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Amamentar pode proteger mães de esclerose múltipla


Colocado por | Julho 17, 2017 | Notícias

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Uma equipa de investigadores apurou que as mães que tenham amamentado durante pelo menos 15 meses poderão correr menos riscos de desenvolver esclerose múltipla em comparação com as que o tenham feito por um período limitado de tempo ou não o tenham feito de todo.

Num estudo conduzido por uma equipa de investigadores liderados por Annette Langer-Gould, do centro clínico Kaiser Permanente, Pesadena, na Califórnia do Sul, EUA, foi evidenciado mais um benefício da amamentação.

“Este é outro exemplo de um benefício da amamentação para a mãe”, disse a investigadora principal do estudo. “Outros benefícios para a saúde incluem um menor risco de cancro da mama, cancro dos ovários, diabetes de tipo 2 e ataque do miocárdio”, acrescentou.

Para o estudo, os investigadores recrutaram 397 mulheres com uma média de 37 anos de idade e que tinham sido diagnosticadas recentemente com esclerose múltipla ou síndrome clinicamente isolada (CIS na sua sigla em inglês), que é percursora da esclerose múltipla. Foram também recrutadas 433 mulheres, com idades e raças semelhantes, como grupo de controlo.

As participantes foram convidadas a responderem a questionários sobre as gravidezes, amamentação, uso de contracetivos hormonais e outros fatores.

A equipa verificou que as mulheres que tinham acumulado um total de 15 ou mais meses de amamentação ao longo de todas as gravidezes apresentavam uma propensão 53% inferior de desenvolverem esclerose múltipla ou CIS em comparação com as que tinham amamentado por quatro e menos meses ou nunca.

85 das mulheres saudáveis tinham amamentado por 15 meses ou mais, em comparação com 44 das mulheres com esclerose múltipla. 110 das mulheres saudáveis tinham amamentado entre 0 e quatro meses, em comparação com 118 das mulheres com esclerose múltipla.

Relativamente ao número total de anos de ovulação, os investigadores não encontraram uma associação daquele fator com o risco de esclerose múltipla. O número de gravidezes, idade na altura do primeiro parto e o uso de contracetivos hormonais não evidenciaram também influência sobre o risco da doença neurológica.

Não obstante os resultados do estudo, Annette Langer-Gould adverte que aquele não prova que a amamentação seja responsável por um menor risco de esclerose múltipla, mas que estabelece apenas uma associação entre ambos os fatores.

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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