ff9f.jpeg

Um estudo demonstrou que uma molécula presente num medicamento para a bicha-solitária ativa uma proteína envolvida no desenvolvimento da doença de Parkinson.

Nos últimos anos, a investigação para tentar encontrar a cura desta doença neurodegenerativa tem sido centrada numa proteína presente no organismo dos humanos que é conhecida como PINK1.

Ao que se sabe, o mal funcionamento desta proteína é uma das causas principais do desenvolvimento da doença de Parkinson.

Sendo assim, vários têm sido os estudos a indicarem que a descoberta de um fármaco que possa potenciar a função da proteína PINK1 poderá constituir um passo substancial na desaceleração ou mesmo tratamento da doença.

O estudo conduzido por uma equipa de investigadores da Universidade de Cardiff, País-de-Gales, e da Universidade de Dundee, Escócia, descobriu que o fármaco Niclosamida, para além de tratar a bicha-solitária, possui a propriedade de ativar eficazmente a proteína PINK1.

Adicionalmente, foi verificado que a Niclosamida e alguns dos seus derivados poderão melhorar o desempenho da PINK1 nas células e neurónios.

Considerando estes achados, este fármaco poderá proporcionar o desenvolvimento de novos tratamentos para a Parkinson.

“Este trabalho representa o primeiro relato de um fármaco clinicamente usado para ativar a PINK1 e poderá encerrar a promessa de tratar a doença de Parkinson. Agora vamos levar os nossos achados para o próximo nível através da avaliação da capacidade da Niclosamida para tratar a doença de Parkinson em modelos com a doença”, comentou Youcef Mehellou, coautor do estudo.

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

125 total de vistas, 1 hoje