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A Sociedade Portuguesa de Genética Humana (SPGH) encontra-se a organizar a sua 18.ª reunião anual, que se realiza entre os dias 19 e 21 de novembro, na Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa.

No dia 19 de novembro a reuni√£o tem in√≠cio com os clubes de citogen√©tica e gen√©tica molecular, em sess√£o paralela com os clubes de gen√©tica m√©dica e dismorfologia cl√≠nica. Nos dias 20 e 21 t√™m lugar sess√Ķes cient√≠ficas subordinadas aos seguintes temas:

  • New challenges in pre-natal diagnosis;
  • Paramyloidosis: advance in care;
  • Cancer breaking news;
  • Hemoglobinopathies in Portugal;
  • New approaches in rare diseases;
  • Bioethics.

A data limite para a submissão de resumos é 15 de outubro.

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Uma molécula que ajuda as células cancerígenas a escaparem ao programa de autodestruição pode também ajudar estas células a esconderem-se da ação do sistema imunitário, dá conta um estudo publicado na revista “Cell Reports”.

 

O estudo levado a cabo pelos investigadores da Universidade Estadual de Ohio, nos EUA, demonstrou que a molécula conhecida por fator nuclear kappa B (NF-κB) ajuda as células cancerígenas a suprimirem a capacidade de o sistema imunológico as detetar e destruir. Constatou-se que a molécula regula genes que suprimem os mecanismos de vigilância do sistema imunológico, incluindo a produção de células que inibem a resposta imune.

 

De acordo com os investigadores, há muito que se sabia que o NF-κB promovia o desenvolvimento do cancro através da subversão da apoptose, um mecanismo de segurança interno que, se não fosse afetado, faria com que as células cancerígenas se autodestruíssem. 

 

Este estudo demonstrou que a NF-κB pode coordenar a rede de genes imunossupressores, cujos produtos permitem que as células cancerígenas escapem ao sistema imune adaptativo. Assim, na opinião do líder do estudo, Denis Guttridge, a inibição do NF-κB pode tornar as células tumorais mais vulneráveis à ação do sistema imunológico e consequentemente à sua eliminação.

 

Neste estudo os investidores monitorizaram a atividade do NF-κB ao longo do desenvolvimento tumoral, em fibroblastos embrionários de ratinhos e em dois modelos animais. Verificou-se que nas fases iniciais do desenvolvimento tumoral, havia a migração de um tipo de células do sistema imune inato, os macrófagos, para o tumor. Contudo, o NF-κB permitia que as células cancerígenas sobrevivessem à influência pro-apoptótica de uma citocina (TNF) produzida pelos macrófagos infiltrados.

 

O estudo apurou ainda que o NF-κB também regulava vários genes associados à supressão da resposta imune.

 

“No geral, os nossos resultados demonstram que o NF-κB desempenha um papel importante, uma vez que permite que as células escapem à vigilância do sistema imune inato e adaptativo”, conclui Denis Guttridge.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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Pela primeira vez, uma prótese robótica controlada via interface neuromuscular implantada tornou-se uma realidade clínica. Este novo sistema de implante fornece aos pacientes novas oportunidade tanto ao nível das suas atividades diária como profissionais, dá conta um estudo publicado na revista “Science Translational Medicine”.

 

O paciente em causa tinha o braço amputado há 10 anos. Antes da cirurgia, a sua prótese era controlada através de elétrodos colocados na pele. Este tipo de sistema de controlo pode ser falível e limitar a utilidade das próteses robóticas, o que leva muitos pacientes a deixarem de usar este tipo de próteses.

 

Contudo, em janeiro de 2013, este paciente sueco foi a primeira pessoa do mundo a ter um braço prostético que tem uma ligação direta aos ossos, nervos e músculos. Este novo sistema de implante criado pelos investigadores da Universidade de Tecnologia de Chalmers, na Suécia, utiliza um implante de titânio ligado diretamente ao osso do braço, que envolve um processo conhecido como osteointegração, criando assim uma fusão estável entre o paciente e o implante.

 

“O braço artificial está ligado ao esqueleto, fornecendo assim estabilidade mecânica. O sistema de controlo biológico humano, os nervos e músculos, também estabelecem interface com o sistema de controlo da máquina através de elétrodos neuromusculares. Isto cria uma união íntima entre o corpo e a máquina e entre a biologia e mecatrónica”, explicou, o primeiro autor do estudo, Max Ortiz-Catalan.

 

O estudo refere que a ligação dos elétrodos diretamente aos nervos e músculos significa que o paciente é capaz de controlar mais facilmente a prótese e com maior precisão, o que permite manusear objetos de diferentes dimensões. Na verdade, desde que recebeu este novo sistema de controlo, o paciente que trabalha como motorista de camião conseguiu lidar com todas as situações diárias com que se depara, desde apertar o reboque, a fazer coisas mais delicadas como empacotar ovos.

