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Farmac√™uticos pedem interven√ß√£o direta do ministro para travar an√ļncios do Calcitrin


Colocado por | Janeiro 8, 2016 | Notícias

CalcitrimMDRapid

A Ordem dos Farmac√™uticos apelou √† “interven√ß√£o direta” do ministro da Sa√ļde para travar os an√ļncios publicit√°rios do suplemento alimentar Calcitrim MD Rapid e evitar situa√ß√Ķes suscet√≠veis de “causar preju√≠zos s√©rios e de dif√≠cil resolu√ß√£o na sa√ļde dos cidad√£os”.

Num comunicado hoje divulgado, a Ordem dos Farmac√™uticos (OF) d√° conta do of√≠cio que enviou no dia 6 de janeiro ao ministro da Sa√ļde, Adalberto Campos Fernandes, solicitando a sua interven√ß√£o para “p√īr cobro” a uma situa√ß√£o que se mant√©m apesar dos alertas do Infarmed e da Dire√ß√£o-Geral de Alimenta√ß√£o e Veterin√°ria contra este produto e do apelo das ordens dos farmac√™uticos e dos m√©dicos √† tutela em defesa da sa√ļde p√ļblica.

“N√£o obstante a preocupa√ß√£o que a Ordem dos Farmac√™uticos tem vindo reiteradamente a manifestar sobre este assunto, a verdade √© que ainda nada se alterou”, afirma no of√≠cio, sublinhando que “se mant√™m na √≠ntegra as preocupa√ß√Ķes e receios que motivaram o recurso da Ordem dos Farmac√™uticos a uma provid√™ncia cautelar que ainda decorre na Justi√ßa”.

A OF contesta que a empresa continue a publicitar “em termos inaceit√°veis o produto Calcitrin MD Rapid”, salientando que o recurso a figuras p√ļblicas nos an√ļncios lhes d√£o um cunho de verdade e seriedade, sendo que neste caso n√£o existe qualquer base cient√≠fica.

“Com a agravante de ter introduzido um an√ļncio no qual um cidad√£o afirma usar o referido produto aconselhado ‘pelo seu farmac√™utico’, bem como a utilizar espa√ßo publicit√°rio na televis√£o p√ļblica para prestar ‘esclarecimentos p√ļblicos sobre o assunto’, tudo com a participa√ß√£o ativa de apresentadores da esta√ß√£o p√ļblica”, critica.

No dia 17 de dezembro, a OF instaurou uma provid√™ncia cautelar para travar os an√ļncios publicit√°rios √†quele produto em todos os √≥rg√£os de comunica√ß√£o social, alegando que induzem um “consumo desnecess√°rio, nocivo e sem diagn√≥stico ou avalia√ß√£o pr√©via por profissional habilitado”.

Por esse motivo, considerou a Ordem, o consumo indiscriminado destes produtos constitui “uma amea√ßa √† sa√ļde e bem-estar dos cidad√£os”, pois “pode levar a les√Ķes graves e de dif√≠cil repara√ß√£o”.

No dia 18 de dezembro, o Infarmed recomendou que n√£o fossem utilizados produtos contendo c√°lcio para a preven√ß√£o ou tratamento de doen√ßas e anunciou que decorrem a√ß√Ķes de fiscaliza√ß√£o √† conformidade destes produtos no mercado.

Sobre estas diligências anunciadas pela autoridade do medicamento, a OF diz desconhecer até ao momento quais foram e quais os respetivos resultados.

A 20 de dezembro as Ordens dos M√©dicos e dos Farmac√™uticos apelaram ao Minist√©rio da Sa√ļde para que interviesse na regula√ß√£o da publicidade a este tipo de suplementos e informaram que j√° haviam denunciado o caso tamb√©m √† Entidade Reguladora da Sa√ļde (ERS), que acabou por declinar responsabilidades na fiscaliza√ß√£o destas pr√°ticas, alegando que caem fora do √Ęmbito das suas atribui√ß√Ķes.

Di√°rio Digital com Lusa

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