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Dieta dos casais: será mais fácil emagrecer a dois?


Colocado por | Janeiro 15, 2016 | Notícias

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Quem diz casais também diz amigos, família ou colegas de trabalho. No novo livro “Dieta dos Casais”, a nutricionista Patricia Haiat explica porque é mais fácil perder peso acompanhado.

Ana Paula, de 41 anos, e Gustavo Bessa, de 36, vivem juntos há mais de 10 anos. Apaixonaram-se e começaram a engordar. Culpam as idas frequentes aos restaurantes, as pipocas do cinema e os domingos passados no sofá em frente à televisão. Está explicado porque é que dizem que o amor engorda. “Não nos preocupávamos muito com a qualidade do que comíamos, mas sim com o sabor e com o ambiente. A comida sempre foi motivo para estarmos reunidos”, dizem. Não passou muito tempo até se assustarem com as consequências da vida sedentária.

Tal como Ana e Gustavo, existem vários casais que se reveem nestes maus hábitos. Experimentam várias dietas mas nenhuma delas melhora verdadeiramente a sua alimentação. Seguir uma dieta rigorosa enquanto o nosso parceiro está a comer um hambúrguer com batatas fritas não é fácil (nem prático, uma vez que nos obriga a cozinhar dois pratos diferentes). O mesmo se aplica à família, amigos e até colegas de trabalho.

Tendo um objetivo comum, as decisões sobre o que comprar no supermercado, como preparar uma refeição saudável ou o restaurante que se escolhe para jantar tornam-se mais fáceis, e o desafio do emagrecimento passa a ser menos penoso”, explica a nutricionista Patricia Davidson Haiat.

Atualmente, o fenómeno de emagrecer em conjunto já é tendência ao ponto de ser seguida por casais famosos como Gisele Bündchen e Tom Brady. Mas será realmente mais fácil emagrecer a dois? “Há estudos que indicam que as pessoas que contam com o apoio de um amigo no momento em que iniciam um programa de reeducação alimentar têm mais sucesso a longo prazo”, acrescenta a nutricionista brasileira. Patricia ainda defende que planear uma dieta a dois poderá ser a motivação necessária para concretizar objetivos e não desiludir o parceiro.

No entanto, cada dieta deve ser planeada de acordo com o sexo e a idade da dupla. “As mulheres tendem a pensar de uma forma, os homens reagem de outra, e cada um tem necessidades específicas.” Razões suficientes para Patricia Davidson Hait reunir no novo livro Dieta dos Casais várias receitas e até um plano alimentar de três fases (para emagrecer até dois quilos por semana) que complementa as necessidades tanto das mulheres como dos homens. Na falta de companheiro, use a sua força de vontade e determinação para superar as tentações ao longo dos dias.

Primeira fase

A fase da descoberta dura sete dias e serve para eliminar toxinas do organismo e para o nutrir apenas com alimentos benéficos. É um período de quebra total da rotina cujo objetivo é livrar o organismo de comidas prejudiciais.

O que comer: Alimentos altamente nutritivos como proteínas vegetais, verduras, legumes e frutas.

O que não comer: Carne vermelha e branca (incluindo frango, peru e porco), peixe, frutos do mar, ovos, leite, queijo, iogurtes e outros produtos de origem animal, glúten, grãos e farinhas refinados, bebidas alcoólicas, açúcar e adoçantes artificiais.

Segunda fase

Nesta etapa de compromisso, as proteínas animais passam a ser permitidas em quantidades limitadas. Dura até atingir a meta de peso — sete dias, no mínimo — e aqui entra o pão sem glúten e os produtos lácteos com moderação.

O que comer: Proteínas animais de quinta a domingo, mantendo apenas a vegetal de segunda a quarta-feira.
O que não comer: Produtos de origem animal nos dias de ingestão de proteínas vegetais, açúcar, bebidas alcoólicas, glúten e produtos lácteos.

Terceira fase

Por último, esta fase não tem duração. É a etapa de fidelidade onde o foco deve ser manter os benefícios da alimentação funcional mas com liberdade para desfrutar de comidas menos saudáveis em ocasiões especiais.

O que comer: Proteínas vegetais, proteínas animais, raízes, tubérculos e outros hidratos de carbono.
O que não comer: Alimentos com alto teor de açúcar branco ou farinhas refinadas, arroz branco, alimentos altamente processados e fritos.

Texto editado por Ana Dias Ferreira.

In “Observador”

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