 

Os investigadores concluíram que o próximo passo é agora tentar fazer com que o paciente obtenha uma sensação de longo termo através da prótese. Esta nova forma de implante é bidirecional, ou seja, não só o braço prostético recebe sinais do cérebro, como o cérebro recebe sinais na direção oposta.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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O consumo de frutas com elevados níveis de tirosina, como as bananas, pêssegos e amêndoas, permite desenvolver um raciocínio mais profundo e uma maior criatividade, defende um estudo publicado na revista “Psychological Research”.

 

Para o estudo, os investigadores da Universidade de Leiden, na Holanda, contaram com a participação de 32 inpíduos, os quais foram convidados a beber sumo de laranja nas duas visitas que fizeram ao laboratório. Na primeira visita, os inpíduos beberam sumo com um tipo de aminoácido, a tirosina, o qual aumenta a produção de dopamina no cérebro, influenciando positivamente o raciocínio e a criatividade. Este tipo de aminoácido pode ser também encontrado na soja, espinafres e ovos. Na segunda visita, os inpíduos beberam o sumo de laranja ao qual tinha sido adicionado um placebo.

 

Posteriormente, os participantes foram convidados a resolver vários puzzles que abordavam dois aspetos essenciais do pensamento criativo: o pensamento pergente, que envolve a proposta de várias soluções para problemas básicos, como o tipo de coisas que se pode fazer com uma caneta; e o pensamento convergente, que se foca num raciocínio longo e demorado, como a ligação entre três palavras que à primeira vista não parecem ter qualquer relação. 

 

O estudo apurou que os inpíduos que beberam o sumo de laranja com tirosina resolveram melhor os puzzles, comparativamente com os restantes participantes. “Os alimentos ricos em tirosina são uma forma saudável e barata de aumentar a nossa capacidade de raciocínio. Por exemplo, os estudantes poderão beneficiar do consumo deste tipo de alimentos ao longo da época de exames”, revelou, em comunicado de imprensa, a primeira autora do estudo, Lorenza S. Colzato.

 

De acordo com os investigadores, estes resultados vão ao encontro daquilo que alguns inpíduos criativos já tinham defendido: que o consumo de alimentos específicos os ajudava a superar alguns obstáculos mentais. “O Steve Jobs, uma das mentes mais brilhantes, sempre afirmou que na base do seu sucesso estava o consumo de fruta. Como a fruta é rica em tirosina esta afirmação pode não estar assim tão longe da verdade”, conclui, Lorenza S. Colzato.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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A ideia de que o cigarro eletrónico podia ajudar a deixar de fumar tem “falhado redondamente”, defende o presidente do Grupo de Estudos do Cancro do Pulmão que aconselha antes o recurso aos métodos tradicionais de cessação tabágica.

 

“A ideia inicial de ir do cigarro tradicional para o eletrónico para deixar de fumar não tem acontecido na prática nos nossos doentes. Essa ideia, que inicialmente podia ser muito boa, tem falhado redondamente”, disse à agência Lusa o pneumologista.

 

De acordo com Fernando Barata, os médicos têm constatado que os fumadores usam os cigarros eletrónicos por “um ou dois meses”, voltando depois ao tabaco tradicional.

 

Além de “não serem uma alternativa para deixar de fumar”, o especialista diz também que podem representar um passo para os mais jovens começarem a fumar. “Mesmo em grupos mais jovens que começam a fumar cigarro eletrónico, o que vemos é depois uma passagem rápida para o cigarro tradicional”, acrescentou Fernando Barata.

 

O presidente do Grupo de Estudos do Cancro do Pulmão considera por isso que a cessação tabágica passa “muito mais” pelas medidas tradicionais, como consultas próprias e/ou recurso a medicação.

 

A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomendou, em agosto, proibir a venda de cigarros eletrónicos a menores de idade, por considerar que o consumo acarreta "ameaças graves" para os adolescentes e fetos. 

 

Os peritos aconselharam também proibir-se o consumo de cigarros eletrónicos em espaços públicos fechados. Dias antes desta recomendação, era noticiado um estudo de investigadores britânicos que concluía que o cigarro eletrónico é menos prejudicial do que o tabaco convencional.

 

O fumo do tabaco é a causa principal do cancro do pulmão, estimando que 90% das mortes nos homens e 80% nas mulheres tenham esta causa.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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Os distritos de Aveiro, Leiria, Santarém e os Açores não têm cuidados paliativos e metade dos doentes referenciados morre sem acesso a este tipo de assistência, concluiu um estudo da Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos (APCP).

 

A propósito do Dia Mundial dos Cuidados Paliativos, que se comemorou no sábado passado, a associação pulgou um estudo que se baseou na análise do desenvolvimento destes cuidados desde 1988.

