Raio:

Contracetivos orais reduzem bem-estar em mulheres saudáveis


Colocado por | Abril 21, 2017 | Notícias

7f1a77ebdc.jpeg

Um novo estudo demonstrou que os contracetivos orais exercem um impacto negativo sobre a qualidade de vida em mulheres saudáveis.

O estudo liderado por Angelica Lindén Hirschberg e Niklas Zethraeus, do Instituto Karolinska, Anna Dreber Almenberg, da Escola de Economia de Estocolmo, Suécia e Eva Ranehill da Universidade de Zurique, Suíça, apurou ainda que apesar dos efeitos negativos, os contracetivos orais combinados compostos por levonorgestrel e etinilestradiol não parecem afetar os sintomas depressivos.

“Apesar do facto de uns estimados100 milhões de mulheres em todo o mundo usarem pílulas contracetivas, notavelmente sabemos muito pouco sobre o efeito da pílula sobre a saúde das mulheres”, adiantou Angelica Lindén Hirschberg

Para o estudo, a equipa de investigadores contou com a participação de 340 mulheres saudáveis, com idades compreendidas entre os 18 e os 35 anos, que foram pididas em dois grupos, de forma aleatória.

Um grupo foi tratado, durante um período de três meses, com uma pílula composta por levonorgestrel e etinilestradiol, uma pílula comummente prescrita em muitos países por ser considerada a que oferece menos riscos de trombose. O outro grupo recebeu um placebo. Nenhum dos autores principais do estudo sabia que tratamento tinha recebido cada mulher.

Os resultados revelaram que as mulheres que tinham recebido as pílulas contracetivas consideravam ter uma qualidade de vida significativamente inferior às que tinham tomado os placebos. Foi apurado que a qualidade de vida em geral, os níveis de energia, o estado de humor, a sensação de bem-estar e o autocontrolo tinham sido afetados negativamente devido à toma dos contracetivos orais. No entanto não foi detetado um aumento significativo nos sintomas depressivos.

Os investigadores ressalvam que os resultados devem ser interpretados com algum cuidado pois as alterações eram relativamente pequenas. Todavia, em algumas mulheres os efeitos negativos na qualidade de vida das mesmas poderão ser relevantes do ponto de vista clínico.

Os resultados deste estudo não podem ser aplicados a outros tipos de pílulas combinadas pois poderão apresentar diferentes perfis de risco e efeitos secundários.

Niklas Zethraeus apontou que aquela alteração negativa na qualidade de vida poderá ser causa de pouca aderência e uso irregular dos contracetivos orais, sendo que este aspeto deveria ser tido em consideração quando se escolhe e prescreve um método contracetivo.

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

451 total de vistas, 1 hoje