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Combate à malária


Colocado por | Agosto 17, 2017 | Notícias

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UMinho demonstra eficácia de fármaco no bloqueio da doença.

Uma equipa que integra investigadores da Universidade do Minho (UMinho) demonstrou que as hexahidroquinolinas, usadas em fármacos para tratamento da malária, contribuem para o bloqueio da doença, ao matarem também o parasita responsável pela sua transmissão.

De acordo com declara√ß√Ķes prestadas √† Lusa, Pedro Ferreira, investigador do Instituto de Ci√™ncias da Vida e da Sa√ļde da Universidade do Minho, explicou que o estudo, publicado na revista Nature Microbiology, concluiu ainda que aquele grupo de f√°rmacos atua igualmente na transmiss√£o de parasitas resistentes aos antimal√°ricos atualmente utilizados.

Evita-se assim a ¬ętransmiss√£o de resist√™ncia¬Ľ ao tratamento da mal√°ria, doen√ßa que mata mais de 200 mil pessoas por ano, acrescentou Pedro Ferreira, que faz parte do grupo liderado pelo Columbia University Medical Center (Nova Iorque, Estados Unidos).

¬ęA maior particularidade desta descoberta √© a demonstra√ß√£o de que estes novos compostos t√™m uma dupla a√ß√£o. Atuam n√£o s√≥ nos parasitas que causam a doen√ßa, mas tamb√©m na sua forma transmissiva, uma a√ß√£o muito rara nos f√°rmacos, e da√≠ a grande novidade para o combate √† mal√°ria¬Ľ, apontou o investigador do Instituto de Ci√™ncias da Vida e da Sa√ļde da Universidade do Minho. Explanou ainda que essa caracter√≠stica¬†¬ęfaz com que, na pr√°tica, possa ser poss√≠vel tratar a doen√ßa e, ao mesmo tempo, reduzir a preval√™ncia do parasita atrav√©s do bloqueio da passagem do parasita de pessoa para pessoa atrav√©s do mosquito¬Ľ.

O investigador apontou que as hexahidroquinolinas atuam ainda a um outro n√≠vel: ¬ęH√° atualmente um grande problema de resist√™ncia aos f√°rmacos e, se estes parasitas resistentes forem transmitidos, a resist√™ncia propaga-se.¬†√Č o que tem acontecido com os antimal√°ricos que existem. S√£o funcionais durante algum tempo, mas, depois, as formas resistentes s√£o transmitidas e v√£o perdendo a efic√°cia¬Ľ.

¬ęPor isso, a potencialidade √© que, e isto tem de ser testado e estudado, haja uma grande redu√ß√£o em termos de transmiss√£o de resist√™ncia com estes f√°rmacos, porque, para al√©m de matar o parasita, mata a forma transmissiva quer do parasita normal, quer do resistente¬Ľ, acrescentou o investigador.

Fonte: Lusa

Fonte original: SNS – Servi√ßo Nacional de Sa√ļde

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