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Epilepsia faz aumentar risco de morte por causa não natural


Colocado por | Abril 16, 2018 | Notícias

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Os pacientes com epilepsia poderão correr um maior risco de morrerem devido a causas não naturais, indicou um estudo recente.

O estudo que foi conduzido por Hayley Gorton da Escola de Ciências da Saúde e Faculdade de Biologia, medicina e Saúde da Universidade de Manchester, Inglaterra, e colegas, analisou o impacto de um diagnóstico de epilepsia sobre a mortalidade por causas não naturais, como dose excessiva de fármacos, acidentes (ex.: de viação), intoxicação com fármacos intencional ou não, e suicídio.

Para o efeito, os investigadores analisaram informação recolhida de 936.107 inpíduos de Inglaterra, que incluíam 44.678 diagnosticados com epilepsia, e 279.365 inpíduos do país de Gales sem a doença e 14.051 diagnosticados com epilepsia, também do país de Gales.

Os investigadores descobriram que as pessoas com epilepsia apresentavam o dobro do risco de morte por suicídio e três vezes o de morte acidental em comparação com inpíduos saudáveis.

Adicionalmente, as pessoas com epilepsia tinham um risco de morte cinco vezes maior por intoxicação não intencional com medicamentos e 3,5 maior por intoxicação intencional com medicamentos do que os inpíduos sem epilepsia.

Os analgésicos opiáceos e fármacos para problemas de saúde mental foram os fármacos mais comuns responsáveis pela morte relacionada com medicamentos nos inpíduos com e sem epilepsia. Os fármacos antiepiléticos foram responsáveis por apenas cerca de 10% das mortes relacionadas com medicamentos nas pessoas com epilepsia.

Hayley Gorton explicou que não se percebeu totalmente a causa do maior risco de morte por causas não naturais nos pacientes com epilepsia, mas admite que poderia ser devido às consequências diretas das convulsões.

Os investigadores recomendam assim que os médicos advirtam os pacientes com epilepsia sobre os potenciais riscos que correm para que aqueles possam adotar medidas preventivas, monitorizá-los relativamente a pensamentos e comportamentos suicidas e ainda avaliaram a toxicidade e adequação da medicação prescrita.

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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