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Portugal aposta no tratamento do cancro baseado na física nuclear


Posted by | September 22, 2017 | News

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Portugal pretende ter, em 2022, uma unidade de saúde capaz de tratar anualmente 700 doentes com cancro recorrendo à física de partículas de alta energia, tecnologia eficaz e com menos efeitos secundários do que a quimioterapia.

Segundo apurou a agência Lusa, o ministro da Ciência, Tecnologia e do Ensino Superior, Manuel Heitor, que participou em Viena, Áustria, na abertura da 61.ª Conferência Geral da Agência Internacional de Energia Atómica, aproveitou a deslocação a Viena para recolher apoio técnico para o projeto por parte da agência.

Portugal espera congregar ainda o apoio do CERN – Organização Europeia para a Investigação Nuclear, da qual faz parte, e da universidade norte-americana do Texas, com a qual reforçou a cooperação científica e tecnológica para as terapias oncológicas, adiantou, precisando que a cidade texana de Houston dispõe de uma unidade de tratamento de cancro com tecnologia nuclear de protões de alta energia.

Segundo o ministro, esta tecnologia, baseada em feixes de protões de "alta intensidade", é também utilizada com aplicações na oncologia na Alemanha, no Reino Unido e na Suíça, estando a ser estudada em Espanha.

"É uma tecnologia que está a emergir no mundo (…), que permite o tratamento eficaz de cancros que não conseguem ser tratados com as tecnologias mais convencionais e reduz os efeitos secundários de tratamentos baseados na quimioterapia ou radioterapia", assinalou.

A nova unidade de tratamento de doentes com cancro, do Serviço Nacional de Saúde, que o ministro espera possa estar instalada nos próximos cinco anos, poderá vir a funcionar no 'campus' tecnológico e nuclear do Instituto Superior Técnico, em Bobadela, Loures, aproveitando a "maior concentração de técnicos em ciências e tecnologias nucleares".

O projeto, para o qual foi criado um grupo de trabalho, formado nomeadamente por representantes do ministério, do Instituto Superior Técnico e do Instituto Português de Oncologia de Lisboa, implica um investimento de 100 milhões de euros, que Manuel Heitor pensa poder ser suportado por fundos comunitários e por fundos reembolsáveis do Banco Europeu de Investimento.

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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