 

“Até à data, os passos que foram dados em Portugal são residuais para que a integração deste serviço seja uma realidade. Continuam a morrer pessoas todos os dias sem acesso aos cuidados paliativos”, referiu à agência Lusa o presidente da APCP e o principal autor do estudo, Manuel Luís Capelas.

 

De acordo com o estudo, “a oferta de cuidados paliativos é a que mais se distancia das metas inicialmente delineadas, devido à quase total inexistência de equipas comunitárias de cuidados paliativos hospitalares e domiciliários”.

 

De acordo com os autores do estudo, “a escassez de número e de formação dos profissionais que integram estas equipas, uma referenciação tardia e inadequada e a dificuldade geográfica de acesso” são algumas das causas que contribuem para estes “resultados preocupantes”.

 

O estudo indicou que o tempo de espera dos doentes é de cerca de 40 dias, que o número de doentes referenciados não corresponde à realidade e que os indicadores de qualidade são “inadequados”.

 

Dados da European Association for Palliative Care, citados pela APCP, indicam que, em 2013, “Portugal estava na cauda nos países da união europeia, com 5,05 serviços por milhão de habitantes”. Atrás de Portugal “apenas o Chipre, Grécia, os países de Leste, do Báltico e os da Antiga União Soviética”.

 

O estudo conta ainda com uma análise aos programas de cuidados paliativos nos Estados Unidos, Canadá, Espanha e no Algarve, a qual apurou “uma redução significativa, não só nos custos para o Estado, como também uma diminuição significativa do número de internamentos hospitalares, idas às urgências, medicamentos e exames”. 

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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O Instituto Nacional de Emerg√™ncia M√©dica (INEM) adotou, na semana passada, novas cadeiras de transporte em dez Ambul√Ęncias de Emerg√™ncia M√©dica (AEM). O modelo escolhido, considerado um dos mais seguros da sua categoria, tem a particularidade de permitir o transporte das v√≠timas por escadas sem necessidade de os operacionais suportarem o peso da v√≠tima na sua totalidade, devido a um sistema inovador integrado na cadeira.

A introdução deste modelo é feita, inicialmente, nas zonas históricas das principais cidades de Portugal Continental e, progressivamente, na restante frota operada pelo INEM, contribuindo, deste modo, para a redução do risco de lesão dos seus operacionais. Nesta primeira fase, a título experimental, este equipamento foi em três AEM na Delegação Regional do Norte, três AEM na Delegação Regional do Centro e três AEM na Delegação Regional do Sul.

No futuro pretende-se estender gradualmente esta medida a todas as AEM do INEM, bem como √†s ambul√Ęncias do Instituto colocadas nos seus parceiros do Sistema Integrado de Emerg√™ncia M√©dica. O INEM considera que este √© um importante passo para melhorar as condi√ß√Ķes de trabalho dos operacionais da emerg√™ncia m√©dica pr√©-hospitalar.

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O Programa Nacional para a Sa√ļde Mental (PNSM) e a Entidade Reguladora para a Comunica√ß√£o Social (ERC) dinamizam a confer√™ncia ‚ÄúMedia em Mente‚ÄĚ, sobre a interface comunica√ß√£o social e sa√ļde mental, que¬†decorre amanh√£, dia 14 de outubro, a partir das 9 horas, na Sala do Senado da Assembleia da Rep√ļblica.

Esta iniciativa pretende abordar a tem√°tica dos media e sa√ļde mental, envolvendo os √≥rg√£os de comunica√ß√£o social, o regulador dos media, profissionais de sa√ļde, respons√°veis das pol√≠ticas de sa√ļde, investigadores, sendo estendida a todos os cidad√£os interessados na tem√°tica.

Principais temas:

  • A mente nos media – Presen√ßa e representa√ß√£o;
  • Crescer com os media;
  • Media – Promo√ß√£o da Sa√ļde Mental, preven√ß√£o do suic√≠dio e combate ao estigma.

A confer√™ncia¬†resulta da conjuga√ß√£o das atribui√ß√Ķes e do empenho da ERC, enquanto reguladora nacional independente da comunica√ß√£o social, como garante do livre exerc√≠cio do direito √† informa√ß√£o e √† liberdade de imprensa, da √©tica de antena e do jornalismo, no respeito pelos direitos, liberdades e garantias, e pela prote√ß√£o dos p√ļblicos sens√≠veis e dos menores, e do PNSM da Dire√ß√£o-Geral da Sa√ļde, na promo√ß√£o da articula√ß√£o dos cuidados especializados de sa√ļde mental com outros setores considerados relevantes para a implementa√ß√£o do Plano Nacional 2007/2016 e, mais recentemente, do Plano Nacional de Preven√ß√£o do Suic√≠dio, figurando a comunica√ß√£o social como tal.